Bem Vindos a Bagé !!! Porta de entrada para o pampa gaúcho,seus campos preservam o bioma natural da região e seu povo não se cansa de mencionar a sua rica arquitetura urbana e rural.Como o gaúcho de fronteira jamais viveu sem um cavalo,só poderia ser por aqui que se encontra o que há de melhor na produção eqüina nacional,principalmente dos puros-sangues ingleses e dos crioulos.
domingo, 18 de dezembro de 2011
BAGÉ BERÇO DE CAMPEÕES
Bagé tem sido bem destacada nos jornais de circulação estadual e nacional pela agenda positiva da qual tem sido protagonista. A cidade vive um bom momento político, econômico e cultural e, sua importância regional, que parecia esquecida, volta a ser lembrada também por suas caracerísticas próprias de uma cidade pertencente à região do Pampa. A produção de uvas viníferas, as novas plantações de oliveiras - entre outras, somam-se à antigas vocações da terra como a produção de cavalos. O jornal Zero Hora, por exemplo, mais uma vez aborda a criação de cavalos puro-sangue em Bagé com destaque para as últimas novidades deste setor. O bi-centenário está fazendo muito bem para a Rainha da Fronteira.
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Postado por Luiz Carlos Vaz em Blog da Velha Guarda do colégio estadual de Bagé.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Urcamp vai expor Pedra da Lua
Buscando dar publicidade para o patrimônio histórico à disposição do Museu Dom Diogo de Souza, a reitora da Universidade da Região da Campanha, Lia Maria Herzer Quitana, reuniu um grupo de trabalho para planejar uma mostra da Pedra da Lua na programação comemorativa aos 200 anos de Bagé. No faro dos grandes e inusitados fatos, o escritor Fabrício Carpinejar está na cidade colocando seu texto e um inestimável senso de humor a serviço de uma investigação histórica. Com o objetivo de compor material para a coluna Beleza Interior, publicada aos sábados no jornal Zero Hora, Carpinejar, acompanhado do fotógrafo Tadeu Vilani, obteve, com a ajuda da reitora, boas pistas que revelam detalhes inéditos ao momento em que o ex-presidente Emílio Garrastazu Médici legou à Rainha da Fronteira um presente de outro mundo: um fragmento de pedra lunar.
O encontro, que no início parecia mais uma pauta formal, foi se descontraindo na medida em que o repórter-escritor ganhava a confiança de seus entrevistados. Carpinejar arrancou sorrisos e boas informações do advogado do ex-presidente da República e ex-professor da Urcamp, Fernando Sérgio Lobato Dias. Quem diria que uma das peças de valor mais elevado no patrimônio da Urcamp, estimada em 10 milhões de dólares fosse resultado de uma ação de carinho entre amigos. O presente acabou sendo doado ao historiador Tarcísio Taborda que imediatamente o integrou ao acervo do museu. Todos os detalhes da entrevista realizada na tarde de ontem estarão na coluna de sábado.
Uma pedra no caminho
Enquanto várias instituições têm uma pedra no sapato, a Urcamp tem uma pedra sobre a mesa. Assim pode se resumir uma instituição que, mesmo tendo a necessidade de superar desafios, não abre mão de um patrimônio que é da sociedade local. Contudo, algumas informações oferecidas pela reitora da Urcamp Lia Quintana chegaram a deixar o entrevistador um tanto “assombrado”. Mesmo com uma dívida fiscal que se aproxima dos R$ 200 milhões, a universidade busca respeitar suas oportunidades históricas: em vez de pensar em comercializar a peça, vai aproveitar o apelo da Pedra da Lua organizando exposições que arrecadem recursos e prestígio para a instituição. Questionada sobre as alternativas para mudar a situação, Lia Quintana disse que tudo passa por um processo de negociação com o governo federal e de opções como a otimização de recursos que a universidade já dispõe. Para uma das curadoras dos museus da Urcamp, Carmem Barros, sonhos não têm preço. “A pedra preserva um contexto histórico marcante, é um registro da fase da corrida espacial e, portanto, é parte do sonho humano de chegar além, de buscar seu destino até fora do planeta”, justifica ao acrescentar que o tema é também uma excelente fonte de conhecimentos.
