segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Santa Fé próxima de ser concluída

por: Melissa Louçan [00H:06MIN] 28/02/2012 - ESPECIAL Cidade cenográfica deve ficar pronta em março Fotos: Francisco Bosco
RECONSTITUIÇÃO: esforço para erguer cidade do século 19 Para quem visita regularmente as instalações da construção da cidade cenográfica de Santa Fé, no Parque do Gaúcho, é fácil perceber a evolução das obras. O trabalho, que conta com uma equipe de cerca de 200 operários, está em ritmo acelerado a fim de entregar a cidade no próximo mês, seguindo o cronograma desenvolvido pela equipe de produção do longa. As gravações do filme estão previstas para iniciar na primeira quinzena de abril. Conforme explica a assistente de cenografia, Adriana Alexander, as obras estão dentro do previsto. "Das 17 casas, faltam apenas erigir o Sobrado e a casa da Ana Terra. Também faltam colocar 50% dos telhados. Feito isso, vamos realizar os acabamentos finais, como calçamento, paisagismo e pintura", relatou. Adriana conta que a partir do dia 15 de março, a equipe formada por 70 profissionais, iniciarão o dressing. "Vamos vestir a cidade, colocar iluminação. Enfim, dar vivência a ela e decorá-la", explicou. Novidades da produção ******************** - Está previsto para 8 de março a chegada do diretor Jayme Monjardim. Ele irá ficar no Estado até o término das gravações; - Já para esta semana, está prevista a chegada do diretor de fotografia Affonso Beato. O preferido do diretor espanhol Pedro Almodóvar irá chegar ao Rio Grande do Sul para visitar as locações do filme com o diretor assistente, Federico Bonani; - Esta semana foi confirmado um novo nome para o elenco. Outro ator gaúcho dará vida a um dos personagens centrais da trama. Zé Adão Barbosa viverá o padre Lara. FONTE JM

Filha da terra no Tempo e o Vento

por: Melissa Louçan [00H:09MIN] 28/02/2012 - ESPECIAL Bajeense terá papel de destaque no longa Fotos: Divulgação
Atriz: viverá a mãe de Bibiana Terra na obra Quando o longa-metragem O Tempo e o Vento estreiar em 2013, além das paisagens do pampa, será possível reconhecer sangue bajeense entre os atores. A atriz bajeense Luiza Ollé, 30 anos, dará vida a um papel de destaque na trama. Ela viverá Arminda Terra quando jovem, mãe de Bibiana, papel que será de Marjorie Estiano, uma das mulheres fortes da trama. Luiza conta que desde criança sempre teve contato direto com as artes. A mãe, Cláudia Ollé, e a avó, Marilu Teixeira, são atrizes e a avó, Leda Ollé, atua na área da literatura. Aos 13 anos, recebeu seu primeiro prêmio pela atuação na peca Pluft O Fantasminha, em Mato Grosso do Sul, onde morou por nove anos. Após uma pausa, retomou a carreira aos 18 anos, sempre em companhia de reconhecidos atores como Zé Adão Barbosa, Celso Frateschi e o atual secretário municipal de Cultura, Sapiran Brito. Este será o segundo longa da atriz, que atuou no filme O Guri, de Zeca Brito, atual assistente de direção de Jayme Monjardim. "Nos últimos anos atuei no espetáculo da Companhia do Giro, "Sonho de uma Noite de Verão", que durou três anos. Fiz também inúmeros curtas, de diretores como Zeca Brito, Frederico Ruas, Ângela Alegria, Anderson Meinem, Elisa Damasio, Germano Oliveira e também participei de alguns projetos da RBS. Depois disso, fiz o primeiro longa-metragem da minha carreira, O Guri, rodado em Bagé", contou ela. Ela relata a expectativa de participar de uma grande produção, como o Tempo e o Vento. "Estou muito feliz com essa oportunidade e com frio na barriga. Vou me jogar de corpo e alma. Quando recebi a notícia que estava confirmada no elenco, fiquei extremante feliz e agradecida pela confiança que a equipe depositou em mim. O fato do filme ser realizado em Bagé me fez sentir em casa, pois apesar de ter saído há muitos anos da cidade tenho minhas raízes aí, que aliás são muito fortes", contou. A atriz ressalta ainda os principais benefícios que a produção do filme trará para a cidade. "Além do aspecto cultural, de poder revisitar uma obra tão linda como essa do Érico Veríssimo e proporcionar uma aproximação da obra com a população, acredito que o filme também vai movimentar a economia da cidade, uma vez que a cidade cenográfica de Santa Fé vai se tornar patrimônio de Bagé, movimentando muito o turismo local", afirmou. Durante a entrevista ela revelou um segredo que a auxiliou na hora do teste: reler a obra para encarnar a personagem de forma total. "Havia lido o livro há 13 anos para o vestibular da Ufrgs. Quando fiquei sabendo do teste, retomei a obra e devorei ela em quatro dias. É uma delícia ler O Tempo e o Vento e o fato de eu estar por dentro da história me ajudou muito no teste, principalmente na improvisação do personagem", contou. Luiza está no centro da ebulição cultural que retomou o estado na última década, especialmente na área cinematográfica. Ela afirma que essa nova safra de artistas são os principais responsáveis pelo reconhecimento. "Para mim, o cinema gaúcho vem numa crescente nos últimos anos. Existe uma nova geração no mercado que está movimentando a cena e está cheia de gás, com muita vontade de realizar seus projetos e dando a cara a tapa. A própria TV local tem investido mais em minisséries, curtas, o que abre também espaço pra essa nova turma produzir para o grande público. Zeca Brito é um belo exemplo dessa nova geração", afirmou. FONTE JM

