quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Inicia hoje a 16ª Descida do Camaquã

Cidade
por: Munique Monteiro

[01h:01min] 20/01/2011 - NATUREZA
Inicia hoje a 16ª Descida do Camaquã
Com a proposta de valorizar a natureza, preservar o Camaquã e confraternizar com os amigos, é que acontece, a partir de hoje, mais uma edição da Descida do Camaquã.

FRANCISCO RODRIGUES

EQUIPE: coordenadores antes do trajeto até o acampamento


Realizado há 16 anos, o evento, este ano, possui dois aspectos diferentes dos demais, primeiro porque integra as atividades do bicentenário do município, e em segundo, porque terá manifestos em repúdio à provável instalação de hidrelétricas no curso do rio. Ontem à tarde, um grupo de cerca de 20 integrantes, entre eles os coordenadores Diogo Madruga e Roberto Luis Zago, deslocou-se para o acampamento, localizado próximo à ponte do Rio Camaquã, na BR 153, onde foi montada toda estrutura para receber os mais de 130 inscritos, que partem às 13h30 do CTG 93.Segundo conta Roberto Luis Zago, apesar dos 130 inscritos, a expectativa é receber cerca de 200 pessoas, entre elas homens, mulheres, crianças, “é diversificado o público” comenta. Para Zago, o momento é de rever amigos e companheiros, promovendo uma grande integração e confraternização. “Oportunidade ímpar de cultivar a natureza e a amizade” salienta. Quem concorda com Zago é Diogo Madruga, destacando que o evento traz essa particularidade: “solidifica amizades” enfatiza. Para ambos, a disciplina e a organização são essenciais para que ocorra tudo dentro da normalidade. Para tanto, Madruga diz que desde setembro organizam esta edição, “todos os aspectos foram pensados e organizados” afirma, explicando que sempre se preocuparam com todos os detalhes para assim garantir o sucesso do evento. Madruga comenta que esta edição deve superar as anteriores já que conta com maior número de inscritos, e também porque devido as noticias de que hidrelétricas possam ser instaladas no rio, a mobilização em torno da preservação foi maior. O evento ocorre até domingo, e está previsto para a tarde de sábado o “Manifesto do Camaquã”, movimento que visa afirmar o repúdio ao possível empreendimento. Considerado o ponto máximo do evento, deve reunir diversas autoridades, entre elas o vice-governador Beto Grill, e os secretários estaduais do Meio Ambiente, Jussara Cony, do Turismo, Abigail Pereira e de Agricultura, Luiz Fernando Mainardi.



SAÍDA: primeiros integrantes partiram ontem à tarde


fonte: jornal minuano

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cavaleiros partem em busca da imagem do Padroeiro




por: Munique Monteiro

Cavaleiros partem em busca da imagem do Padroeiro
Na tarde de ontem, os cavaleiros saíram em busca da imagem do Padroeiro, na Vila de São Sebastião, no distrito de Torquato Severo, para a procissão que acontece amanhã.

FRANCISCO RODRIGUES

CAVALGADA: resgata a história e homenageia São Sebastião


No sexto ano consecutivo, a Associação de Cavaleiros e Cavaleiras Rainha da Fronteira, é a responsável pela busca. Antes da partida, cerca de 35 cavalarianos, entre eles, homens, mulheres e crianças, receberam do pároco da Catedral de São Sebastião, padre Leandro Lopes, a missão de conduzirem a imagem do santo até à cidade de Bagé. Os participantes foram abençoados, e rezaram juntos o Pai-nosso, pedindo a graça da chuva, e também a oração dos cavaleiros. Segundo o coordenador da cavalgada, Mirabeau Borba dos Santos, o grupo que partiu ontem, dormiu na Fazenda Cacimba, que fica a 17 quilômetros de Bagé, e hoje pela manhã, retoma a cavalgada até o distrito, onde, às 17h, haverá missa celebrada pelo bispo Dom Gílio Felício, que abençoará os cavaleiros. Após, o grupo se desloca para a Fazenda Retiro, onde passa a noite, retornando amanhã ao município. A chegada está prevista para as 19h30min, quando ocorre a procissão de São Sebastião, tendo início em frente à Igreja Conceição. É o quarto ano que o bispo Dom Gílio Felício participa da cavalgada, para ele é um momento de resgate da história vivida em 1813, quando a imagem foi trazida à cidade. O momento também é de grande louvor e homenagem ao Padroeiro. Os cavaleiros recebem a escolta da Secretaria de Transportes e Circulação no perímetro urbano, e na rodovia, da Polícia Rodoviária Estadual.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A vinda do padroeiro


por: Cláudio Falcão

A data comemorativa ao padroeiro da cidade, São Sebastião, é o dia 20 de janeiro.