Um pouco de história
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Nas décadas de 60/70 do século passado, o mundo estava dividido politicamente. Ao final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Estados Unidos e União Soviética compunham as duas forças dominantes sob o ponto de vista geo-político mundial. O primeiro representava o pensamento liberal e capitalista, o segundo reunia doutrinas socialistas e comunistas que dividiram o globo terrestre entre alinhados ou não alinhados, segundo as perspectivas das duas potências. Esquerda e direita eram, então, vertentes respeitadas e temidas e, nos mais variados campos de atuação, levar a melhor contra os inimigos era a melhor forma de mostrar a superioridade de seu processo civilizatório. Conhecida como Guerra Fria, esssa disputa, logicamente, chegou aos esportes, artes e ciências, mas talvez não tenha somado um caráter tão importante quanto aconteceu com as descobertas e aventuras espaciais. Russos e americanos disputavam, também no espaço, a grande conquista da lua: os heróis agora eram astronautas.
Depois de várias missões que resultaram na chegada do homem ao solo lunar, em 1969, os americanos realizaram a última aventura espacial. Com a missão Apollo 17, os últimos blocos de rocha lunar foram colhidos e trazidos à Terra para um objetivo menos belicoso, porém não menos importante aos objetivos políticos: presentear países aliados.
Em 1972, três meses após o retorno da última missão - a Apollo 17, o presidente Richard Nixon compartilha com o mundo mais uma rocha. Recolhida no vale lunar de Taurus-Littrow, a amostra, batizada de 70017, foi fragmentada e cada uma das peças recebeu um protetor de acrílico. Depois foi montada numa placa de madeira contendo, como as peças colhidas nas missões anteriores, a bandeira de um país amigo.
Representante de um governo alinhado ao processo econômico e diplomático americano, o general Emílio Garrastazu Médici recebeu uma dessas, por ocupar o cargo de 28º presidente do Brasil. O bajeense homenageou a terra natal com a peça que foi integrada ao acervo do Museu Dom Diogo de Souza, fundado em 1955.
Em setembro de 2002, boatos de que a pedra estaria à venda renderam cobertura dos grandes veículos de comunicação do centro do país. Mas, como dá para perceber, a relíquia da corrida espacial está intacta e pronta para ser resgatada aos olhos populares.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
O Sertão vai virar mar e o Pampa virar cinema
por: Sapiran Brito
[23h:20min] 09/12/2011 - Opinião
Como no tempo das revoluções, a minha cidade vai ser invadida. “De a galope”, lá vem o cinema reboleando o pala e fazendo “chara cha cha”. Só que, desta feita, a invasão é de caráter cultural.
Durante uma semana, Bagé será tomada por artistas de nove estados brasileiros e mais um piquete da República Oriental do Uruguai. Em vez de lanças e adagas, os duelos serão travados com palavras, sons e imagens. Não teremos mortos nem feridos, e sim todos abraçados numa grande celebração, ao contrário das antigas gestas, ninguém será saqueado, não resultarão vencidos e, ao final, todos darão “vivas” à causa que os motiva: o velho cinema de guerra. Vai ter cinema dos grandões, com o melhor da produção do Brasil e do Uruguai, vai ter também o cinema dos pequeninos, aqueles que dão os primeiros passos na sétima arte. Cinema do Irã ao Povo Novo, de quebra a mostra lusófona dos países que falam a nossa língua lá do outro lado do mundo. Estará falando para nós o maior teórico do cinema nacional, também conversará conosco a grande musa do Cinema Novo, novos e consagrados realizadores conviverão no mesmo patamar.
