terça-feira, 25 de setembro de 2012

Reunião com grupo de trabalho trata do PAC Cidades Históricas

por: Jaqueline Muza [23H:13MIN] 26/09/2012 - PATRIMÔNIO HISTÓRICO Representantes de vários órgãos do governo do Estado e do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) reuniram-se na última segunda-feira, na Assembleia Legislativa,...
ARQUIVO JM com o objetivo de auxiliar e viabilizar projetos de 13 cidades gaúchas selecionadas no PAC Cidades Históricas onde Bagé está incluído. Conforme a arquiteta da Secretaria de Planejamento (Scoplam), Joelma Lemos da Silveira, responsável pelo acompanhamento dos projetos, o grupo organizado é formado por municípios do Rio Grande do Sul contemplados com o PAC Cidades Históricas. Ela explica que as reuniões são periódicas e têm a finalidade de trocar informações e acompanhar todos os processos encaminhados. Segundo Joelma, os projetos são realizados com a aprovação e acompanhamento do Iphan. O PAC Cidades Históricas faz parte das prioridades articuladas pela Casa Civil da Presidência da República, e é coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Iphan. Tem como base políticas intersetoriais e parcerias estratégicas, com destaque para os Ministérios do Turismo, Educação e Cidades, Eletrobras, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social ( Bndes), Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil (BNB). De acordo com a arquiteta, em 2009, foram encaminhados vários projetos com base no Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC Cidades Históricas), formulados com a participação da sociedade encaminhado e aprovado pelo governo que prevê diversas ações dentro da cidade de Bagé. “Os projetos têm a finalidade de preservar o patrimônio, valorizar nossa cultura e promover o desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade e qualidade de vida para os cidadãos”, salienta. Ela comentou também que todos os projetos estão em andamento. Projetos encaminhados ****************** - Requalificação da área do Forte de Santa Tecla - R$ 2.727 mil- entregues em 28 de dezembro de 2011 - Recuperação de espaços públicos de interesse cultural: 1. Paisagismo - recuperação do jardim, iluminação externa e sistema de segurança Hidráulica de Bagé R$ 240 mil 2. Ponte Seca: R$180 mil 3. Casa de Pedra: R$ 230 mil 4. Revitalização de espaços públicos localizados nas áreas de interesse cultural - Entorno Complexo Cultural Santa Tereza: R$ 400 mil - Projetos em andamento Scoplan (Secretaria de Coordenação e Planejamento). - Recuperação e conservação da pavimentação em pedra de vias públicas em áreas de interesse patrimonial com melhorias na rede de saneamento.- R$ 2,2 mil - Revitalização do entorno da Catedral São Sebastião abrangendo conjunto de imóveis privados localizados nesta área. R$ 2,59 mil - Embutimento de fiação aérea nas áreas de interesse patrimonial. R$ 3,8 mil - Projetos encaminhados junto a Smau. - Recuperação do patrimônio edificado na ZPC (Zona de Preservação Cultural) e ZPC-1 (Zona de Proteção Cultural 1) por meio de políticas que viabilizem financiamento específico à iniciativa privada. R$ 4,4 mil - financiamento específico à iniciativa privada. ARQUIVO JM

domingo, 16 de setembro de 2012

O mistério dos cães

por: Cláudio Falcão [20H:35MIN] 17/09/2012 - ESPECIAL No início do século 20 foi que o palacete Pedrinho Osório foi construído. De acordo com informações contidas no “Inventário Cultural de Bagé”, da pesquisadora Elizabeth Macedo de Fagundes, não se sabe quem foi o autor do projeto do prédio.
fotos: Francisco de Assis PERDIGUEIROS: transformaram-se em lenda urbana da cidade Alguns mistérios cercam a bela edificação. Não se sabe, até hoje, se foi inspirada em um prédio em Bolonha (Itália) ou se seria uma réplica de uma construção em Paris. A segunda hipótese é mais atraente. O livro cita que a tal casa ficaria próxima ao “Magazine Printemps”, ao saltar da estação do metrô Pte. Maillot. O curioso é que haveria, também, duas estátuas de cachorros como detalhe. São duas estátuas de ferro fundido de um realismo impressionante. Não se sabe como seriam as peças francesas, mas as daqui são fantásticas. Assim como se fala à boca miúda do monstro da Panela do Candal, fala-se também do profundo mistério que cerca aqueles cães de ferro. Há quem diga que, em noites muito escuras, com pouco ou nenhum movimento, eles desciam de seus pedestais e ficavam troteando pelo muro do casarão. Inquietos e farejando, como bons perdigueiros, faziam o maior esforço para irem ao bosque plantado pelo proprietário original. Quando conseguiam entrar era uma festa silenciosa. Urinavam com desespero e faziam cada sorete pesado! Puro ferro fundido! Escavações no bosque poderão render bons achados. Ao romperem as barras do dia eles voltavam ao portão e reassumiam suas posturas imóveis. Muito tempo depois de construído o palacete o mistério foi aumentado. No outro lado da rua o requinte arquitetônico de algum construtor provocou a tragédia. Os dois cães de ferro, que eram irmãos inseparáveis brigaram numa noite de temporal e nunca mais desceram dali. O motivo da desavença foi uma cadela de cimento colocada sobre a pratibanda de uma outra casa, quase em frente ao palacete. Antes de optarem pela imobilidade definitiva, o mais apaixonado deles ainda dirigiu um último olhar à cachorrinha. Amor impossível se sabe. Ferro e cimento são incompatíveis no amor. Mesmo assim, ele imobilizou-se admirando sua amada. E de tão leviana e indiferente a um amor tão puro, a tal cachorra parece sorrir até os dias de hoje. A lenda, antes de ser lenda, foi motivo de muita tristeza e revolta. Razão pela qual a boneca da “Casa A Boneca”, virou as costas para a triste cena. Hoje, para esquecer, passa seus dias olhando para os carros no trânsito da cidade. Francisco de Assis
AMOR: cachorro observa sua amada, a cadelinha do outro lado da rua