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Livro resgata história da comunidade de Olhos D'Água

por: Melissa Louçan [23H:00MIN] 17/02/2012 - HISTÓRIA Figura reconhecida na comunidade de Olhos D'Água, o aposentado João Carlos Pinto da Silva, 63 anos, presidente da associação de moradores e produtores rurais do local, teve uma ideia inusitada.
Francisco Bosco Para angariar recursos para a construção da sede da associação, escreveu com o auxílio de vários colaboradores, um livro de resgate histórico do povoado. Agora, espera conseguir apoio da comunidade, que ao ler e conhecer a história local, se encante pelas belezas naturais e pelos "causos" da localidade. Silva conta que a iniciativa surgiu após receber uma área como doação do deputado Afonso Hamm. "Ele foi lá na vila inaugurar uma escola. Como sobrou um espaço entre a escola e outro prédio ao lado, perguntei se seria possível construirmos nossa sede ali e ele atendeu o pedido. Mas agora falta o resto do material para tocar a obra", explicou. Segundo ele, em conversas com amigos, surgiu a possibilidade de escrever o livro, relatando a história da vila, abrangendo diversos setores, como educação e saúde. "É uma obra sobre tudo e todos. Falamos das primeiras escolas, as professoras mais antigas que lecionaram lá, o surgimento do Clube de Mães, da Abaleite", disse. Mas não só a história como também a arte tem espaço na obra. Uma série de poemas do compositor Eron Vaz Matos ressalta as belezas naturais e os acontecimentos de Olhos D'Água. A obra, intitulada Livro Ouro da Comunidade de Olhos D'Água, é um volume único, confeccionado com auxílio da Emater e Plancópias. Silva conta que, quem desejar contribuir com a construção da sede, terá um espaço especial reservado no final do livro. "Como só temos um volume, essa foi a única forma que conseguimos de angariar recursos e dar retorno aos apoiadores. Mas se conseguirmos todo o dinheiro para a construção e sobrar, o interesse é fazer mais cópias do livro para os moradores da região", adiantou ele. Interessados em adquirir um espaço na história de Olhos D'Água, podem entrar em contato com Silva através do número 9949 1010. FONTE JM

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Os preparativos para uma guerra

por: Melissa Louçan [22H:27MIN] 16/02/2012 - CINEMA A produção do filme "O tempo e o vento" reuniu cerca de 20 representantes de entidades tradicionalistas na tarde de ontem.
REPRODUÇÃO JM O encontro foi um convite oficial para os cavaleiros dos piquetes e Centros de Tradição Gaúcha participarem do longa-metragem. Após realizar seleção para figuração do filme, a produção agora está em busca de cavalarianos para as cenas de batalha. Conforme explica o assistente de direção, Zeca Brito, serão necessários cerca de 800 cavaleiros para as cenas descritas nos livros. Cerca de 200 já foram confirmados, mas ainda faltam 100 para a tomada das Missões, 500 para a Revolução Cisplatina e mais 100 para a Revolução Farroupilha. "É importante ressaltar que os cavaleiros deverão atuar com cavalo e arreios próprios, que não serão fornecidos pela produção. Por isso estas participações receberão remuneração, com valor ainda não estipulado", adiantou Brito. Zeca explica que as filmagens das cenas de batalha estão previstas para iniciar na segunda quinzena de abril, mas os cavaleiros devem ser escolhidos antes para participarem de um preparo prévio realizados pela produção. "Alguns cavaleiros selecionados também serão instruídos em esgrima para dar maior veracidade ao texto", afirmou. A produtora de figurinos, Marta Hentschke, explica algumas peculiaridades no vestuário e arreios dos cavaleiros. "Todo o material de montaria utilizado deve ser o mais antigo possível, como sela, cola de pato, e preferencialmente, não conter nada de inox ou nylon e também não podemos mostrar cavalos tobianos, que não existiam na época", disse. Jorge Luís Rosa e Itamar Latorre estavam presentes à reunião, representando o Piquete São Domingos, que atualmente conta com 80 cavalarianos. Rosa explica que espera poder participar da produção, que é um modo de exaltar a cultura gauchesca. "Nós fomos convidados para vir na reunião e nos informarmos sobre o processo. Depois que tivermos todas as informações, vamos repassar para o pessoal do piquete e quem tiver interesse, pode se inscrever. Mas com certeza é uma oportunidade única de participar de uma coisa tão grandiosa, que projeta a nossa cultura para o mundo", afirmou. As inscrições podem ser feitas através do e-mail elencofilmebage@gmail.com e devem conter, além das informações pessoais e algum contato, foto de rosto e foto montado a cavalo. Mas Marta afirma que preferencialmente, os interessados compareçam na Secretaria Municipal de Cultura, das 9h às 12h e das 14h às 19h.
FRANCISCO BOSCO EM BUSCA DE CAVALEIROS: produção procura guerreiros para cenas de batalha FONTE JM

