domingo, 9 de dezembro de 2012

Zuleika Torrealba: interesse pelo Estado desde a infância

No dia de campo da Cabanha da Maya, realizado no sábado, a anfitriã Zuleika Torrealba se fez presente durante todo o evento. fotos: Francisco de Assis
Anfitriã se orgulha de trabalhar com animais Comunicativa, deu atenção a todos, sem distinção, sempre estabelecendo um diálogo culto e interessado. A disputa por uma palavrinha e um pouco de atenção de uma das maiores investidoras na região de Bagé era árdua, tamanha sua popularidade. Em um dos raros momentos em que não cumprimentava alguém ou dava instruções a funcionários, a equipe do Jornal MINUANO conversou com a empreendedora visionária. Dona Zuleika, como prefere ser chamada, contou que o Rio Grande do Sul chegou a sua vida já na infância, por intermédio do poeta gaúcho Augusto Meyer. De acordo com ela, o criador da oração ao Negrinho do Pastoreio e que ocupou a sexta cadeira da Academia Brasileira de Letras, encantava ao falar sobre o folclore brasileiro, os costumes e as lendas do Rio Grande do Sul. “Foi ele (Meyer) que me apresentou o sul do Brasil, apenas com palavras. Era um homem extremamente inteligente. Graças a ele passei a me interessar por tudo que é relacionado a este Estado”, afirmou. A permanência por estes pagos, no entanto, levou algumas décadas para acontecer e foi totalmente despretensiosa. Pelos idos do ano 2000, quando o filho adquiriu um haras de Puro-Sangue Inglês na região, ela finalmente veio para conhecer mais atentamente o Rio Grande do Sul descrito por Meyer. “Gostei daqui. Gostei das pessoas daqui. Agora tenho pessoas de confiança que trabalham pra mim e são daqui”, destacou a empresária, dona de uma memória invejável que, entre um assunto e outro, comentava sobre negócios, animais, história, atualidades, tecnologias e questões sociais com quem a abordasse. Chuí e Valentim ************* Zuleika é uma reconhecida criadora de poodles, muitos deles premiados em eventos internacionais. Mas foi no Rio Grande do Sul que encontrou um fiel companheiro, o ovelheiro gaúcho ‘Chuí’. O cão, que faz questão de permanecer ao lado de sua dona o maior tempo possível, recebe muitos mimos: é banhado frequentemente, tem o pelo escovado uma ou mais vez ao dia, usa coleira importada e tenta intimidar com latidos aqueles que chegam perto da empresáriasem a sua aprovação canina. “Os cães são honestos. Muito mais honestos que a maioria das pessoas”, defendeu a dona de Chuí. Outro querido da proprietária do Grupo da Maya é o touro Valentim, que tem 12 anos. A empresária, que reconhece cada animal e faz questão de chamá-los pelo nome, não permitiu que o bovino permanecesse ao sol durante todo o evento do dia de campo e orientou seus funcionários sobre o trato com o genioso Valentim. “Ele é meu. Ninguém usa ele para nada. Já clonei o Valentim para garantir um exemplar idêntico quando ele faltar”, afirmou. Depois de um dia cheio de atividades sociais e profissionais, Zuleika confessou que precisava descansar para enfrentar os próximos eventos agendados para o final de semana. Muito educada, antes de sair convidou a equipe do Jornal MINUANO para terminar a entrevista em sua casa, mas preferimos marcar uma nova data, sabendo que o dia da anfitriã havia sido exaustivo. Francisco de Assis
Touro que foi clonado está há 12 anos com a empresária Francisco de Assis
O fiel companheiro canino está sempre deitado aos pés da dona fonte JM

Papai Noel chega a sua oficina

A Oficina de Brinquedos do Papai Noel recebeu, ontem, seu morador mais ilustre, o próprio Papai Noel.
fotos: Francisco de Assis Público se encantou com o morador
Milhares de pessoas estiveram no local para conferir a atração promovida pela 12ª vez pelo Movimento da Mulher Gaúcha. O ‘proprietário’ chegou em um caminhão de bombeiros sob aplausos de adultos e crianças. O bispo Dom Gílio Felício abençoou a inauguração da casa, que estava totalmente decorada e chamava a atenção de quem passava na esquina da Mélanie Granier com a General Osório. A aparição de Maria e do menino Jesus, sob uma chuva de prata e iluminação diferenciada, também foi emocionante. Dentro da Oficina de Brinquedos do Papai Noel, os cerca de 50 mil brinquedos doados pela população estavam disponíveis para visitação. Todos foram devidamente higienizados e recuperados por voluntárias e serão entregues a crianças carentes previamente cadastradas no projeto idealizado pela vereadora Sônia Leite no dia 22 de dezembro. “É um orgulho saber que os bajeenses são solidários”, disse Sônia. A Oficina de Brinquedos do Papai Noel fica aberta para visitação até o dia 19 de dezembro. Quem visitar a casa poderá conferir a sala de ursos, a sala do Papai Noel, o salão e a CTI de brinquedos. Os que quiserem colaborar com o projeto podem adotar uma das cartinhas escritas por crianças carentes, nas quais elas pedem um presente para este Natal. fonte JM

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cabanha da Maya tem a melhor vaca Jersey do Brasil

A Cabanha da Maya recepcionou suas grandes campeãs na Feira Internacional da Cadeira Produtiva do Leite, realizada em São Paulo, capital, no parque de exposições dos Imigrantes. Os animais chegaram a Bagé por volta das 14h dessa terça-feira em um caminhão boiadeiro que desfilou em carreata pela avenida Santa Tecla passando pelo centro da cidade até a propriedade da empresária Zuleika Torrealba. Os animais da raça Jersey criados em Bagé tiverem um desempenho que rendeu a Cabanha da Maya o pentacampeonato alternado como criador, e o tetracampeonato com a exibição da melhor vaca, sendo um troféu conquistado em 2008, o os demais em seqüência nos anos de 2010, 2011 e 2012. A grande campeã foi o exemplar Ana Ivone Valentin da Cabanha da Maya, uma vaca de 4 anos, que recebeu as melhores notas de morfologia.
Confira abaixo o desempenho na FEILEITE 2012 *** Grande Campeã Nacional – Ana Ivone Valentin Grande Campeã Fêmea Jovem – Irene 909 Dominic Da Maya Reservada Grande Campeã – Impala 951 Shyster Da Maya Te Grande Campeã Vaca Jovem – Hortela 831 Big Show Da Maya Reservada Grande Campeã Vaca Jovem - Butia 38-10 Otelo Happy Campeã Terneira Menor – Serena 76 Silmar Da Pirulita Campeã Terneira Júnior – Impala 951 Shyster Da Maya Te Campeã Terneira Intermediaria – Irene 909 Dominic Da Maya Reservada Campeã Terneira Sênior – Ivana 895 Minister Da Maya Campeã Novilha Menor – Helga Reagan Da Maya 3ª Melhor Fêmea Jovem – Serena 76 Silmar Da Pirulita Campeã Vaca Um Ano Parida – Hortela 831 Big Show Da Maya Reservada Vaca Um Ano Parida – Butia 38-10 Otelo Happy Campeã Vaca Dois Anos Junior – Henriqueta 801 Guapo Da Maya Reservada Vaca Dois Anos Junior – Hilda 766 Ressurectio Da Maya Reservada Vaca Três Anos Junior – Geralda 567 Da Maya Te 3ª Melhor Fêmea Três Anos Sênior – Frutoze 532 Sultan Da Maya Melhor Ubere Jovem – Hotela 831 Big Show Da Maya Reservado Ubere Jovem – Henriqueta 801 Guapo Da Maya 3ª Melhor Ubere Jovem – Butia 38-10 Otelo Happy Campeã Vaca Quatro Anos – Ana Ivone Valentin Reservada Vaca Quatro Anos – Gracy Breakway Resevada Ubere Adulto – Gracy Breakway 3ª Melhor Fêmea Nacional – Hortela 831 Big Show fonte JM

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Genro inaugura instalações da Agricultura em Bagé

Estrutura montada é a primeira do porte no Estado No dia 7 de dezembro, às 14h30min, o governador Tarso Genro vai estar em Bagé. No mesmo dia, às 16h, o chefe do Executivo estadual vai estar em Hulha Negra, no Assentamento Abrindo Fronteiras, onde será inaugurada uma ponte e um projeto de vitivinicultura. A agenda integra a Semana de Interiorização do governo do Estado. O governador vai visitar 14 cidades gaúchas. Uma caravana de secretários e gestores percorrerá, a bordo de um ônibus, mais de 1,7 mil quilômetros, no intervalo de seis dias, para realizar atividades de prestação de contas e visitações a obras. Além de aproximar o núcleo de gestão e a sociedade gaúcha, o roteiro, de acordo com o chefe de gabinete do governador, Vinícius Wu, marca o momento de transição vivenciado pelo governo estadual. “Nestes dois anos trabalhamos para retomar a capacidade de investimento e as funções públicas do Estado. Chegou a hora de iniciar um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social, pois 2013 será o ano dos resultados”, avaliou Wu. Entrega de equipamentos públicos e certificados do Pronatec, assinatura de contratos, roda de leitura, encontros com empreendedores e vistorias a escolas em reforma e hospitais regionais são algumas das atividades previstas. Um dos destaques é a interiorização de governo em Frederico Westphalen, que ocorrerá a partir das 9h do quarto dia da viagem, em 6 de dezembro. Além da cobertura em tempo real nas redes sociais e no site do governo do Estado, a população poderá acessar o mapa interativo de prestação de contas por meio do endereço www. prestacaodecontas.rs.gov.br. Na ferramenta, disponível a partir do próximo dia 3, será possível visualizar informações regionalizadas sobre obras, projetos e investimentos em todo o Rio Grande do Sul. Uma das atividades do governador em Bagé deve ser a inauguração das novas instalações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, comandada pelo ex-prefeito, Luiz Fernando Mainardi. O prédio vai servir de sede do escritório do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), da Coordenadoria Regional da Agricultura e da Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Bagé. Além de servir como gabinete do secretário Mainardi na região. O objetivo é economizar gastos e padronizar todo o trabalho das secretarias. A inauguração estava prevista para setembro. fonte JM

domingo, 25 de novembro de 2012

Bagé se ilumina para o Natal

Um grande público participou, na noite de ontem, da solenidade, em frente à praça Silveira Martins , que marcou a abertura oficial do projeto Luzes no Pampa. Várias atividades ocorreram no local, entre elas, a descida do Papai Noel, que recebeu a chave da cidade pelo prefeito Dudu Colombo e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bagé (Aciba), Valmor Coradini Júnior, promotores e gestores do projeto. Também aconteceu a apresentação da banda da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, do Coral Auxiliadora, sob a regência de Gilca Collares e da orquestra de cordas do Instituto Municipal de Belas Artes (Imba). A serenata do Movimento Familiar Cristão encerrou o acontecimento. Um show pirotécnico marcou o momento. A coordenação geral do projeto é do produtor cultural e assessor técnico Ruben de Oliveira. Conforme o presidente da Aciba, a comunidade tem perguntado se o Luzes no Pampa será igual ao de Gramado. Ele explicou que, em 2011, foram arrecadados cerca de R$ 18,8 milhões naquele município e, em Bagé, chegou a 250 mil. “Conseguimos esse montante através do apoio de empresários e patrocinadores neste primeiro ano do projeto. Demos o primeiro passo. Hoje, o recurso de Gramado é 75 vezes maior que o nosso”, disse. Coradini Júnior destaca que os patrocínios continuam à espera de adesão. Também aconteceu a visita à casa do Papai Noel, no Coreto Municipal, que foi todo ornamentado para o evento. O local estará aberto das 17 às 22h, podendo se estender até as 23h Lá o Papai Noel irá receber cartinhas de Natal e promover outras atividade para as crianças. fonte JM

