quinta-feira, 10 de março de 2011

O MONSTRO DE PANELA DO CANDAL - Bagé

É um bicho de imensidão de metros, todo ele cobra de um olho só. Não é bicho do mundo, afirmam gaúchos experimentados e vividos que têm se largado a caminhar e até pelo Paraguai já andaram.Tranqüilo vivia sem ser molestado, porque não havia garras ou dentes, por aguçados que fossem capazes de se atreverem a enfrentar sua força disforme. As feras o respeitavam e os bugres convencidos estavam de suas flechas resvalarem na grossura invulnerável daquele couro rijo e escorregadio, sem sequer arranhá-lo. Pouco se afastava de perto dos rios, procurando as funduras maiores onde seu corpo coubesse e pudesse ficar só com a cabeça de fora. Ao entrar nas águas estas marulhavam como se estivessem gemendo, esparramando-se pelas margens, sacudindo-se de ondas.Tão pacato que não agredia nem matava, até mesmo que fosse para comer. Não sabia o que era gosto de carne, alimentando-se de raízes e frutos silvestres, de folhas e talos, do mel no oco dos troncos. Quando nos dias de inverno o sol descia em calor apetecido e procurado, estendia-se inerte e sonolento, gozando o doirado banho de luz e mormaço. Ocasião em que, confiantes vinham os bugrezinhos montá-lo e sobre seu dorso brincar, ou então os filhotes de sorro o rodeavam latindo e pulando, fazendo-lhe agrados. Mas um aldeamento começou a se formar.As armas de alcance deixaram de se compor apenas de arcos cujas flechas se lhe tocassem, mesmo de perto disparadas, lhes eram inofensivas. Os homens do Tenente-General Dom Diogo de Souza, haviam-lhe feito sofrer as conseqüências do chumbo. Retirou-se das proximidades dos cerros, para livrar-se dos que ali se instalavam, refugiando-se na parte íngreme da Panela do Candal.Metido nas tocas escuras dos rios, encurralado em acanhadas aberturas de erosões das águas, começou a curtir fome.O aldeamento passara a freguesia. Multiplicava-se a população. E a poucos metros da Panela do Candal, haviam levantado capelinha tosca, de torrão e palha, onde se aglomeravam os fiéis em torno da imagem de São Sebastião. Crescia para ele o risco, desapareciam de todo as possibilidades de ainda poder sair para um pouco que fosse de liberdade. Vezes vinham que o Rio Bagé não agüentava mais em seu leito o peso demasiado das chuvas que caíam e então se escarrapachava invadindo tudo, represado se intrometia pelas tocas das barrancas, afogando os animais que nelas se achavam.Por várias ocasiões esteve a ponto de ser asfixiado, debatendo-se com a violência das torrentes que jorravam corredor a dentro submergindo o corpo, deixando a cabeça de fora, oculto entre as ramas dos sarandizais das margens. Mesmo assim acontecera ser identificado e punham-se a caçá-lo. Para escapar de ser trucidado, via-se obrigado a longos mergulhos, neles permanecendo até que agoniado, estrangulando-lhe a falta do que respirar, não podendo mais suportar a aflição que o acometia, sôfrego, em rápidas escapulas, bastando apenas para absorver um pouco de oxigênio, voltava à tona e novamente imergia, para a repetição do tormento. Como fugia sempre, seus perseguidores foram dispensando a prudência de atacá-lo de longe. Chegavam-lhe em cima para feri-lo.Chagas que não mais cicatrizavam espalhavam-se em suas carnes doridas, enquanto outras iam sendo abertas nas agressões contínuas com que o maltratavam.Deixando indícios por onde passava, marcando seu trajeto com o sinal vermelho do sangue que perdia e do qual vivia