IMAGEM: pode ter origem jesuítica

Com a proximidade das celebrações vale lembrar como foi a vinda da imagem do santo mártir para a Bagé que apenas começava a existir. Segundo o historiador Tarcísio Taborda, quando Dom Diogo de Souza, em 17 de julho de 1811, deixou o acampamento militar que mandara erguer para seguir rumo a Montevidéu, à frente do Exército Pacificador, encarregou o tenente Pedro Fagundes de Oliveira de assumir a direção militar e civil “desse campo e seu distrito”. Oliveira havia sido comandante da Guarda de São Sebastião (hoje Torquato Severo) e cumpriu com zelo a missão que lhe foi atribuída. A guarda velha foi suprimida e os residentes do local vieram, progressivamente, morar no acampamento que já era um vilarejo. As determinações de Dom Diogo deixaram claras as intenções que o lugar prosperasse como núcleo de povoamento. A religiosidade fez com que a imagem que havia na Coxilha de São Sebastião fosse requisitada para Bagé e as providências para trazê-la foram tomadas. A aprovação pelo bispo do Rio de Janeiro em 18 de maio de 1812 para a remoção da imagem e as adaptações do antigo rancho que servira como residência do coronel Eloy Portelli. Em 20 de janeiro do ano seguinte, uma grande e concorrida procissão trasladou a figura do santo mártir da Guarda de São Sebastião para a nova povoação. O primeiro sacerdote que foi trazido para dar assistência espiritual aos moradores de Bagé foi o padre José Loureiro.Em 1815 foi iniciada a construção de uma nova igreja, no local onde hoje está edificada a Matriz de São Sebastião, que foi dada como pronta em 1820, para onde foi novamente transferida a imagem de São Sebastião. Na verdade, dada a falta de recursos o novo templo eram mais um galpão coberto de palha que uma igreja. Entretanto, os quatro sinos que vieram para adornar a nova edificação foram trazidos das Missões. Em 1827, com a presença do exército invasor chefiado por Alvear, os saques e as depredações atingiram não só o rancherio como a capela, de onde foram roubados vários objetos sacros e quase a totalidade dos registros documentais.Vultos de grande importância histórica pisaram o chão da igreja que hoje é a catedral. Osório, patrono da Arma da Cavalaria, casou-se lá, em 15 de novembro de 1835. Da mesma forma Emílio Mallet, patrono da Arma da Artilharia, contraiu matrimônio na capela de São Sebastião, em 1828. De acordo com o historiador Cláudio Boucinha, a imagem original de São Sebastião teria sido feita nas Missões. A escolha do santo para ser o padroeiro da cidade pode ser atribuída ao fato de ser, também, o padroeiro dos militares.Biografia *******São Sebastião nasceu no final do século III, em Narvonne, na França. Seus pais mudaram-se para Milão quando era pequeno, e lá ele cresceu e foi educado. A exemplo da mãe, desde garoto mostrou-se forte e piedoso na fé. Quando adulto, alistou-se como militar, nas legiões do imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão. O imperador o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa posição de destaque, Sebastião tornou-se um grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma na época. Visitava com frequência as vítimas do ódio pagão e consolava e animava os candidatos ao martírio. Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião defendeu-se com firmeza. O imperador deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Estes abandonaram o corpo para que sangrasse até a morte. À noite, a esposa do mártir Castulo, Irene, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para dar-lhe sepultura. Assustadas, comprovaram que Sebastião ainda estava vivo. Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas. Já recuperado, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas. Diocleciano ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma. Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Esses fatos aconteceram no ano de 287. Mais tarde, em 680, suas relíquias foram solenemente transportadas para uma basílica construída pelo imperador Constantino, onde se encontram até hoje. São Sebastião igualmente é tido como padroeiro contra a peste, a fome e a guerra.

O Mercado Público era...

Gente & Cultura
por: Cláudio Falcão

14/01/2011 - CULTURA
Páginas da história

O Mercado Público era localizado onde, hoje, está situado o Obinotel, o edifício Silveira Martins e os prédios do Conjunto Consórcio.
Na esquina do hotel ficava a Casa São João, na face Sul ficavam os armazéns e restaurantes populares, onde se reuniam os caixeiros viajantes. Na face Norte situavam-se as lojas de armarinhos, algumas com apenas uma porta. Aí começaram os comerciantes Salim Kalil e Felipe Kalil. Nos fundos do mercado, que se abria ao largo da bandeira, localizavam-se os açougues. No chamado Torreão Norte estava a “Agência Lotérica”. No interior do conjunto estavam as diversas bancas, que vendiam de hortigranjeiros aos peixes. No centro do mercado havia um quiosque de madeira, lugar onde eram servidos aperitivos aos frequentadores. Tendo marcado época na cidade, o Mercado Público foi concluído em 1922 e demolido em 1953.


FONTE: JORNAL MINUANO