A era de ouro do cinema em Bagé

Com a realização do IV Festival de Cinema da Fronteira, durante a última semana, diversas personalidades desfilaram pela cidade: Jean-Claude Bernardet, César Charlone e Ana Catarina Coelho. Mas há que se destacar que Bagé possui uma personalidade ilustre, que, apesar de não ser realizador de cinema, encheu de sons e imagens os sonhos de muitos bajeenses, desde 1956. Empreendedor, empresário, contraditório, sonhador. Todos esses são sinônimos para definir Aristides Kucera, 86 anos. O primeiro contato com as exibições foi em 1949, quando abriu seu primeiro cinema em Santiago. Mudando-se para São Gabriel em seguida, foi responsável pela abertura de mais dois empreendimentos. Em 1956, recebeu a proposta de compra de seu primeiro cinema em Bagé, o Cine Presidente, situado na esquina das ruas Fabrício Pillar com Juvêncio Lemos, a famosa “Baixada Bajeense”. Os primeiros filmes exibidos por ele foram: “Os Três Corsários” e “A Vida de Puccini”. Após um ano de sucesso nas exibições do cinema em Bagé, Kucera enfrentou sua primeira prova de fogo. Conforme Elizabeth Macedo de Fagundes, na obra Inventário Cultural de Bagé, após 40 anos, o antigo Cine Teatro Avenida havia sido demolido em 1954. Porém, reconstruído, em 1957 foi reinaugurado. Na época, o cinema foi considerado um dos mais luxuosos e modernos do Rio Grande do Sul, contando com calefação, renovação de ar, poltronas estufadas e equipamento de exibição de qualidade de ponta. “Naquela noite, todas as sessões do cine Presidente tiveram o público total de 13 pessoas. Eu percebi, ali, que se não fosse embora daqui, era o fim para mim”, relata ele. Mas com espírito empreendedor do proprietário, o cinema seguiu funcionando de forma normal. Seguia apresentando os filmes, que incluíam os clássicos de Oscarito. Em seguida, o empresário mostrou o espírito arrojado para os negócios e, através de uma parceria com outros dois empresários de fora da cidade, comprou os três maiores cinemas da cidade: Avenida, Glória e Capitólio. A isso, somavam-se o antigo Cine Presidente, na baixada, e o novo, na Marechal Floriano, no prédio do antigo Apolo. Essa foi a época de ouro do cinema bajeense. “Esse foi o negócio que mudou a minha vida em Bagé”, define ele. Com grande público nos três principais cinemas, decidiu, então, fechar os dois cines Presidente, no início da década de 1960. Mas não parou por aí o interesse da sociedade pela sétima arte. Adquiriram salas de exibição em diversas cidades do Estado, chegando a ter 22 salas próprias funcionando concomitantemente. Mas o negócio bem sucedido cobrava seu preço. “Eu passava mais na estrada do que em casa. Ficava viajando mais de 20 dias por mês, visitando os cinemas das outras cidades. Tenho 86 anos e só tive três férias na vida”, conta. Nessa mesma época, adquiriu cinemas em Dom Pedrito, Rosário do Sul, Cacequi, Alegrete, Quaraí, Cachoeira do Sul, Cassino e dois em Porto Alegre (Rosário e Estrela). Na ocasião, chegou a administrar 27 empreendimentos no RS. A primeira grande crise dos cinemas aconteceu na segunda metade da década de 60, com a criação de uma lei que colocava como questão obrigatória a exibição de filmes nacionais em, no mínimo, 142 dias do ano. “Naquela época não havia uma grande produção, não tinha uma demanda para atender essa lei. O jeito era passar tudo o que conseguíamos obter de material”. Kucera, à contragosto, começou a exibir alguns filmes nacionais de produção mais baixa, que começaram a afastar as famílias do cinema. “A maioria dos filmes tinha cenas fortes, era pornografia barata. Os pais começaram a afastar os filhos do cinema por causa disso”, relata. Mas Bagé só sofreria com a perda de um cinema em 1978, com o fechamento do Glória. O fechamento do Capitólio veio logo em seguida, em 1982. Os outros dois empreendimentos só viriam a fechar décadas mais tarde. O Avenida encerrou suas atividades em 1995, tendo sido consumido por um incêndio em 1996. Nunca mais foi reativado. Já o Glória ganhou uma nova chance. Em 1998 reabriu, funcionando apenas na parte de cima da antiga sala. Encerrou definitivamente as exibições em 2000. Atualmente, o prédio abriga uma igreja evangélica. Muito da grande quantidade de material que o empresário ainda guardava foi queimada no incêndio do Edifício Avenida, em 1996, que destruiu as dependências já desativadas do cinema. Com uma grande história de amor pela arte, Kucera ainda hoje é reconhecido. Foi escolhido como presidente de honra do III e IV Festival de Cinema da Fronteira. Hoje, ele reconhece o esforço dos realizadores locais como uma ascensão da cidade a uma nova era de ouro da sétima arte. “O festival surgiu de uma necessidade de incrementar o cinema na região. Ainda é um evento pequeno, mas tenho certeza de que vai crescer muito ainda”, afirmou. Mesmo a idade avançada não impede Kucera de fazer planos. Ele conta que, mesmo hoje, sonha com a reabertura do Cinema Avenida. “Ainda hoje me pego pensando como seria se eu reabrisse, mas, em seguida, descarto o pensamento. Só posso adiantar que vem novidade por aí”, revela, fazendo mistério sobre a novidade. Dizem que a primeira vez em um cinema a gente nunca esquece. Essa máxima se faz verdade, pelo menos para dois antigos frequentadores dos cinemas locais. Este foi o elo entre os amigos Valquir Marques, 67 anos, auditor fiscal aposentado, e o projecionista Valdenir dos Santos Veleda, 58 anos. Marques relembra a primeira vez que foi ao cinema. “Fui com meu irmão mais velho no Cine Glória pela primeira vez em 1953. Eu tinha uns sete, oito anos. Quando entrei, foi aquele susto. Não lembro o filme a que eu fui assistir, mas recordo o meu choque com aquela tela enorme. Hoje em dia é até comum, mas, na época, quando só tínhamos o rádio, foi estarrecedor. Nem sei definir o que senti”, conta. Já Veleda recorda que costumava assistir aos filmes que o padre Álvaro Muraro exibia aos estudantes do São Pedro. Mas a primeira vez que adentrou a sala de exibição do Glória foi escrita a crônica de um amor anunciado, que dura até hoje. A paixão virou profissão e Veleda nunca precisou se afastar das telas, assim como um dos personagens de seu filme preferido, o Totó de “Cinema Paradiso”. “Foi unir o útil ao agradável”, diverte-se o projecionista. Os dois amigos, aproximados pelo amor ao cinema, também conquistaram a amizade de Kucera. Os três reúnem-se seguidamente para conversar sobre o assunto preferido: cinema. Marques, inclusive, já elaborou um roteiro para filmar um documentário sobre a vida do empresário. “Tem muita história para contar, é uma vida inteira dedicada às exibições. Tem material para muitas horas”, adianta. Fábrica de sonhos Com o advento do cinema, no final do século XIV, a atração se espalhou pelo mundo inteiro e se transformou em uma grande paixão. Era na tela que o público projetava seus sonhos e conhecia um pouco mais do mundo, que até então era restrito àqueles filhos de classes abastadas. O cinema possibilitou um sem fim de fantasias, que alimentavam, não só as crianças, com aventuras semanais como Flash Gordon e Tarzan, mas também davam sabor à vida e som às risadas dos adultos, com os filmes de Charles Chaplin, Buster Keaton e O Gordo e o Magro. Bagé, em toda a sua história, sempre deu muito espaço às artes. Não poderia deixar de ser assim com a arte que sempre teve grande aceitação da população . Conheça, abaixo, algumas das fábricas de sonhos da cidade: *- Cinema Apolo: de propriedade de Francisco Santos, foi construído em 1934. O projeto e a construção ficaram a cargo de Lourenço Lahorgue. Fechou na década de 1950 e cedeu espaço ao Cine Presidente, de Kucera. *- Cinema Petrópolis: foi inaugurado em 1° de janeiro de 1930, no local onde hoje funciona a Padaria Globo, em frente à praça Santos Dumont. Um incêndio ocorrido em 1937 destruiu o prédio e matou uma mulher e uma criança que estavam na casa do zelador. Após o sinistro, não foi reconstruído. *- Cine Teatro Glória: foi inaugurado em 7 de fevereiro de 1947, pertencente ao Circuito de F. Cupelo & Cia. Ltda. O filme exibido na inauguração foi “Dois Marujos e uma Garota”. O cinemascope do Cine Glória foi inaugurado em 11 de novembro de 1955. Foi fechado pela primeira vez no final da década de 1970 e reaberto em 1998, permanecendo dois anos em funcionamento. Atualmente, funciona no prédio uma igreja. *- Cine Teatro Coliseu: a casa de espetáculos foi inaugurada ainda no século XIV, quando eram realizadas touradas e exibições circenses. Em 1897, durante a apresentação de uma companhia de ginástica, houve a explosão de um depósito de querosene que alimentava os bicos de iluminação. Três menores e um adulto morreram em consequência. Em 1907, começou a exibição de filmes da empresa Maciel & Coca, de Livramento, que percorria o Estado com o cinema ambulante. Em 1931, foi inaugurado o sistema sonoro. Cerrou suas portas em 15 de janeiro de 1946. O prédio que atualmente abriga a área é o Centro Antoniano. *- Cine Capitólio: foi inaugurado em 12 de janeiro de 1934 pelo empresário Salim Kalil. Na noite de 29 de março de 1941 um incêndio se espalhou e destruiu o prédio, com danos apenas materiais. Foi reconstruído e reinaugurado em 1942. Fechou suas portas de vez em 1982. *- Cine Teatro Avenida: Inaugurado em 1914.O cinema falado chegou a Bagé em agosto de 1929 e foi no cinema Avenida sua primeira apresentação. O filme “La Cumparsita” foi acompanhado de uma orquestra típica argentina com a música Remember. Em 21 de setembro de 1931, houve a estreia do cinema sonoro, com o filme “Bancando o Lorde”, do cantor Harry Richmann. Foi demolido em 1954 e um novo cinema inaugurado em 1957, junto com o conjunto residencial Condomínio Avenida. O cinema foi desativado em 1995 e um grande incêndio, em 1996, destruiu as dependências da sala de cinema. * Inventário Cultural de Bagé – Elizabeth Macedo de Fagundes
fonte JM