lambuzado.As águas em que mergulhava manchavam-se de nódoas coloradas.Matilhas de cachorros atiravam-se a nado, contra ele investindo, procurando mordê-lo e, embora não o conseguissem, seriam para aviso aos homens que, assim guiados, vinham descobri-lo e mantê-lo nessa inquietação sem trégua. Quando baixavam as enchentes, a guarida da barranca em que se encobria, não mais o salvaguardava da sanha perseguidora desencadeada contra sua existência.Haviam-no localizado e como não se animassem a penetrar na escuridão assustadora do buraco, neste encostavam as canoas e em sua entrada faziam fogo com bosta de vaca e bastante ramas verdes, desprendendo rolos de fumaça que o iam afligir e envenenar, enquanto os canoeiros de armas prontas o esperavam que saísse. E, um pouco a necessidade e outro pouco a revolta lhe foram modificando a mansidão.Até que um dia, com as entranhas roídas pelo jejum, cansado de se ver preso em baixa e estreita cova semi-enxarcada, quando lá fora o campo e o sol que tanto amava continuavam amplos e generosos, cabendo a todos, mortificado pelas lancinantes úlceras que se infestavam de insetos a picá-las e nelas desovarem, corroendo-as com as larvas em efervescência evolutiva, endoideceu de vez e, num bote rápido, colheu em seus colossais anéis compressores a carroça com dois cavalos e o rapaz que a guiava, fazendo-os desaparecer nas águas da Panela do Candal, esmagando-os e arrastando-os para o subterrâneo.Escuro, feio, repelente, escancarando a goela vasta como um abismo traiçoeiro, pondo à mostra as ameaçadoras presas pontiagudas e maiores que punhais, se pôs a fazer frente a quantos o surpreendiam.E, se travou a luta corajosa entre o homem decidido e destemeroso e o bicho cujo furor o arrojava a se bater com denodo. Teve mesmo um período de desatino tão grande que deixou de cuidar que não o vissem, expondo-se a percorrer os lugares mais freqüentados pela população.Chegando sua audácia ao ponto de uma feita ir perturbar o ofício fúnebre que o Padre José Loureiro realizava na capelinha de torrão e palha.Surgiu despedaçando as portas do templo e reduzindo as velas a uma massa desfeita.E, naquele mesmo local, onde muitos anos mais tarde, o cerco federalista faria se travar homéricos combates, desenrolou-se encarniçado encontro entre o enfurecido monstrengo e os povoadores da nascente cidade, em que ficou bem manifestado não ser aquele, cobra desse mundo. E sim, prodígio, mostrando como se enroscava em volta dos que sentenciasse sem ser preciso escorar-se em árvore. Lanças e espadas entortavam-se e quebravam-se nas mãos raivosas que as brandiam, deflagravam as garruchas e os mosquetes e o bicho, em meio corpo levantado atendia a todos, numa atividade de raio enlaçava o cristão pelas paletas, quebrava-lhe a espinha, jogando-o longe e já também estava com outro seguro.Até que, ao se baixar para envolver um rapazote, este numa gingada brusca esquivou-se de ser apanhado e, com o coto de lança que trazia firme no punho, varou-lhe a pupila, arrancando-lhe um olho.Com a visão desacomodada pela inopinada falta de um de seus órgãos, errava os golpes, desferindo-os a esmo, pressentindo-se sem defesa, inutilizado para prosseguir na aferrada peleja, abandonou-a.Escolhera-se para munir-se de toda a sua elasticidade e, num ímpeto instantâneo, aquela imensidão de peso e tamanho transportou-se pelos ares, jogando-se na Panela do Candal.As águas do Bagé em violento ribombo espadanaram, molhando longe, como