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Construção da vila cenográfica de Santa Fé está dentro do cronograma

por: Melissa Louçan [22H:22MIN] 13/02/2012 - ESPECIAL A construção da vila cenográfica de Santa Fé está dentro do cronograma previsto. Localizada no Parque do Gaúcho, a cidade abrigará as gravações do filme "O Tempo e o Vento".
FRANCISCO BOSCO QUASE PRONTO: cenário está em fase final Dirigido por Jayme Monjardim, o longa-metragem narra a trilogia mais famosa de Érico Veríssimo. De acordo com o co-produtor Beto Rodrigues, das 15 casas faltam apenas sete. "A casa dos Amarais, o prédio da intendência e o solar dos Terra Cambará já estão sendo finalizados. Dentre as casas principais, apenas falta ser construída a igreja", acrescentou. Rodrigues salientou que, após as filmagens, a vila não será desmanchada. "Ela atrairá turistas, já que a maioria do patrimônio histórico edificado do Estado foi destruído. A cidade ajudará às pessoas a terem uma noção de como era a vida naquela época, e ainda por cima, aos olhos de Érico Veríssimo. Enfim, é uma busca de autenticidade", argumentou. Equipe ****** A previsão é de que a cidade cenográfica esteja pronta no final de fevereiro. "Para isso, uma equipe de 60 profissionais trabalha no local. Estamos aplicando um recurso considerável em Bagé. Logo após, daremos o início ao envelhecimento para dar um ar de veracidade à vila", declarou Rodrigues. Sobre as filmagens, ele afirmou que estão previstas para começar no dia 8 de abril. Cerca de 25 profissionais que integram a equipe já estão no município. "Em março, a equipe contará com mais 40 pessoas", completou. Comércio ******** O co-produtor destacou, ainda, que o filme movimentará a cidade economicamente. "Os fornecedores e o comércio terão retorno multiplicador, já que o longa-metragem proporcionará mídia espontânea de cerca de R$ 180 milhões para Bagé. A partir disso, muitos turistas virão conhecer a cidade cenográfica", salientou. Conta de investimentos ******************* Segundo Rodrigues, será aberta uma conta de investimentos, onde qualquer pessoa poderá contribuir com o filme. "Estamos estabelecendo valores. Essas pessoas terão o seu nome vinculado ao longa-metragem e ainda vão concorrer a diversos brindes", informou. Os interessados devem procurar a sede da produção do filme, que está situada na Secretaria de Cultura. Mais informações pelo telefone (53) 3242 6012. Empresas que apoiam o cinema nacional ******************************** No mercado há quase 30 anos, a rede de farmácias Mistura da Terra faz parte do time apoiador do longa na cidade. A empresária Ana Lúcia Garrastazu Pereira conta que a rede já atua a muitos anos no incentivo à cultura da região. Ela relata que a farmácia, que já atuou patrocinando publicações de autores da cidade e, anualmente distribui calendários com obras de artistas e fotógrafos locais, ingressou no apoio à produção após constatar os benefícios que a realização das filmagens traria para a cidade. "Enquanto empresa, costumamos estar sempre procurando incentivar qualquer forma de arte, de cultura. Já havíamos apoiado a produção do filme O Guri, apostando no mesmo mote" contou ela. Ana Lúcia explica que o apoio se deu na forma de distribuição de protetores solares para toda a equipe que atua na construção da cidade cenográfica. Os produtos da Mistura da Terra também estarão presentes nos camarins das estrelas do elenco quando chegarem à cidade para as filmagens. Sobre os benefícios que as filmagens trarão para Bagé, a empresária endossa a opinião dos outros apoiadores do longa. "Nós consideramos um ganho para a cidade, porque o cinema projetará Bagé para o Brasil inteiro e outras partes do mundo. Acredito que a tendência é que o fator desenvolvimento seja estimulado, com o turismo e o comércio sendo mais explorados em função das filmagens" afirmou.

sábado, 11 de fevereiro de 2012