Festival de Cinema da Fronteira encerra com premiações

Depois de cinco dias em que Bagé viveu intensamente a sétima arte com a apresentação de duas mostras competitivas, oito mostras informativas e um total de 18 longas-metragens e três médias-metragens, que foram exibidos ao público durante o IV Festiva Além das premiações, a Unipampa, por meio da reitora Ulrika Arns recebeu uma homenagem pela criação de um projeto de extensão em que levou as artes visuais até as escolas municipais. Conforme o diretor artístico Zeca Brito, o evento foi um sucesso porque mostrou que a população está engajada com cinema. Ele disse que o festival foi totalmente internacional e popular, garantindo o estímulo para as pessoas que não tinham acesso. “O cinema é democrático e pudemos provar isso, com a apresentação de audiovisuais voltados para cegos, em braile, e surdos com legendas. Todo mundo teve acesso.” Ele comenta que durante o acontecimento vários passos foram dados para que Bagé tenha uma indústria cultural voltada para o tema e que serão importantes para o desenvolvimento socioeconômico do município. “Cinema é um advento tecnológico que ajuda na geração de emprego e renda”, afirma. Brito disse que até o final de dezembro será entregue à reitoria da Unipampa um documento produzido pelos cineastas solicitando a abertura de um curso de audiovisuais no município. “Nosso desafio é evoluir nessa caminhada e acreditar que o cinema é um instrumento de transformação”, acredita. O diretor disse que, a partir da próxima semana, já iniciarão os preparativos para o próximo festival. Resultados Mostra internacional Melhor atriz coadjuvante: Jaquelin Medrano (Filme: “Inca”) Melhor ator coadjuvante: Emanuel de Sena (Filme: “Menino do Cinco”) Melhor montagem: Adalberto de Oliveira (filme: “Dique”) Melhor roteiro: Jarleo Barbosa (Filme: “Julie, Agosto, Setembro”) Melhor desenho de som: Adalberto de Oliveira (Filme: “Dique”) Melhor trilha sonora: Tomáz Borges (Filme:”Um Diálogo de Ballet”) Melhor fotografia: Bruno Polidoro (Filme: “Fez a Barba e o Choro”) Melhor direção de arte: Pedro Karam (Filme: “Folha em Branco”) Melhor ator: Eduardo Cardoso (Filme: “Inca”) Melhor atriz: Yesica Nuñez (Filme: “Campo”) Menções honrosas Filme: “Campo” Filme: “Levem-me para Sair” Filme: “Número Zero” Filme: “Ovos de Dinossauro” Melhor direção: Lucas Sá Melhor filme: “Membro Decaído” Mostra regional Melhor atriz coadjuvante: elenco feminino (Filme: “Triller”) Melhor ator coadjuvante: elenco masculino (Filme: “Triller”) Melhor montagem: Eduardo Sousa (filme: “Diálogos”) Melhor Roteiro: Jeferson Vainer (Filme: “Kharma Dharma”) Melhor desenho de som: Jéssica Lattaro e Luís Gustavo Esteves (Filme: “A Ruína”) Melhor trilha sonora: Fabrício Marcom e alunos (Filme: “Projeto Glads”) Melhor fotografia: Alunos do Programa Cinema na Fronteira (Filme: “No Caminho dos Quileros”) Melhor direção de arte: Adriana Mendes (Filme: “A Ruína”) Melhor ator: Diogo Ferreira (Filme: “Valor Infinito”) Melhor atriz: Dilma Duarte (Filme: “Chá das Cinco”) Menções honrosas Filme: “Passagem” Filme: Atos de Fé em Bagé Melhor direção: Alunos do Programa Cinema na Fronteira 2011 (Filme: “No Caminho dos Quileros”) Melhor filme: “O Bife” (direção: Antônio Almeida) Melhor filme júri popular: “Chá das Cinco” fonte JM

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Descida do Rio Camaquã será no fim de janeiro

A edição do ano de 2013 da Descida do Rio Camaquã será entre 25 e 27 de janeiro. ARQUIVO/JM
EVENTO TRADICIONAL: terá mudanças em 2013 A data foi definida pela comissão organizadora do evento durante reunião realizada no último domingo, nas dependências do CTG 93. O trajeto do passeio também foi delimitado, a partida será no Passo das Carretas, no município de Santana da Boa Vista, até o Paredão, em Piratini. De acordo com um dos organizadores, o advogado Diogo Madruga, este ano a descida sofreu algumas alterações, como a taxa de inscrição. “Aqueles participantes que forem utilizar os transportes que serão oferecidos, tanto o caminhão para os barcos, como o ônibus para os tripulantes, pagarão R$ 130, e os que forem por contra própria contribuirão com R$ 100. A taxa de inscrição para menores de idade, independente caso forem ou não junto ao transporte disponibilizado pela organização, será apenas de R$ 50”, explica. Nesta edição todos os participantes vão receber no ato da inscrição uma pulseira, que deverão utilizar em todo o trajeto. A medida tem como objetivo evitar intrusos nos acampamentos. “Tivemos alguns problemas em anos anteriores, como, por exemplo, com a alimentação, pois contávamos com um número certo de tripulantes e na hora das refeições este número dobrava”, salienta. Em sua 18ª edição, a Descida do Rio Camaquã irá trabalhar a consciência ambiental. Na edição de 2013, conforme informou ele, os fumantes serão alertados a levarem garrafas pets para que, ao longo do passeio, evitem jogar seus cigarros na água ou beira do rio. O local e o prazo para as inscrições ainda serão definidos. fonte JM

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Parque do Gaúcho se prepara para a Festa do Churrasco

A 10ª Festa Internacional do Churrasco inicia na sexta-feira e os preparativos para o evento estão praticamente concluídos. ARQUIVO/JM
ESTRUTURA: pronta para receber 50 mil visitantes em três dias O Parque do Gaúcho recebeu algumas melhorias para melhor atender o público, que este ano está estimado em 50 mil pessoas durante os três dias de evento. O coordenador Jorge Luiz Braga Abott, informa que toda a estrutura do Parque do Gaúcho foi conferida para que não haja problemas durante o evento. Além da limpeza da área, as redes elétrica e hidráulica foram vistoriadas, assim como os módulos sanitários, as churrasqueiras, as estradas e a área de acampamento. “Tudo está sendo organizado”, afirma. A festa está prevista para acontecer na área de acampamentos, próximo ao campo de lides campeiras. No local existem cinco módulos sanitários e mais de 150 churrasqueiras, além de muita sombra. No entanto, toda a extensão do local estará disponível para os amantes do churrasco nos três dias da festa. Vale ressaltar que a entrada é gratuita, assim como a utilização das churrasqueiras e da área para acampamento. Abott comenta que durante o evento será liberada a realização de fogo de chão no Parque do Gaúcho, não sendo permitido o corte de galhos ou das próprias árvores existentes no local. Dessa forma é necessário que os assadores levem ou comprem sua lenha ou o carvão. A entrada de cortes de carne para churrasco também é liberada. Os que preferirem podem comprar o alimento diretamente no local. “Serão pelo menos cinco mil quilos de costela bovina à venda”, encerra Abott. fonte JM

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Aeroporto é opção de estacionamento para a Copa de 2014

Em vistoria às obras de recuperação da pista do Aeroporto Internacional Comandante Kraemer, ontem, o superintendente da regional sul da Infraero, Carlos Alberto Silva,avalia os reflexos que a Copa de 2014 deve ter em Bagé. Isso por que o aeroporto seria a segunda opção de estacionamento para as aeronaves que levam passageiros para Porto Alegre. Silva lembra que o Rio Grande do Sul não será sede para a Copa das Confederações, que acontece no próximo ano. No entanto, deixou claro que o aeroporto teria perfeitas condições de oferecer apoio logístico e de infraestrutura para os demais aeroportos que viessem a ficar sobrecarregados com a demanda. “Porque o aeroporto de Bagé atende todos os requisitos para atender nesses casos”, observa. Sobre a Copa do Mundo de 2014, quando Porto Alegre sediará quatro jogos na primeira fase e uma disputa nas oitavas de final, a possibilidade de que o aeroporto de Bagé seja utilizado é muito grande, pois o Salgado Filho não teria condições físicas de acolher todas as aeronaves que vierem a utilizar a pista. Sendo assim, o Comandante Kraemer seria a segunda opção para receber os aviões. Pela distância, a primeira opção seria Pelotas e a terceira, Uruguaiana. Silva destacou que, a princípio, o aeroporto local serviria como estacionamento de até 10 aeronaves do tamanho jato executivo. “Aqui o movimento de táxis-aéreos e de aviões de passageiros poderá ter representatividade se os jogos em Porto Alegre forem de seleções da América do Sul”, enfatiza. Aeroclube Sobre a transferência do aeroclube para o sítio do Aeroporto Internacional Comandante Kraemer, o superintendente da regional sul da Infraero, Carlos Alberto Silva, deixa claro que a empresa pública nacional não teria qualquer restrição à prática, tendo em vista que a parceria acontece em vários outros aeroclubes do Brasil. “Basta manifestar interesse e entregar o projeto para análise”, ressalta. O superintendente do aeroporto de Bagé, Francisco Camejo, conclui dizendo que a prefeitura e a direção do aeroclube ainda não chegaram a uma definição porque existem custos para a construção . fonte JM

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Campanha visa à manutenção e preservação do Museu Dom Diogo de Souza

Com o intuito de auxiliar a manutenção e preservação do Museu Dom Diogo de Souza, a Associação dos Amigos dos Museus de Bagé (AAMB) realiza uma campanha que visa arrecadar fundos para a instituição. A ficha de associado pode ser preenchida no próprio Museu Dom Diogo, na Casa Pedro Wayne, e Livraria LEB. As contribuições trimestrais podem ser de R$ 10, R$ 20, R$50 ou outros valores. Os interessados em mais informações podem acessar o e-mail: museudomdiogo@hotmail.com A associação foi fundada em 17 de maio de 1969 em Bagé. É uma entidade civil, sem fins lucrativos, com duração ilimitada e tendo como objetivo apoiar as atividades dos museus mantidos pela Fundação Áttila Taborda. Vantagens de se tornar um sócio - Apoiar a preservação do patrimônio cultural e histórico de Bagé - Contribuir com a manutenção do Museu Dom Diogo de Souza - Participar do planejamento de atividades e soluções de demandas - Participar das Assembleias Gerais com direito a voto - Ter direito a formar chapa e se candidatar à diretoria da AAMB fonte JM

Museu da Gravura comemora 35 anos

No dia 21 de outubro o Museu da Gravura comemorou 35 anos de fundação. Para assinalar a data, o local passará por uma reforma. O trabalho externo nas paredes iniciou na última sexta-feira. O Museu da Gravura Brasileira foi inaugurado durante a realização do 2º Encontro Sul-Rio-Grandense de Museus, no dia 21 de outubro de 1977, apresentando uma mostra de gravuras dos integrantes do “Grupo de Bagé”. O prédio do Museu foi adaptado pelo Serviço de Engenharia da FAT/FUnBA e os trabalhos de acabamento interno e exposição das coleções foram orientados pela conservadora de museus, professora Neusa Vaz Silveira. O Museu da Gravura Brasileira se constitui internamente, numa das mais modernas salas para exposição de gravuras e tem exposto obras de destacados gravadores brasileiros. Numa promoção da prefeitura de Bagé com a cooperação do Museu Dom Diogo de Souza, foi realizado em janeiro de 1976 o Encontro Nacional de Artistas Plásticos – trazendo a cidade não só os integrantes do chamado “Grupo de Bagé”: Glênio, Glauco, Danúbio e Scliar, mas também outros artistas. O evento teve no Museu Dom Diogo de Souza, o cenário de seus principais momentos. No mês de janeiro foi realizada Exposição dos Quatro de Bagé, e no encerramento uma Exposição de obras e estudos realizados durante a permanência dos artistas em fazendas do município. Nas solenidades de abertura e de encerramento do encontro, Carlos Scliar lançou a ideia da criação do Museu da Gravura Brasileira, aproveitando a coleção já pertencente ao Museu Dom Diogo de Souza, e mais doações que seriam feitas por artistas brasileiros. fonte JM