se uma chuvarada, em que se misturavam peixes de todos os tamanhos, houvesse se desencadeado.Mas as tremendas conseqüências desses atos, moderaram-lhe a intrepidez, fazendo recolher-se ao abrigo e despertando-lhe o desejo de uma evasão.Assim, a precisão de poder espichar-se para descansar e a ânsia de locomover-se, de atingir uma outra saída o ensinaram a derruir as paredes de terra frouxa de sua toca e, num trabalho paciente e constante, escavando sempre, foi aumentando aquele túnel que por fim atravessando a cidade pela parte sul, desembocou muito longe dela, em campanha deserta, na beira da majestosa Lagoa do Umbu que vai pouco adiante formar o traiçoeiro Passo do Espantoso, num leito de laje, escorregadio e logrero. Trinta anos de agonia levou na obra insana de cavar a passagem que, por baixo do chão hoje liga estes dois pontos do município. Também, no dia em que com seu único olho viu a claridade surgir no rombo final da lenta escavação, sentiu o que só a ressurreição poderá fazer alguém sentir. Ao tombar a última camada de terra e, tão logo a brecha se fendeu, jogou-se no mais rápido e impulsionado pulo que até então havia dado, ganhando ao campo no alívio de encontrar-se solto. Deslumbrava-lhe a festa agreste a que retornava. E, um penetrante embevecimento o acometia de maravilhosa estupefação, sensibilizando-o tão atordoantemente que se lhe paralisava a faculdade coordenadora da ação.Mas durou poucos instantes o desfalecimento que o prostrara. Despertou ainda confuso, refazendo-se em seguida. Já com nítida e perfeita certeza adquirira em suas reflexões o domínio do panorama, distinguindo-o normalmente. Começou a sentir um vazio de fome a inquietá-lo. O cheiro de erva fresca que a aragem espalhava, a atmosfera sadia, oxigenada, que havia recuperado depois de tantos anos de reclusão sufocante, ativava-lhe o apetite. Estava, porém escrito que seu comodato de liberdade fora inexoravelmente cassado pelos designos que regem os fados das criaturas.Homens saíam da Freguesia e iam construir ranchos pelo interior da região.Periclitava sua segurança. Recomeçava seu desassossego. Certa tarde, de trás de uma reboleira, sem que ele pressentisse, arrebentaram tiros e gritarias, ferindo-lhe a bala que, tendo-lhe penetrado sem sair, ficou formando calombo duro e ardente. Voltou a se embrenhar no subterrâneo que pensara poder abandonar de um todo.E até hoje, anda a percorrê-lo, ora se detendo por algum tempo na Panela do Candal, ora fazendo ponto na Lagoa do Umbu. E, a parelha de cavalos de raça, luzidia, amestrada, valendo uma fortuna ao circo que estacionara em Bagé, a lavadeira, a criança, os dois militares, o pescador, os tropeiros, uma infinidade de novilhos, os bois mansos, vacas e terneiros, tantas e tantas vidas, embarcações, carretas, carroças, sumidas em inexplicável sorvedouro sem que dos cadáveres e dos veículos que os conduziam nem rastro ficasse.
Bem há pouco, durante uma quinzena em que se desaveio com seu natural, deu pinotes e se torceu tanto no que passa embaixo da Matriz, que rachou paredes, fez cair rebocos, alteou piso, descascou pinturas e se não calçassem às pressas a igreja ela desabaria.
Daí começou a criar fama.
A ser citado pelas calamidades cometidas. Porque, enquanto foi submisso, sofrendo nos encontros fortuitos com seus algozes as mais duras penas, sem reagir, sujeitando-se com resignação a espingardeamentos que quase o matam, não se propalou a estóica brandura de que era dotado.

Recordando antigos carnavais











últimas notícias por: José Higino Gonçalves
[22h:36min] 28/02/2011 - ESPECIAL
Recordando antigos carnavais
Os encontros dos velhos amigos, no centro da cidade, são muito comuns, se repetem seguidamente, e, nas conversas, as reminescências surgem ao natural, lembrando épocas distantes e abordando os assuntos mais diversos.
Reprodução JM
FOTO CLÁSSICA: carnavalescos no Coreto Municipal
De repente, o tema é carnaval, e eles falam, descontraidamente, sobre aquilo que presenciaram e de que foram protagonistas, em tempos já distantes.O aposentado Luís Barbosa da Silva, o “Casca”, trabalhou muito tempo como pintor. Aos 77 anos, ele recorda que, na década de 1940, já era carnavalesco, integrando o bloco Bambas da Cidade, com sede nos altos da Santa Casa de Caridade. “A folia começava no Natal e, a cada semana, a gente saía às ruas, preparando-se para o carnaval. Era algo empolgante, havia uma motivação incrível”, diz ele, que, depois, passou para o bloco Garotos da Batucada, que, sob o comando de Evilásio Pereira, marcou época na cidade. “Os desfiles daqueles tempos eram marcados por muita organização, o público lotava o centro da cidade e muitos saíam atrás dos blocos. A gente ia da Praça de Esportes à Catedral e, terminado o desfile, voltávamos pela Osório ou Floriano para baixar novamente a Sete”. Silva chama a atenção para o brilho e o luxo das fantasias de antigamente, nos desfiles de rua, tudo por conta de cada componente.Manoel Gomes, o Caju, entra na roda de amigos. Ele também viveu intensamente a época dos Garotos da Batucada, Reis da Mocidade, Gato na Tuba, entre vários outros, e também participou ativamente de muitos carnavais. Recorda que os desfiles começavam às oito horas da noite, com um bloco atrás do outro. Não havia samba-enredo. Os carnavalescos compravam o almanaque Rouxinol, que trazia as letras das marchinhas e sambas daquele ano, tinham que decorá-las, e, para completar, a música era transmitida pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Tudo tinha que ser devidamente assimilado para que nada falhasse durante o desfile.Outro detalhe especial, lembrado na conversa dos antigos carnavalescos é de que os Garotos da Batucada foram pioneiros em sair às ruas, durante o carnaval, no período da manhã. Antigamente, era muito comum ver as entidades visitando as residências de amigos, onde os seus componentes eram devidamente recepcionados, com lanches e bebidas. Outro pioneirismo do bloco: foi o primeiro a apresentar estandarte na avenida Sete de Setembro, um presente de dona Estela.Joaquim Carlos Rodrigues dos Santos, o Menel, mecânico aposentado, também tem as suas lembranças dos velhos carnavais. “Comecei aos 13 anos, integrando Os Reis da Mocidade, que era comandado por Adão e Geraldo e que tinha sede na rua Ernesto Médici, realizando seus ensaios também na antiga rua 14 de Julho (hoje Antenor Gonçalves Pereira), na quadra 800”. O título de campeão dos blocos era disputado mais intensamente por Garotos da Batucada, Reis da Mocidade, Gato na Tuba (do “seu” Gazi lves), Príncipes do Luar (do Balão Branco). Cada bloco tinha, em média, 60 componentes, entre homens e mulheres. Rodrigues diz que, nos disputadíssimos concursos, muitas vezes Reis da Mocidade predominavam na fantasia, enquanto Os Garotos tinham a melhor batucada. “Era algo espetacular, aqueles tempos não voltam mais, infelizmente”, diz Joaquim Carlos, que, com o fim do seu bloco, passou para a Escola de Samba Copacabana, participando da fundação da entidade, no “bar da Dona Rosa”, que se localizava em frente ao antigo Bar Cimirro, no cruzamento da avenida Santa Tecla com a rua São José, no bairro Getúlio Vargas. Rodrigues relembra alguns diretores da entidade, como o Nei bate-bate, que era presidente; Adão Gonçalves, vice, e Artur Roberto Brasil Alves, vice.Quando terminava o desfile dos blocos, com a avenida Sete de Setembro cheia de confete e serpentina, os integrantes dos blocos voltavam para as suas sedes e participavam de bailes animadíssimos, que se prolongavam até o sol raiar.Manoel Gomes também participou de muitos bailes. Num deles, quando a sede de Os Zíngaros era na rua Barão do Triunfo, quadra 900, entre Monsenhor Costábile Hipólito e Juvêncio Lemos, em pleno baile, muita gente pulava ao som de “Ximango, ximano, ninguém sabe lá o que é...” e o impacto foi tanto que o assoalho afundou. Depois, a sede foi transferida para a avenida João Telles, em frente à Praça da Estação, e, mais tarde, Os Zíngaros tinha sede própria, na rua Dr. Veríssimo, onde, aliás, a entidade está instalada até os dias atuais.As recordações de Valter Martins, 77 anos, o “Balão Preto”, não escondem a tristeza foi de que quando ele era presidente interino dos Garotos da Batucada, o bloco chegou ao fim. “O que aconteceu é que muitos componentes foram para o Barão”, diz ele, dizendo que, naqueles tempos, eram muito comuns os livros-de-ouro, que eram passados pela cidade, pedindo colaboração financeira para que as entidades pudessem se estruturar para os desfiles. José Silva Farias, o mestre Nonoca, 61 anos, situa-se numa faixa intermediária entre o carnaval do passado e do atual. Carnavalesco desde os 14 anos, desde jovem começou a desfilar na Império Serrano e Mariquitas, em Rio Grande. Em Bagé, guarda gratas recordações de entidades como Príncipes do Luar, Garotos da Batucada e Reis da Mocidade. “Claro que existe diferença, são duas épocas absolutamente distintas. Antigamente, quando os desfiles terminavam, os blocos de mascarados invadiam a avenida, era uma verdadeira explosão popular. Hoje, muitos querem imitar o centro do País, se precisa de dinheiro, a espontaneidade não é a mesma”, enfatiza.