Licitação da rodoviária segue sem data definida

Após meses de espera, a suspensão da Justiça ao processo licitatório promovido pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagens (Daer), na Rodoviária de Bagé, gerou um impasse. Quase dois meses após a data anunciada para a abertura de uma nova licitação, a continuidade da renovação da concessão segue estagnada e sem data definida para ser retomada. De acordo com a assessoria de imprensa do Daer todos os documentos do processo foram encaminhados para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) dentro do prazo estipulado. Agora o órgão aguarda uma resposta do TCE. Enquanto isso, a rodoviária segue funcionando normalmente. O ato de início de licitação foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 8 de maio, juntamente com mais outros 276 editais de outros municípios gaúchos. A licitação está sendo aguardada desde o anúncio feito pelo governador Tarso Genro na interiorização do governo do Estado, em julho de 2011. O objetivo do processo licitatório é atender as ações judiciais promovidas pelo Ministério Público, corrigir a situação das concessões com contratos vencidos. Além de promover melhorias nas condições de infraestrutura das rodoviárias, visando proporcionar maior conforto e segurança aos usuários. Estavam previstos no edital, serviços como praça de alimentação, estabelecimentos comerciais, sala de espera com área climatizada, programa de separação de lixo, sanitários e fraldários para até três crianças, acessibilidade para pessoas com deficiência e depósito para bagagens e encomendas com área especificada. O andamento do processo pode ser acompanhado através do site www.celic.rs.gov.br, no link Consulta a Editais. O número do processo é 03876-04.35/12-7. fonte JM

Festa Internacional do Churrasco 2012

10° Festa Internacional do Churrasco de Bagé acontece nos dias 9,10 e 11 de novembro no Parque do Gaúcho. lniciam preparativos para a 10ª Festa do Churrasco A prefeitura já definiu algumas das atividades para a 10° Festa Internacional do Churrasco de Bagé. O evento, que pretende registrar 50 mil visitações, acontece de 9 a 11 de novembro no Parque do Gaúcho. O coordenador da festa, Jorge Luiz Braga Abott, informa que a grande novidade deste ano é o fato de estarem confirmadas várias atrações e atividades para os três dias do evento. “Com isto, vamos diversificar e proporcionar o entretenimento para todos os públicos", afirma. Todas as atividades realizadas são gratuitas, desde o acesso ao Parque do Gaúcho até os shows que acontecem na concha acústica e no galpão. Com isso, Abott acredita que o número de visitantes seja o mesmo registrado no ano passado, ou seja, 50 mil. Sobre a comercialização de carne no local, Abott destaca que ainda não há acerto sobre qual empresa se encarregará de fornecer o produto. A tradicional churrascada, onde os visitantes podem optar por levar a carne para assar ou comprá-la no local, acontece no domingo durante todo o dia. Atividades ********* Festival de Trova e Música Regionalista Shows Festa campeira Passeios a cavalo e carroças Mateadas Acampamentos Parque de Brinquedos infláveis Jeep Cross Aeromodelismo Corrida de galgos Cancha reta Motovelocidade Visitação à cidade cenográfica de Santa Fé

Começam a ser instaladas placas turísticas para pedestres

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SMDET) realiza a complementação do projeto de placas para sinalização turística em Bagé. Inicialmente foram implantadas 38 placas semipórticas nas ruas da cidade e 19 placas de solo em rodovias e BRs. A novidade agora é a instalação das placas turísticas para pedestres. Desde ontem estão sendo instaladas 19 placas com referências históricas em pontos turísticos na cidade. Serão implantadas nos seguintes pontos turísticos de Bagé: • Rodoviária, Ponte Seca,Centro Administrativo, Praça Júlio de Castilhos, Palacete Pedro Osório, Praça Gaspar Silveira Martins, Coreto, Prefeitura de Bagé, Praça das Carretas, Paróquia de São Sebastião, Praça Carlos Telles, Cemitério da Santa Casa, Museu Dom Diogo, Associação e Sindicato Rural, Parque do Gaúcho, Forte de Santa Tecla, Centro Histórico de Vila de Santa Thereza, Praça Rio Branco (Esportes) e Hotel do Comércio.

Prédios históricos restaurados precisam de manutenção

Os prédios revitalizados no projeto de restauração do patrimônio histórico e arquitetônico de Bagé, que visam à preservação da memória e da identidade local começam a se deteriorar e precisam de manutenção. Os restauros feitos nos prédios históricos iniciaram em 2001, com as obras do Museu Dom Diogo de Souza com verba da Petrobras e de oito pontos históricos da cidade, totalizando cerca de R$ 8,4 milhões em investimentos. As revitalizações foram realizadas com verbas oriundas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou Caixa Econômica Federal, fiscalizadas pelo setor de obras públicas da Prefeitura de Bagé. Os restauros foram acompanhados por profissionais habilitados contratados pelas firmas executoras, bem como pelo Instituto do Patrimônio Histórico Arquitetônico Estadual (Iphae). Deteriorização Os prédios que mais apresentaram problemas são o Palacete Pedro Osório e o Centro Administrativo. No primeiro, a umidade está descascando toda a pintura e causando rachadura nas paredes. No Centro Administrativo a situação não é diferente, a fachada além de estar com o reboco quebrado em alguns pontos, a tinta desbotou deixando o prédio com aspecto feio e de mal cuidado. No prédio da prefeitura, a tinta também começou a descascar e o salitre das paredes, causou alguns buracos na fachada. Os demais prédios também apresentam problemas com infiltração no telhado, rachaduras nas paredes internas. De acordo com arquiteta e fiscal de obras da Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento (Scoplan), Joelma Silveira, para a manutenção desses bens é importante criar e regulamentar um fundo de patrimônio cultural que viabilize verbas para os restauros já realizados. “Os prédios precisam de pintura e reparos a cada três anos”, salienta. Ela explica que para recuperar os prédios que o custo é elevado e o município não tem condições de arcar com os valores. “Não é uma reforma qualquer e preciso usar materiais da época em que foram construídos com a finalidade de manter e preservar a identidade do bem.” Além disso, Joelma ainda destaca que todas as manutenções devem ser acompanhadas por profissional técnico, que tenha vivência na área de restauro e que embora o prédio precise de reparos, muitas vezes não podem ser feitas de maneira convencional. No que diz respeito à conservação a arquiteta afirma que é essencial que seja prevista uma verba para manutenção Conforme o secretário municipal de Cultura, Sapiran Brito, os prédios restaurados estão com problemas no telhado, infiltração, pintura e iluminação. Ele conta que as telhas do Palacete Pedro Osório, por exemplo, foram rejuntadas com cimento e o material ressecou tanto que na última chuva havia cerca de 11 baldes para conter as goteiras. Outro fato citado pelo secretário é a iluminação do bosque que foi feita toda subterrânea. “Com umidade queimaram todas as lâmpadas do local”. Segundo Brito a Secretaria Municipal da Fazenda pediu um levantamento geral dos problemas de fiação e rede elétrica para buscar recursos para manutenção. Ele também afirma que o vandalismo tem destruído a parte externa dos prédios. “A iluminação externa foi destruída e até quebraram um poste dentro do bosque”. Benfeitorias realizadas ******************* Imba Contratada: Entel Construções e Transportes Ltda Primeira etapa – Recuperação das alvenarias, telhado, abertura dos poços de luz, revestimentos e pintura. Ano: 2007 Valor: R$ 246.672,02 Segunda etapa – adaptação dos sanitários e copa, construção das salas de aula isoladas acusticamente e recuperação do forro do salão. Ano: 2008 Valor: R$ 98 mil Terceira etapa – etapa que contemplou a acessibilidade, elevador e rampas. Ano: 2010 Valor: R$ 17.277,39 + R$ 60mil Palacete Pedro Osório Contratada: Sistema Engenharia Ltda. Primeira etapa – Recuperação das alvenarias, telhado, revestimentos, adornos, porão e pintura. R$ 500.228,12. Ano: 2008 Segunda etapa – bosque e acessibilidade. Valor: R$ 211.129,29. Ano: 2009 Centro Administrativo Contratada: Entel Construções e Transportes Ltda Ano: 2008 Valor: R$ 745 030,59 Prefeitura Contratada: Entel Construções e Transporte Ltda Valor: R$ 1.336.828,93. Ano: 2009 Coreto Contratada: LDB – Construções e comércio Ltda. Valor: R$ 54.978,17. Ano: 2007 Casa de Cultura Pedro Wayne Contratada: Sistema Engenharia Ltda. Valor: R$ 200.000,00. Ano: 2008 Prédio Junto ao Centro do Idoso - Sala Maria Anunciação Godoy: Contratada: Soncini Ltda Valor: R$177.944,47. Ano: 2011 http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=80038

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Romaria da Conquistadora reúne mais de dez mil fiéis

Após os últimos dias cinzas e frios, o domingo amanheceu ensolarado e com boa temperatura para receber os milhares de fiéis que participaram da 38ª Romaria de Nossa Senhora Conquistadora.
fotos: Francisco de Assis Os romeiros percorreram o tradicional caminho, saindo da frente da Catedral de São Sebastião pelo Centro, dirigindo-se até o Santuário de Nossa Senhora Conquistadora, no bairro Castro Alves. O tema da romaria deste ano foi Maria, de pé, junto à cruz dos sofredores! Estima-se que mais de dez mil fiéis participaram da procissão, que também contou com a presença das 16 paróquias da Diocese de Bagé, além de representantes das dioceses de Pelotas, Rio Grande e até do Uruguai. Semanas antes da procissão, a imagem carregada no andor percorreu todas as paróquias da diocese conclamando a comunidade para o evento. Os jovens do movimento do Emaus, Eterna Semente, Juventude Salesiana e Curso de Liderança Jovem de Livramento desempenharam papel importante, carregando uma réplica da Cruz Peregrina, que está visitando todas as dioceses do Brasil. Durante o caminho, muitos romeiros destacavam-se na multidão. Alguns descalços, outros segurando velas, proporcional ao tamanho do pedido feito e alguns levavam no colo verdadeiros anjinhos. A pequena Luci Emilin Bonilha Rodrigues, de dois anos, era um destes anjinhos. A vestimenta faz parte de uma promessa feita pela mãe, Miriel Bonilha Neves, 23 anos, logo após o nascimento da filha. "Ela nasceu com parte do intestino exposto, corria riscos. Então rezei a ela, Nossa Senhora Conquistadora, que também é mãe e prometi que se a minha filha se recuperasse, eu participaria durante sete anos da procissão, descalça e com a Luci vestida de anjo", conta. Ana Martins, 25 anos, participa descalça da procissão há mais de dez anos. Ela relata que sempre participou da procissão, mas quando o pai sofreu dois acidentes vasculares cerebrais (AVC) seguidos, fez o pedido pela recuperação do pai, no que foi atendida. "Eu sempre participo, sozinha ou com outros familiares. Mas não abro mão de vir descalça para agradecer a graça alcançada. Depois da procissão, vou até o santuário agradecer. Foi a minha fé que salvou ele", fala. Na chegada ao santuário, foram recebidos com missa campal. Logo após, foi servido almoço preparado por cerca de 100 voluntárias do Santuário, onde são servidos doces, saladas, churrasco e risoto. Durante a tarde, mais duas missas foram realizadas, às 15h e às 17h, que encerrou as atividades da romaria. fonte JM

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Apatur realiza Feira do Dia Mundial do Turismo