Gravações de nova versão do “Tempo e o Vento” podem ser em Bagé

[01h:23min] 24/02/2011 - POLÍTICA
Gravações de nova versão do “Tempo e o Vento” podem ser em Bagé
O governador Tarso Genro recebe na noite de hoje, no Palácio Piratini, o diretor e cineasta Jayme Monjardim.

O secretário de Agricultura Luiz Fernando Mainardi também participa do encontro. Mainardi realiza lobby junto ao governo do Estado para o apoio às gravações do filme “O Tempo e o Vento”, baseado na obra de Erico Veríssimo. O ex-prefeito de Bagé quer trazer para a Rainha da Fronteira as locações do longa.“Tenho argumentado ao governador Tarso que este seria um grande presente para o município, que completa 200 anos, pois a vila cinematográfica, reconstituição de uma época da História do Rio Grande do Sul, será doada pela produção à cidade em que for instalada, e poderá ser explorada do ponto de vista turístico/cultural”, alega Mainardi.No início de fevereiro, o diretor da Panda Filmes, Beto Rodrigues, que será um dos produtores do filme, acompanhado da vereadora Jussara Carpes, visitou vários locais em Bagé. A produção deve chegar aos cinemas na metade de 2012 e à televisão, no formato de minissérie, no final do próximo ano. Nomes como Thiago Lacerda, Fernanda Montenegro e Tarcísio Meira Filho estão cotados para o elenco. Lacerda e Meira Filho são amigos de Mainardi desde as gravações da minissérie “Casa das Sete Mulheres”. Os atores globais desfilaram durante as celebrações de 20 de setembro, Sete abaixo, ao lado do ex-prefeito.



FONTE: JM

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Indignação

Venho aqui expor minha indignação em saber que quem trabalha na nossa Secretaria de Cultura não tem o mínimo conhecimento sobre nossa cidade.
Uma amiga foi buscar informações e o que responderam a ela: "procura no google" agora me digam se isso é coisa que se diga vindo de quem deveria ter algum conhecimento sobre Bagé!!!!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

GAROTA VERÃO DOS 200 ANOS!!!!




































Porto Alegrense, aos cinco anos veio para a Rainha da Fronteira, fato este que faz a bela dizer que já se considera bajeense. “A maior parte da minha vida eu vivi aqui” destaca. Desde que foi eleita, a jovem conta que já percebe uma boa recepção da comunidade, que a reconhece na rua, incentivando e parabenizando a estudante. Entre os preparativos para o concurso, esta o cuidado com a alimentação e bronzeado. Amanda conta que, a mãe Mara, está organizando sua torcida, faixas estão sendo produzidas. A jovem, além de ser a detentora do título municipal, também é enxadrista. O desejo de ser independente financeiramente da mãe fez com que Amanda, aos 14 anos, procurasse um emprego. A estudante trabalha numa pizzaria local. Caso seja uma das três escolhidas da região para a final do concurso, a estudante promete obter maior conhecimento sobre a cidade de Bagé, a fim de representá-la a altura, além de seguir cuidando do corpo. Para a final, espera contar com o apoio dos amigos e familiares, que afirma passarem segurança e confiança a jovem.

FONTE TEXTO:JM

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

MEU CARINHO E MEUS PARABÉNS ESPECIAIS PARA AMANDA KARSBURG NOSSA GAROTA VERÃO BAGÉ E REGIÃO!!!!







SUCESSO GURIA!!!!! TU MERECE MUITO!!!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Largo do Centro Administrativo

O Largo do Centro Administrativo de Bagé, localizado na Rua Caetano Gonçalves, que na época do carnaval se transforma em Sambódromo, está prestes a receber melhorias na infraestrutura. A informação é do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), que articulou junto ao Ministério do Turismo o recurso de R$ 146.250,00 visando a infraestrutura turística do local. As obras terão a contrapartida da Prefeitura de R$ 13.162,51, totalizando em R$ 159.412,51.


FONTE SITE DIFUSORA

Ponte seca pode receber projeto de revitalização

trecho entre as ruas Marechal Deodoro e Coronel José Otávio, incluindo a ponte seca da avenida Presidente Vargas, pode receber espaços para contemplação, um café e um memorial para preservar a história do local. A prefeitura deve transformar o estudo em um projeto e captar recursos junto ao governo federal.
A proposta é de autoria dos arquitetos Magali Nocchi e Marlon Lameira. Conforme Magali, a iniciativa contemplaria o restauro completo da ponte, e das vias urbanas. “O cidadão bajeense irá se apropriar desse espaço urbano, e também tomar conhecimento da história da viação férrea”, explica. A ponte seca foi estabelecida em 1897, no auge das charqueadas, e teve papel importante para o desenvolvimento da economia local. No ano 2000, o local foi declarado patrimônio histórico de Bagé.
A futura obra deve ter orientação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) no que se refere ao restabelecimento das condições estruturais e plásticas. A arquiteta entende que a população já se utiliza da estrutura de maneira informal, e que uma revitalização estabeleceria a ponte como ponto turístico do município. “O estudo que pode virar um projeto dá ênfase à história, a contemplação, à cultura e ao lazer. A possibilidade de tornar esse espaço, um local tão importante no início do século XX, em um espaço público de qualidade é um desafio”, afirma a arquiteta idealizadora do estudo.
O projeto seria executado em quatro partes, a primeira seria um espaço para contemplação, a segunda ofereceria um café e um memorial de fotos com acervo da viação férrea. A terceira etapa aconteceria na própria ponte seca, com o restauro da estrutura, local seguro para travessia de pedestres e uma rampa de acesso que viria da esquina da avenida Presidente Vargas com a rua Vinte de Setembro. A quarta parte do projeto daria atenção para locais de contemplação.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Magda Flores, se diz favorável à proposta, mas toma cuidado em relação ao uso do acervo da viação férrea. “A viação recolheu o material em nível nacional, visando preservar o acervo e memória da rede. Mas estamos no caminho certo, existem recursos para esse tipo de intervenção, tanto no Ministério da Cultura quanto do Turismo, com a ideia de preservação”, explica. A secretária adianta que o projeto necessita de adequações e novas leituras, mas entende que a iniciativa agrada ao executivo.
Para o secretário municipal de Coordenação e Planejamento, Luis Alberto Gonçalves Silva, a proposta é bem vista pelo prefeito Luis Eduardo Colombo dos Santos. Segundo Silva, como a obra contempla também o entorno da ponte seca, o próximo passo é estimar o custo da intervenção e captar o recurso. “Pensamos em expandir o projeto, para isso formaremos uma equipe de trabalho para orçar essa intervenção cultural e histórica. Queremos tornar esse brilhante projeto em uma agradável realidade", finaliza.



FONTE JORNAL MINUANO