Hoje acontece a 5ª Feira do Dia Mundial do Turismo, coordenada pela Associação Pampa Gaúcho de Turismo (Apatur), com apoio da Secretaria de Municipal de Turismo. O evento tem como objetivo fomentar o turismo no município e promover a conscientização dos associados e participantes da associação. De acordo com o tesoureiro da Associação, Ângelo Roberto Silva, após reuniões com os associados surgiu a necessidade de explorar as atividades turísticas do município de forma mais ampla para a comunidade através de projetos. “O número expressivo de moradores turistas na cidade, que vem de outros estados tanto para estudar como trabalhar e conhecer nosso patrimônio histórico e riqueza arquitetônica nos proporcionou a vontade de fomentar atividades que envolvem o turismo do nosso município”, relata. No evento, haverá associados das cidades de Aceguá, Bagé, Caçapava, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul. A feira está marcada para ocorrer no prédio da Prefeitura no Salão Camilo Moreira a partir das 13h30mim. Projetos encaminhados ******************** 13h30mim - Credenciamento 14h – Abertura – Relatório das Atividades 14h30mim – Palestra – “Projeto Luzes no Pampa”, Clori Perruzo e Rubem Oliveira 15h – Apresentação Site da Apatur – Mariane Fernandes 16h – Palestra – “Obras de Henrique Tobal , Heloisa Beckman – Presidente Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcisio Taborda 16h30mim – Palestra “A importância do Patrimônio Histórico para o turismo”, Guilherme Rodrigues Bruno – Presidente do Compreb fonte JM

Equipe técnica do Luzes no Pampa define plano de ação

A equipe técnica do projeto Luzes no Pampa se reuniu ontem com representantes da Secretaria Municipal de Atividades Urbanas, para programar o plano de ação que dará início as obras da decoração do Natal. De acordo com o diretor geral Ruben de Oliveira, essas duas equipes irão atuar juntas na construção do projeto, que é uma realização conjunta das entidades de classe Aciba, Aje, CDL,Cobame, Sindilojas, Apatur , da Prefeitura e da Câmara de Vereadores. Na ocasião, estiveram reunidos o coordenador das praças, Leonardo Godinho Marinho, e o coordenador do setor de iluminação, José Bello com a equipe de Oliveira, representada pela diretora de arte visual e cênica Nara Maya, criação plástica Arlete de Souza e Léo Filho, assessoria Antônio Augusto Souza e Dea Silva, assessoria e agenciamento Neca Rosa. “Neste encontro todas as pessoas envolvidas saíram satisfeitas pelo trabalho e principalmente, porque sabem das suas responsabilidades e da diferença que isso fará no Natal de Bagé”, disse Oliveira. Hoje, a partir das 9h, os profissionais já começam a realizar o levantamento das praças e ruas da cidade, para dar início as montagens, começando pela praça da Estação. No projeto de decoração do Natal, além das avenidas Sete de Setembro e Santa Tecla, serão contempladas as praças de Esportes, da Estação, Silveira Martins e da Catedral. Ontem, a equipe visitou vários locais. O espaço verde da rótula que faz o eixo entre o final da avenida Presidente Vargas e o início da Santa Tecla, em frente ao módulo da Brigada Militar, será colocado parte do presépio que são esculturas em madeira naval que trazem a imagem dos pastores das ovelhas. As demais figuras serão espalhadas pela cidade, com projeto especial de luz. Seminário de Turismo Hoje, durante a programação do Seminário de Turismo, a coordenadora da Comissão do Natal, Clori Peruzzo e o coordenador-geral do projeto, estarão expondo a proposta do Luzes no Pampa, às 14h, no salão nobre da prefeitura. fonte JM

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Reunião com grupo de trabalho trata do PAC Cidades Históricas

por: Jaqueline Muza [23H:13MIN] 26/09/2012 - PATRIMÔNIO HISTÓRICO Representantes de vários órgãos do governo do Estado e do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) reuniram-se na última segunda-feira, na Assembleia Legislativa,...
ARQUIVO JM com o objetivo de auxiliar e viabilizar projetos de 13 cidades gaúchas selecionadas no PAC Cidades Históricas onde Bagé está incluído. Conforme a arquiteta da Secretaria de Planejamento (Scoplam), Joelma Lemos da Silveira, responsável pelo acompanhamento dos projetos, o grupo organizado é formado por municípios do Rio Grande do Sul contemplados com o PAC Cidades Históricas. Ela explica que as reuniões são periódicas e têm a finalidade de trocar informações e acompanhar todos os processos encaminhados. Segundo Joelma, os projetos são realizados com a aprovação e acompanhamento do Iphan. O PAC Cidades Históricas faz parte das prioridades articuladas pela Casa Civil da Presidência da República, e é coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Iphan. Tem como base políticas intersetoriais e parcerias estratégicas, com destaque para os Ministérios do Turismo, Educação e Cidades, Eletrobras, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social ( Bndes), Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil (BNB). De acordo com a arquiteta, em 2009, foram encaminhados vários projetos com base no Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC Cidades Históricas), formulados com a participação da sociedade encaminhado e aprovado pelo governo que prevê diversas ações dentro da cidade de Bagé. “Os projetos têm a finalidade de preservar o patrimônio, valorizar nossa cultura e promover o desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade e qualidade de vida para os cidadãos”, salienta. Ela comentou também que todos os projetos estão em andamento. Projetos encaminhados ****************** - Requalificação da área do Forte de Santa Tecla - R$ 2.727 mil- entregues em 28 de dezembro de 2011 - Recuperação de espaços públicos de interesse cultural: 1. Paisagismo - recuperação do jardim, iluminação externa e sistema de segurança Hidráulica de Bagé R$ 240 mil 2. Ponte Seca: R$180 mil 3. Casa de Pedra: R$ 230 mil 4. Revitalização de espaços públicos localizados nas áreas de interesse cultural - Entorno Complexo Cultural Santa Tereza: R$ 400 mil - Projetos em andamento Scoplan (Secretaria de Coordenação e Planejamento). - Recuperação e conservação da pavimentação em pedra de vias públicas em áreas de interesse patrimonial com melhorias na rede de saneamento.- R$ 2,2 mil - Revitalização do entorno da Catedral São Sebastião abrangendo conjunto de imóveis privados localizados nesta área. R$ 2,59 mil - Embutimento de fiação aérea nas áreas de interesse patrimonial. R$ 3,8 mil - Projetos encaminhados junto a Smau. - Recuperação do patrimônio edificado na ZPC (Zona de Preservação Cultural) e ZPC-1 (Zona de Proteção Cultural 1) por meio de políticas que viabilizem financiamento específico à iniciativa privada. R$ 4,4 mil - financiamento específico à iniciativa privada. ARQUIVO JM

domingo, 16 de setembro de 2012

O mistério dos cães

por: Cláudio Falcão [20H:35MIN] 17/09/2012 - ESPECIAL No início do século 20 foi que o palacete Pedrinho Osório foi construído. De acordo com informações contidas no “Inventário Cultural de Bagé”, da pesquisadora Elizabeth Macedo de Fagundes, não se sabe quem foi o autor do projeto do prédio.
fotos: Francisco de Assis PERDIGUEIROS: transformaram-se em lenda urbana da cidade Alguns mistérios cercam a bela edificação. Não se sabe, até hoje, se foi inspirada em um prédio em Bolonha (Itália) ou se seria uma réplica de uma construção em Paris. A segunda hipótese é mais atraente. O livro cita que a tal casa ficaria próxima ao “Magazine Printemps”, ao saltar da estação do metrô Pte. Maillot. O curioso é que haveria, também, duas estátuas de cachorros como detalhe. São duas estátuas de ferro fundido de um realismo impressionante. Não se sabe como seriam as peças francesas, mas as daqui são fantásticas. Assim como se fala à boca miúda do monstro da Panela do Candal, fala-se também do profundo mistério que cerca aqueles cães de ferro. Há quem diga que, em noites muito escuras, com pouco ou nenhum movimento, eles desciam de seus pedestais e ficavam troteando pelo muro do casarão. Inquietos e farejando, como bons perdigueiros, faziam o maior esforço para irem ao bosque plantado pelo proprietário original. Quando conseguiam entrar era uma festa silenciosa. Urinavam com desespero e faziam cada sorete pesado! Puro ferro fundido! Escavações no bosque poderão render bons achados. Ao romperem as barras do dia eles voltavam ao portão e reassumiam suas posturas imóveis. Muito tempo depois de construído o palacete o mistério foi aumentado. No outro lado da rua o requinte arquitetônico de algum construtor provocou a tragédia. Os dois cães de ferro, que eram irmãos inseparáveis brigaram numa noite de temporal e nunca mais desceram dali. O motivo da desavença foi uma cadela de cimento colocada sobre a pratibanda de uma outra casa, quase em frente ao palacete. Antes de optarem pela imobilidade definitiva, o mais apaixonado deles ainda dirigiu um último olhar à cachorrinha. Amor impossível se sabe. Ferro e cimento são incompatíveis no amor. Mesmo assim, ele imobilizou-se admirando sua amada. E de tão leviana e indiferente a um amor tão puro, a tal cachorra parece sorrir até os dias de hoje. A lenda, antes de ser lenda, foi motivo de muita tristeza e revolta. Razão pela qual a boneca da “Casa A Boneca”, virou as costas para a triste cena. Hoje, para esquecer, passa seus dias olhando para os carros no trânsito da cidade. Francisco de Assis
AMOR: cachorro observa sua amada, a cadelinha do outro lado da rua

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Santa Fé pode virar Parque Turístico

07/09/2012 Redação Folha do Sul por Juliana Andina Erguida em Bagé para as gravações do longa metragem "O tempo e o vento", baseado na obra literária de Erico Verissimo, a cidade cenográfica de Santa Fé já se tornou parte da história do município. Construída no meio do Parque do Gaúcho, o vilarejo é um ponto turístico em potencial, que começa a ser projetado como um Parque Turístico. O projeto que está sendo montado por uma equipe do Rio de Janeiro, deve chegar a Bagé ainda no meio deste mês, para ser encaminhado à captação de recursos. De acordo com o Coordenador de Arte e Cenografia do filme e responsável pela manutenção de Santa Fé, Mauro Moreira, a ideia surgiu com o intuito de edificar os prédios cenográficos como forma de manter a cidade erguida. "O pré-projeto visava apenas à edificação dos prédios, tornando-os reais. Ligado a isso, o poder público resolveu expandir o projeto tornando a cidade de Santa Fé um centro de entretenimento", comenta. Segundo Moreira o parque turístico deve contar com toda estrutura de apoio necessária para bem atender os turistas. "O projeto conta com estacionamento, praça de alimentação, bilheteria, enfermaria, banheiros, segurança e todos os demais pontos necessários para uma boa organização", acrescenta. Quanto aos recursos ele fala que estes, inicialmente, devem ser captados via recursos públicos, mas posteriormente o local deverá se manter com renda própria. Dentro do projeto estão englobadas as estruturas externas e internas dos prédios, sendo que as casas devem se tornar centros comerciais. "As casas depois de edificadas podem facilmente servirem como livrarias, cafés e lojas de artesanato, formando assim uma parceria do poder público com o poder privado", comenta. Moreira fala ainda da questão interna das casas, "neste momento já temos a projeção de como será a parte interna da Igreja, desde altar até as paredes e teto" destaca. Potencial turístico Mauro Moreira destacou que em média circulam por Santa Fé mais de mil pessoas por fim de semana, e que após o lançamento do filme este número deve dobrar. "O filme é uma obra fechada, diferente de uma novela em que as pessoas vão se apropriando da história e dos locais ao longo da história, por isso precisamos investir agora antes do filme ser lançado", ressalta. Outro ponto que o coordenador frisa é a questão da apropriação das redes ligadas ao turismo, ou seja, a preparação destas pessoas de base. "Investimos 3 milhões de reais nesta cidade, e não podemos deixar que ela se perca, por isso é importante que os investimentos não sejam apenas físicos mas também na preparação de pessoas ligadas ao turismo", comenta. Dentro do projeto do Parque Turístico de Santa Fé são projetados também um local para a construção de um teatro, onde cenas da trama possam ser encenadas, e um memorial ao autor Erico Verissimo, contando a história do autor gaúcho responsável pela obra. RETRANCA Conselho Municipal de Turismo volta ao trabalho Em reunião, realizada na quarta-feira, entidades municipais se uniram para dar início a reativação e reestruturação das atividades do Conselho Municipal de Turismo. A ação visa organizar, dinamizar e desenvolver o potencial turístico de Bagé. As entidades relacionadas ao turismo, como associações, sindicatos hotelaria, bares entre outros, interessados em participar têm até o próximo dia 12 para efetuarem cadastro junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Turismo. No próximo dia 13, às 8h30min, será realizada uma nova reunião para definir os representantes da diretoria e dar início às primeiras ações, bem como a determinação de quais entidades estarão envolvidas. Os interessados podem obter mais informações através do telefone (53) 3247-1395 ou pelo e-mail: turismo@bage.rs.gov.br.

A cidade dos sonhos

Desde que as frágeis estruturas da cidade de Santa Fé ocuparam seu lugar em um espaço concreto na coxilha do Parque do Gaúcho, a aura de imaginário da obra de Erico Verissimo teima em se tornar a cada dia mais real. Construção típica da dramaturgia, suas paredes nunca foram pensadas com o objetivo de abrigar ou dar suporte a um cotidiano verdadeiro. Contudo, não há limites para que o engenho humano possa se ampliar. Prova disso é a presença de uma equipe de técnicos altamente qualificados que prometem, ainda para o final da primeira quinzena de setembro, a apresentação de um projeto completo de utilização da cidade cenográfica. A ação coordenada pela prefeitura busca otimizar os investimentos já aplicados na produção do filme "O Tempo e o Vento". É preciso fazer com que as filmagens leguem para Bagé muito mais do que fotos e autógrafos com celebridades, mas sim, uma grande oportunidade de divulgação, algo capaz de determinar novas fórmulas de investimento. Gerar visitações e renda é o maior objetivo do planejamento ao encargo do coordenador de arte de cenografia do filme, Mauro Moreira, que retorna à Rainha da Fronteira para, agora, dar vida ao vilarejo que antes era apenas um cenário. Os planos fazem previsão de um verdadeiro parque temático que integra atrativos que vão do tema do filme aos atores nele envolvidos; da história do Rio Grande do Sul à biografia do escritor Erico Verissimo. Tudo para abrigar e divertir visitantes num contexto de exploração turística coerente, lucrativa e segura. A realidade que se descortina precisa mudar totalmente o tipo de visitação que ocorre hoje, quando a falta de acompanhamento permite que visitantes desavisados toquem, modifiquem ou tentem colecionar alguns itens existentes na cidade dos sonhos. Além disso, a recepção deve ser qualificada para amparar turistas também na qualidade das informações. Tomara que a vida imite a arte. fonte folha do sul

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Patrimônio Cultural: Lucro ou prejuízo?

------ Patrimônio Cultural: Lucro ou prejuízo? Quarta-feira, 29 de agosto de 2012 Existe uma lição extremamente sutil, e geralmente despercebida pela maioria das pessoas, na onda de crises que vêm assolando o que antes conhecíamos como “Primeiro Mundo”. Todos já sabemos que as outrora pujantes economias européias adentraram uma fase histórica de decadência e desaceleração – mas enquanto vemos as bolsas despencarem de Atenas a Londres, existe uma pergunta que até agora poucos fizeram. A pergunta é: Diante desse horizonte de turbulências financeiras, o que seria dos países europeus se não fosse por seu exuberante (e bem cuidado) patrimônio cultural e histórico? Não é preciso um diploma em economia para se perceber que a preservação do patrimônio e da memória, hoje, é o que salva a Europa de um futuro ainda mais sombrio e caótico. Durante décadas – ao menos, desde a Segunda Guerra Mundial – países como França e Itália investiram de forma profunda e ampla na manutenção de sua cultura edificada. Agora, passados os loucos anos do crescimento econômico supostamente ilimitado, esses países contam com uma sobranceira tábua de salvação: o turismo cultural. Por mais endividadas que andem as empresas francesas e italianas, pessoas do mundo inteiro continuarão viajando a Roma e a Paris, para ver de perto algumas das ruas e das construções mais belas e charmosas do mundo. Poderíamos complementar esse raciocínio construindo uma distopia: imaginemos agora que franceses e italianos houvessem destruído o Coliseu, a Catedral de Notre Dame e as escadarias de Montmartre, para erguer estacionamentos, prédios comerciais e condomínios de trinta andares. Destruições desse tipo nos pareceriam evidentemente bárbaras; o curioso é que fatos assim vêm acontecendo no Brasil há décadas, tanto em capitais como em cidades de menor porte. Que são históricas, mas estão fora de roteiros turísticos. Mas não falemos apenas em monumentos individuais; vamos conferir uma dose maior de sutileza a essa raciocínio. Imaginemos que os franceses tivessem preservado apenas Notre Dame, Montmartre e outras construções isoladas, entregando o resto de sua capital – os intrincados bulevares, as infinitas gradações de estilos sucessivos – à especulação imobiliária e à ação predatória do que, desinformadamente, alguns chamam de “progresso”. O resultado teria sido, sem tirar nem por, a destruição de Paris. Lamentavelmente, no Brasil impera essa ideologia retrógrada que, em termos de patrimônio, visa preservar apenas os “exemplares excepcionais”, este ou aquele monumento de importância “extraordinária”. Foi essa ideologia que devastou a quase totalidade das metrópoles brasileiras – e que agora, de forma insidiosa, vem se instilando nas cidades do interior. A verdadeira preservação – aquela que proporciona uma real indústria turística, e não apenas o benefício sazonal de alguns visitantes que vêm ver este ou aquele prédio público – é a que contempla paisagens urbanas, e não somente pedaços isolados. E o verdadeiro progresso é aquele que encontra o espaço correto para a modernidade, respeitando as áreas já consolidadas. Mais uma vez, o exemplo são as cidades européias. Nelas, a expansão imobiliária não deixou de ocorrer, mas ocorreu em zonas ainda não urbanizadas, preservando o feitio do que já existia. E nem precisamos cruzar o Atlântico para evidenciar o benefício econômico da preservação cultural. Aqui, bem perto de nós, há duas cidades que renasceram das trevas financeiras graças a corajosas cruzadas pela salvaguarda da memória histórica. Jaguarão, pequeno município perdido no pampa, tornou-se referência em todo o Mercosul – e converte-se gradualmente num pólo cultural efervescente, cuja indústria hoteleira e turística não para de crescer. Tudo isso por conta dos tombamentos realizados na cidade pelo Iphan. Já Pelotas, que até alguns anos atrás tinha ratos correndo em suas praças, reverdeceu em dignidade e autoconfiança, por conta da campanha de restaurações de seu extraordinário patrimônio arquitetônico. Quem hoje anda por Pelotas tem a impressão de estar em uma cidade que cresce no real sentido da palavra – ou seja, amadurece, aprimora-se e respeita a si mesma. Paralelamente, não se pode deixar de falar sobre a falta de incentivos governamentais aos proprietários de bens de valor cultural ou histórico. Ninguém nega que a política de preservação do patrimônio, no Brasil, é pífia. Mas a solução para esse problema não é uma cruzada geral pela demolição, e sim a mobilização dos proprietários em busca de benefícios garantidos pela constituição – como a isenção de IPTU e a criação de fundos de verbas públicas para a manutenção do patrimônio. Os exemplos de Jaguarão e de Pelotas são preciosos também nesse sentido. As duas cidades desenvolveram políticas de preservação que beneficiam os proprietários, em vez de puni-los. O resultado disso é que hoje, em ambos os municípios, há filas de pessoas querendo tombar suas casas. O autor desta crônica testemunhou, em Pelotas, dezoito solicitações de tombamento, encaminhadas a pedido dos proprietários, ao representante do Instituto do Patrimônio Histórico do Estado. A lição, enfim, é esta: a beleza não é um capricho, e a cultura não é uma frivolidade etérea. Um povo que leiloa sua identidade está condenando as futuras gerações não somente à pobreza espiritual, mas também à mais material das indigências. Sem políticas que preservem e valorizem os traços estéticos e arquitetônicos de uma região, fica-se à mercê dos humores imprevisíveis dos mercados e da oscilação bipolar dos capitais globalizados. Cultivando e respeitando o passado histórico e a herança estética, as comunidades plantam o alicerce de um futuro menos abismal, menos histérico, e mais humano. Por José Francisco Hillal Botelho - jornalista e escritor (Delegado Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Paula Fernandes confirmada na 100ª Expofeira de Bagé

A música sertaneja está confirmada na 100ª Expofeira de Bagé. O show de abertura será no dia 5 de outubro, às 22h, com a dupla de sertanejos universitários Jorge e Mateus. Já o show de encerramento será dia 14 de outubro, às 20h, com a musa do sertanejo romântico, Paula Fernandes. O presidente da entidade, Paulo Ricardo Dias, informou que os artistas foram escolhidos pelo fato de serem os mais expressivos no cenário musical neste momento, mostrando a importância da comemoração que tem relevância nacional. “Esta é a primeira feira agropecuária do Brasil a completar 100 edições”, enfatizou. Os dois espetáculos prometem levar mais de 20 mil pessoas à Associação e Sindicato Rural. A venda dos ingressos está marcada para acontecer no dia 3 de setembro. O mesmo passaporte dá direito à entrada nos dois shows. No primeiro lote o passaporte de pista custará R$ 30 e o passaporte vip será comercializado por R$ 60. Por se tratar de uma venda promocional, serão comercializados apenas cinco passaportes por pessoa. A equipe da GDO Produções, responsável por promover as atrações musicais inéditas na cidade, garante que o público irá conferir uma estrutura de som e luz de excelente qualidade. O Jornal MINUANO é parceiro dos shows da 100ª Expofeira de Bagé e, em breve, divulgará as promoções para o evento. Cantora A cantora e compositora mineira Paula Fernandes ficou conhecida nacionalmente após o lançamento da música Jeito de Mato, que fez parte da trilha sonora da novela Paraíso, exibida na Rede Globo em 2009. Em seguida ela emplacou com as canções Eu sem você, Pra Você, Sensações, Sem Você, Pássaro de Fogo e Long Live entre muitas outras. Jorge e Mateus Os goianos Jorge e Mateus formaram dupla em 2005. Eles são os responsáveis por algumas das músicas mais animadas do sertanejo universitário como Pode Chorar, De Tanto te Querer, Voa Beija Flor, Querendo te Amar, Amo Noite e Dia, Vou Fazer Pirraça e Mistérios. fonte JM

Lançada a campanha Luzes no Pampa Natal 2012

por: Dora Beledo [23H:36MIN] 24/08/2012 - NATAL Mais de 30 cotas já foram comercializadas e a meta é chegar a 200. O Natal deste ano deve iluminar o centro da cidade. Foi lançada, ontem, a campanha Luzes no Pampa Natal 2012, que prevê a instalação de iluminação natalina na avenida Sete de Setembro, além de várias outras atividades alusivas ao Natal. A iniciativa da campanha é da Aciba, AJE, Apatur, CDL, Cobame, Sindilojas e PGQP, com o apoio da prefeitura e da Câmara de Vereadores de Bagé. O projeto, comentou o presidente da Aciba, Walmor Coradini Júnior, tem o objetivo de promover, incentivar e divulgar o espírito de Natal envolvendo e motivando a comunidade, bem como alavancar as vendas natalinas no comércio local. O produtor cultural Ruben de Oliveira, que já organizou o Natal Luz de Gramado, revelou que o trabalho a ser desenvolvido em Bagé é inspirado no clima da festa realizada na Serra Gaúcha, mas respeitando as peculiaridades da região da Campanha. O projeto irá valorizar os pontos centrais da cidade, tornar o passeio público um atrativo para a comunidade local e os visitantes, assim como alavancar o turismo e fomentar o comércio local. “Criando hábitos na comunidade de valorização e apreciação da arte e da cultura”, encerrou. Programação Além da iluminação da avenida Sete de Setembro, entre a Praça Esporte e a Praça da Catedral, o Luzes no Pampa Natal 2012 também prevê um evento para a chegada do Papai Noel, a realização de serenatas e autos de Natal, a apresentação de orquestras, a iluminação de prédios históricos, a montagem de um presépio e uma árvore de Natal nas principais praças da cidade, a abertura da Casa do Papai Noel no Coreto e também passeios de Maria Fumaça pelos principais pontos turísticos de Bagé. A expectativa é de que, até novembro, a decoração comece a ser instalada e todas as atrações sejam lançadas. Empresas Para que o projeto Luzes do Pampa Natal 2012 se realize a estimativa é que seja necessário um investimento de R$ 300 mil. Esse valor, disse a coordenadora da comissão organizadora da campanha, Clori Peruzzo, será arrecadado da seguinte forma: R$ 100 mil repassados pela prefeitura, R$ 100 mil por patrocinadores e os outros R$ 100 mil obtidos através da compra de cotas por parte do comércio. Cada empresa ou profissional autônomo pode adquirir, no mínimo, uma cota de R$ 500 que dá o direito a usar uma árvore-símbolo do projeto em sua vitrine ou ambiente de trabalho. Esse valor pode ser parcelado em até cinco vezes. Até o momento já foram comercializadas mais de 30 cotas, e o objetivo é alcançar a meta de 200 vendidas. Comissões formadas por integrantes das entidades apoiadoras do evento estão visitando as empresas da cidade. “Estamos abertos a novas ideias e novas formas de captação de dinheiro. O importante é que não se deixe apagar o brilho e a magia do Natal”, encerrou. fonte JM

O cerco de Santa Fé

por: Melissa Louçan [23H:14MIN] 24/08/2012 - TURISMO Após ser palco de romances, batalhas e fugas, agora a cidade de Santa Fé tornou-se um local seguro.
FRANCISCO DE ASSIS Após ser palco de romances, batalhas e fugas, agora a cidade de Santa Fé tornou-se um local seguro. A cidade cenográfica, construída no coração do Parque do Gaúcho, recebeu investimentos do governo municipal com o cercamento de toda a área. A medida é uma forma de evitar depredação no local. De acordo com a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Magda Flores, a iniciativa é parte do projeto de conservação do local, que inclui, além do cercamento e segurança, manutenção constante nos prédios. No local também já é possível adquirir peças de artesanato do pampa durante os finais de semana, além do almoço, que é servido todos os domingos, no galpão do parque. “Nós queremos oferecer condições de conforto para os visitantes, especialmente os que vêm de fora para conhecer a cidade”, afirma. Atualmente, Santa Fé é o ponto turístico mais visitado da cidade, conforme afirma a secretária, com fluxo de mais de mil pessoas por semana. Por isso se faz necessária a manutenção constante, a fim de receber e atrair novos visitantes. A curiosidade sobre a edificação da cidade mais famosa da literatura brasileira é tamanha que Bagé já começa a registrar fluxo de visitações de outras cidades. “Amanhã (hoje) uma escola de Sant’Ana do Livramento vai realizar uma visita guiada ao local com técnicos da secretaria. Também já temos visitas marcadas para setembro de grupos de Rio Pardo, Passo Fundo, Osório e Santa Maria. Se agora o movimento já está assim, imagina quando tiver o centro histórico no local?”, comemora. O centro histórico citado pela secretária refere-se ao projeto de criação de transformar o local em Centro Turístico Internacional de Santa Fé. No momento, o pré-projeto está em fase de liberação. A captação de recursos para execução será realizada após a apresentação do projeto final, que prevê a ocupação dos prédios com comércio e restaurantes, além do próprio centro histórico. A cidade cenográfica fica aberta para visitação nos finais de semana, das 9h às 11h e das 14h às 16h. Para roteiro durante a semana, as visitas devem ser previamente agendadas na secretaria. fonte JM

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Escadaria de museu em Bagé recebe obras feitas em barro.

Bagé/RS – Cerâmicas iluminadas
Escadaria de museu em Bagé recebe obras feitas em barro. À noite, as esculturas dispostas ao longo de 60 degraus ganham um brilho extra. Subir os 60 degraus que separam o pórtico de entrada do Museu Dom Diogo de Souza até sua porta principal será uma experiência diferenciada até o final do verão, em Bagé. Principalmente à noite. Depois de um intercâmbio com o grupo Bando de Barro, reconhecido nacionalmente, ceramistas de Bagé se juntaram com integrantes do grupo de diferentes lugares do Estado e adornaram cada ânfora da escadaria do museu com uma obra em cerâmica iluminada individualmente. Ao todo, estão na exposição 26 obras. Rica em matéria-prima, a região de Bagé extrai por dia no mínimo duas toneladas de argila. As mais encontradas no solo da Campanha são as de cores avermelhadas. Com uma produção contínua de obras em cerâmica, dois grupos de ceramistas da cidade passaram por um intercâmbio de técnicas com artistas do Bando de Barro. Um misto de tons, com argila de Bagé, de outros lugares do Estado e de São Paulo pode ser observado a cada degrau da escadaria: terrosos, ocres e nuanças pastel enchem os olhos e ganham destaque com os feixes de luz que saem de dentro de cada peça quando a noite cai e as luzes são acesas. Um misto de tons de argila serviu de matéria-prima para as 26 obras.
Articuladora do Bando de Barro em Bagé, Carmen Barros explica que para a exposição no museu não foi definido tema. Além dos 13 artistas bageenses, foram convidados mais 13 ceramistas. O curador da exposição, Rodrigo Nuñez, escolheu o museu como cenário em busca de uma harmonia entre o prédio português repleto de adornos e a rusticidade do barro. – O conjunto das obras iluminadas à noite com o prédio é encantador. Subir as escadas até o museu é um momento de contemplar o conjunto de obras misturado à belíssima arquitetura do local. E cada obra tem sua característica própria – explica Carmen Barros. O que é o Bando de Barro - Coletivo de artistas reconhecido nacionalmente pelo seu pioneirismo na produção de uma manifestação ancestral: o fazer cerâmico. - Idealizado a partir das convicções de ceramistas de todo o Brasil, o grupo se caracteriza por desenvolver mecanismos próprios de funcionamento (é independente, sem ligação institucional ou política), focado no processo de produção e inclusão artística. Realiza projetos de exposições, oficinas, palestras e demais atividades que venham somar e contribuir para a democratização do acesso à arte e à divulgação da cerâmica. Hoje, o grupo é formado por cerca de cem ceramistas.

Hydraulica Municipal

Bagé/RS – Hydraulica Municipal
Antiga hidráulica municipal de Bagé. Correio do Povo do dia 9 de janeiro de 1912, terça-feira, noticiava: Bagé, 8 – Hontem, com a presença do coronel José Octavio Gonçalves, intendente municipal, e de autoridades civis e militares, foi lançada a pedra fundamental do reservatorio da Hydraulica Municipal. Ao acto affluiram muitas familias, povo e bandas de musica. O engenheiro contractante da construcção, dr A. Saldanha, pronunciou um discurso, felicitando o intendente do municipio pelo importante melhoramento. O coronel José Octavio respondeu, congratulando-se com o povo de Bagé, pela construcção da Hydraulica Municipal de Bagé.

Cemitério das Tunas - Tombado como patrimônio histórico da cidade

Bagé/RS – Cemitério das Tunas guarda parte da memória do município
Tombado como patrimônio histórico da cidade, local apresenta avarias provocadas pela ação do tempo. Esquecidos em localidades distantes do interior do município, os cemitérios de campanha, à primeira vista, parecem desertos. Mas, ao adentrar na placidez desses locais é possível perceber que ali não repousam somente mortos do passado, mas também partes esquecidas da história do município. A preservação de parte de uma dessas histórias foi garantida através da Lei Municipal nº 5 126, de 3 de abril de 2012, que declarou patrimônio histórico do município o cemitério das Tunas, que, ao lado dos cemitérios dos Anjos e da Guarda, está entre os mais antigos do município. Mesmo guardando tanta história, o local apresenta túmulos muito deteriorados, que exigem manutenção constante. Localizado em Tunas, próximo ao Corredor dos Azambujas, o local guarda os restos mortais de gerações dos moradores, cujas datas remontam a tempos em que Bagé ainda engatinhava para tornar-se uma cidade do porte que apresenta hoje. No local é possível encontrar jazigos de 1875. Alguns túmulos estão tão danificados que se tornaram escombros. Nas lápides, desgastadas com o tempo, muitas vezes não se consegue identificar o nome e a data do sepulcro, tão antigos que são. Entre todos esses, um imponente túmulo branco se projeta em meio aos outros. É o jazigo da família do coronel Antônio Xavier de Azambuja, primeiro intendente municipal, que governou a cidade entre 1893 e 1897, com um breve período de interrupção durante a Revolução Federalista de 1893. À época da morte do Coronel, em 1913, as terras pertenciam à sua família, sendo o cemitério situado dentro da propriedade. Com o passar dos anos, novos jazigos foram se somando e poucos ainda restaram incólumes.
JAZIGOS: alguns túmulos estão em ruínas. Atual proprietário da terra em que o cemitério está localizado, Artur Renato de Campos Rodrigues comemora o tombamento do local como patrimônio histórico. Ele conta que o processo foi iniciado por ele e Armando Azambuja, um dos bisnetos do antigo intendente, que buscaram junto aos órgãos públicos uma forma de preservar o local e logo o pedido foi atendido. “Eu até tento manter o local bem conservado, mas é muito difícil. Então buscamos o poder público, que nos deu total suporte e agora está auxiliando na preservação das memórias de Bagé”, comemorou. Rodrigues conta, ainda, que o local recebe muitos visitantes em datas marcantes, como o Dia de Finados, embora o movimento tenha diminuído com o passar dos anos. “As pessoas estão perdendo o costume de visitar os cemitérios da campanha. Mas nós esperamos que, agora que ficou conhecido como um local histórico, procurem mais para conhecer um pouco sobre o passado da nossa cidade”, falou.Por Francisco Assis fonte http://www.defender.org.br/bagers-cemiterio-das-tunas-guarda-parte-da-memoria-do-municipio/

sábado, 21 de julho de 2012

Santa Fé ganha uma figueira natural

por: Redação [00H:40MIN] 21/07/2012 - MEIO AMBIENTE Nos próximos dias, uma árvore será realocada para a vila cenográfica de Santa Fé, localizada no Parque do Gaúcho. Divulgação
ÁRVORE: local atual é considerado inadequado para a planta A pedido de Célio Belles de Moraes, morador da rua Orvandil Luz, foi requisitada a supressão de uma figueira de folha miúda (Ficus Organensis) que estava situada na calçada na frente da sua casa. De acordo com informações da coordenadoria de comunicação da prefeitura, por ser uma árvore de grande porte, a figueira está inadequada ao espaço e está causando danos, tanto à calçada como aos elementos do entorno, tais como: fossa, canos e à própria estrutura da casa. A árvore será plantada ao lado da figueira artificial que deverá ser removida para não ficar deteriorada com a ação do tempo. De acordo com o biólogo Zeno Freitag, o inverno é o período adequado para transplante, quando sua atividade fisiológica fica muito reduzida. Segundo ele, a árvore encontra-se sem folhas, o que é um fenômeno natural e é causado pelas geadas fortes do início de junho. “Ao ser transferida para Santa Fé, a figueira terá um espaço amplo e adequado para desenvolver toda sua potencialidade e sua beleza paisagística”, explicou. O biólogo ressaltou, ainda, que algumas árvores da cidade também precisarão ser suprimidas. “Registramos que todas são a pedido dos proprietários”, concluiu. fonte JM

Autor de canção solicitada por Picasso é atração do FIMP

por: Melissa Louçan [00H:37MIN] 21/07/2012 - MÚSICA Festival Internacional de Música no Pampa inicia amanhã em Bagé DIVULGAÇÃO
ERUDITO: sírio é considerado um ícone Após meses de organização, chegou o momento da música erudita fluir por Bagé. O 3º Festival Internacional de Música no Pampa (FIMP) inicia amanhã, com uma extensa lista de atividade e apresentações, que carregam nomes de peso da música clássica. A abertura acontece às 20h, no Clube Comercial de Bagé. De acordo com a integrante da comissão organizadora do evento, Sônia Alcalde, esse festival se destaca como o maior realizado até o momento. Além da grande variedade de atividades, a qualidade dos músicos que se apresentarão também foi questão primordial, como a participação do contrabaixista, solista, pedagogo e compositor sírio François Rabbath, dono de uma extraordinária virtuose na execução das melodias. O compositor ficou famoso após ter composto, a pedido de Pablo Picasso, uma canção inspirada na pintura tridimensional “Guerra e Paz”, obra do pintor espanhol. Até o momento, foram registradas mais de 280 inscrições realizadas apenas pela internet para participação nas atividades do evento. Porém, a esse número somam-se os bajeenses que irão participar, mas ainda não realizaram a inscrição de forma presencial. Sônia comemora o sucesso e o crescimento que o evento tem mostrado desde as duas primeiras edições, e afirma acreditar que irá agradar a todos os gostos. “Nós, como equipe organizadora, temos uma grande responsabilidade. Todos estão se empenhando para que dê tudo certo, e que as pessoas possam vivenciar momentos bonitos”, disse. O concerto de abertura irá reunir nomes já conhecidos do público bajeense, participantes das outras edições do evento como Carmelo de Los Santos e Ney Fialkow, além de Alexandre Ficarelli, Viktor Uzur, Luís Afonso Montanha, Renato Bandel, Beatriz Zoppolo, Sérgio Cascapera, Juliano Barreto, Mário Rocha, Donizetti Fonseca e Jefferson Machado da Silva, que irão interpretar clássicos de Paganini, Guarnieri, Osvaldo Lacerda, Piatti, Max Bruch, Judith Shatin, Mouret e Antônio Carlos Campos. Mesmo com a abertura oficial marcada para amanhã, um concerto especial precedeu os primeiros acordes em Bagé. Foi realizado, na noite da última quinta-feira, no câmpus de Dom Pedrito da Unipampa, um concerto dos músicos Viktor Uzur e Marcos Machado. Rabbath François Rabbath, contrabaixista, solista, pedagogo e compositor, nasceu em 1931 em Alepo (Síria). Mora em Paris (França) desde 1955. A importância de Rabbath para o desenvolvimento da arte de tocar contrabaixo pode ser comparada a de Paganini para o violino. O FIMP recebe a presença desse ícone internacional pela primeira vez no Brasil tendo gentilmente atendido o convite através de seu diretor pedagógico Marcos Machado. Em 1971, Rabbath, a pedido de Picasso, compôs uma música inspirada na obra “Guerra e Paz”. A premiére mundial da composição foi no aniversário de 90 anos de Picasso em Paris. Guerra e Paz Em 1952, em seu estúdio em Vallauris Fournas, Picasso cria uma pintura - Guerra e Paz - tridimencional. Lidando com um tema que, embora diretamente relacionado com a era do pós-guerra e os muitos apelos internacionais pela paz no mundo, esse trabalho mantém uma dimensão inegavelmente alegórica. Foi precedido por cerca de 300 desenhos preparatórios realizados nos meses anteriores. Programação para a semana ********************** Segunda-feira - 23 de julho - Concerto acadêmico - 17 h - Espaço bolsistas 2012, no salão obre do IMBA - Concerto noturno - 20 h - Metais do FIMP, no Clube Comercial - Terça-feira - 24 de julho Concerto comunitário 15h - APAE e Instituto Caminho da Luz. Local: Avenida General Osório, 2478 15h - Santa Casa de Caridade 15h - Hospital Universitário Concerto acadêmico 17h - Alunos Fimp 2012 - Salão nobre do Imba Concerto noturno 20h - Recital de François Rabbath - Quarta-feira - 25 de julho Concerto comunitário 10h - Centro Mathilde Fayad. Local: Centro Administrativo da prefeitura 15h: Unipampa - Câmpus Bagé. Local: Travessa 45, nº 1650 - Bairro Malafaia 17h - Alunos Fimp 2012. Salão nobre do IMBA Concerto noturno 20h - Madeiras do FIMP - Quinta-feira - 26 de julho Concerto comunitário 15h - Vila Vicentina. Local: Avenida Marechal Floriano, 2171 Concerto acadêmico 17h - Cordas do FIMP 2012. Salão nobre do IMBA Concerto noturno 20h - Professores do FIMP - Sexta-feira - 27 de julho Concerto comunitário 15h – Centro cultural do Museu Dom Diogo de Souza. Local: Rua Caetano Gonçalves, s/nº Apresentação do grupo de inclusão social / Regência: Keliezy Severo Concerto acadêmico 17h - Metais, madeiras e piano do FIMP 2012. Salão nobre do IMBA Concerto de encerramento com François Rabbath & Orquestra de cordas do Fimp Orquestra sinfônica do Fimp Coral 200 Vozes. Coordenação: Gilca Nocchi Collares Regência: Maestro Jean Reis ARQUIVO JM
EVENTO: cresceu e trouxe músicos de renome no ano passado

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Era uma vez um fidalgo português

por: Sapiran Brito [23H:32MIN] 20/07/2012 - OPINIÃO Bagé não era para ser aqui e sim, logo ali, onde estava localizada a então, Guarda de São Sebastião, posto avançado do Império que mantinha esse destacamento militar para viajar a fronteira com os espanhóis. Ocorre que, Dona Carlota Joaquina, espanhola, esposa de Dom João VI conspirava contra o marido porque sonhava um dia tornar-se rainha da América Espanhola, ou seja, todo o Prata e os demais territórios ao oeste, banhado pelo oceano pacífico que acabaram por força das guerras de independências se transformando em inúmeras republiquetas. Foi o que se deu por aqui. Artigas movia guerra contra os espanhóis objetivando a independência da então, província Cisplatina, que mais tarde acabou se concretizando na República Oriental Del Uruguay. Dona Carlota convenceu seu marido a enviar um exército de três mil homens para socorrer os espanhóis sediados em Montevidéu, esta força recebeu o nome de “Exército Pacificador” constituído pelas guarnições sediadas na Província de São Pedro e comandadas por Dom Diogo de Souza, então governador da província. Dom Diogo Martim Afonso de Souza Telles, Conde de Rio Pardo não era um generaleco qualquer e sim um fidalgo da mais fina estirpe, descendente daqueles que haviam expulsados os Mouros de terras portuguesas. Homem preparado, doutor em Matemática por Coimbra, prestou relevantes serviços à coroa portuguesa ao longo de toda sua vida, cumprindo missões de relevância, governando colônias de modo a assegurar a integridade do império português e outras “cossitas mais”. Quando em 1811, passou por aqui não tinha intenção nenhuma de fundar uma cidade, sua missão era debelar a revolta Oriental. O mau tempo, porém, conspirou contra ele e seu exército deve que ficar um tempo acampado, ali, aos pés dos Cerros, mais ou menos entre o atual cemitério e o Passo do Príncipe. Só que vive aqui pode dimensionar os efeitos de um inverno daqueles de antigamente. Se hoje com todo o conforto que temos, passamos por todas essas agruras, imaginem há 200 anos atrás o sofrimento daquela gente. Foi só melhorar o tempo e cessar a chuva, o gajo se mandou pra Maldonado. Chamou Pedro Fagundes de Oliveira, então comandante da Guarda de São Sebastião e nomeou-o comandante do acampamento de Bagé e deixou com ele a pior herança, aqueles que não poderiam continuar a marcha, crianças, mulheres, comerciantes, vivandeiras, velhos e doentes. Estes mais os índios foram os nossos primeiros ancestrais. As coisas se acalmaram por Montevidéu, Dom Diogo não precisou entrar em ação e retornou para a Corte do Rio de Janeiro. Mas aquela gente que ele havia deixado aqui tomou gosto pela terra e por aqui se aquerenciou. Uma capela, um bolicho, uma cancha de osso e carpeta, uma ferraria, um frege, um hospital de campanha... e assim foi se formando o povoado que veio dar no que deu a Bagé Bicentenária. Quando se instalou a República esta tentou, inutilmente, apagar a história passada, ou seja, o valor e as glórias do império. Criou-se a mentira que português é burro, que Dom João VI era um poltrão, que Pedro I era um vulgar mulherengo e que Pedro II era um babaca. Ideias que ainda permanecem vivas na cabeça dos desinformados que não estudam e sequer leem. Nosso segundo imperador era um sábio e estadista. Nosso primeiro, quando retornou para Portugal era querido por várias nações que sonhavam,coroá-lo, o rei da Europa com Portugal agregando vários outros países a seu território, isso só não aconteceu pela morte prematura de Pedro que poderia ter se tornado o outro “Grande”, quanto ao pai desse menino, o velho João, disse dele Napoleão –“Este foi o único que conseguiu me enganar”, e olhem que o corso foi talvez a maior raposa da história. Sem condições de enfrentar os exércitos napoleônicos, Dom João VIestrategicamente mudou seu reino para Colônia, dizem que ele fugiu, queriam o que? Que ele fosse destronado pelo nanico. Nenhum outro rei da Europa teve a coragem e a visão de fazer o mesmo. Com isso lucramos nós, Dom João VI inventou o Brasil transformando uma colônia abandonada em sede de um império, assegurando a integridade do território continental português, hoje brasileiro, enquanto as terras coloniais de Espanha foram pulverizadas como eu já disse lá em cima, em pequenas republiquetas. Abriu os Portos, criou a Casa da Moeda, a Biblioteca Nacional, o Banco do Brasil e outras tantas mais e assim começou de fato a nascer a nação brasileira. Apesar de toda sua obra continuada pelos seus dois filhos ainda existe desavisados que acham que Dom João VI não passava de um bobalhão quando na verdade, ele foi um grande estadista. Seu amigo, Dom Diogo, homem da sua inteira confiança incidentalmente propiciou o nascedouro de nossa cidade e agora nestes 201 anos seu busto volta ao pedestal na praça que leva seu nome e é popularmente conhecida como a Praça do Cemitério por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Beneficência com o apoio da Municipalidade. Trata-se de uma obra em concreto encomendada ao escultor bajeense honorário, Sérgio Coirolo. Esperamos que os vândalos não o levem como fizeram com o primeiro um bronze de Caringidoado a Bagé no ano de 1961 pelo então governador do estado Leonel de Moura Brizola. (Essa gente do PDT sempre encontra um jeitinho de falar no “Briza”). fonte JM