Vai ser grande o rebuliço e Bagé vai fervilhar intelectualmente sem elitismos e sem falsa erudição. Exibições nas salas nobres como Museu Dom Diogo, Santa Thereza, Centro do Idoso, Casa de Cultura e Cine 7. Também as praças e logradouros públicos serão contemplados com cinema ao ar livre, o que cai bem nestas noites de verão. Mas não é só cinema, acompanham-no as suas outras artes irmãs: a dança, o teatro e a música. Nos espaços abertos é só chegar, nos recintos fechados é só entrar, nada será cobrado, nem ingresso, nem contribuição, nem quilo de qualquer coisa. Quem paga é o estado, no caso, a Prefeitura de Bagé e o Ministério da Cultura, ou melhor, retribui, uma vez que o contribuinte, através de seus impostos já pagou antecipadamente o que agora, em parte, lhe é devolvido.
Festa democrática e plural, o III Festival de Cinema da Fronteira se inicia amanhã e só quer do povo de Bagé a presença, seja para aplaudir, para discutir ou até mesmo para criticar negativamente. Que venham todos, especialmente aqueles acomodados que há muito tempo não veem cinema porque se mantêm presos à telinha da TV. Só não teremos a pipoca, cada um que traga a sua. Também não teremos lanterninha, quem chegar atrasado que procure o seu lugar no escuro.
A programação será extensa. São mais de120 filmes de curta, longa e média metragens, de todos os gêneros, para todos os gostos. Tem até filme feito aqui por nossas crianças. Vocês duvidam que criança possa fazer filme? Pois o festival vai provar que qualquer um pode fazer o seu filme.
Sob o signo de São Sebastião decapitado, retratado pelo pincel de Glauco, que ilustra o cartaz e os demais materiais gráficos, o cinema de Bagé está à procura de sua cabeça para juntá-la ao corpo. Nós, que fomos a segunda cidade do Estado a conhecer o cinematógrafo, estamos, nos dias de hoje, retomando este fio histórico que nos liga ao cinema.
E se depender, especialmente, da vontade da meninada, um belo dia seremos reconhecidos como polo de produção cinematográfica, porque aqui temos a melhor luz, a mais bela paisagem, tipos humanos e 300 anos de história para contar. Só nos faltam os meios materiais e este há de ser o objetivo a ser alcançado. Chegando lá, prevalecerá o talento e a inteligência da nossa gente, que saberá transformar a sua criatividade em atividade lucrativa.
Enquanto isso, viajantes do sonho, continuaremos brigando porque é uma peleia que vale a pena porque, no fundo, bem lá no fundo, sabemos que o cinema tem as melhores condições para projetar além fronteiras a nossa bicentenária Bagé. É revestido de simbolismo o fato de, nesta data, estarmos dando o primeiro passo. Daqui a um século, por ocasião do tricentenário, o povo do cinema no futuro tempo dirá: ”Foi em 2011 que tudo começou”.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Abertura do Festival de Cinema da Fronteira acontece no sábado
por: Melissa Louçan
[22h:20min] 08/12/2011 - CINEMA
Após diversas oficinas voltadas para a área cinematográfica durante todo o ano de 2011, Bagé realiza, a partir deste final de semana, o 3º Festival de Cinema da Fronteira.
ARQUIVO/JM
Considerada um novo polo cinematográfico do Sul do país, a cidade consolida a imagem ao sediar o festival, que, este ano, ganhou status internacional.
Curadora do evento, a jornalista e crítica de cinema Aurora Miranda Leão explica que um dos diferenciais deste ano é a mostra binacional, em que estarão incluídas as obras de nove países, entre eles Uruguai, Argentina e Irã. Além disso, um novo molde de exibição também foi projetado. A Sessão Bandida acontece na sexta-feira, a partir da meia-noite, no Teatro de Santa Thereza. O primeiro filme exibido será O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, considerado um dos 20 melhores filmes do mundo, segundo Aurora. “Objetivamos um novo despertar para a mente e a consciência com estas exibições. Mostrar que é preciso estar atento e parar para pensar frente às situações vivenciadas” disse.
A abertura oficial acontece no sábado, às 18h, no bosque da Secretaria Municipal de Cultura. Em seguida, acontece a apresentação do grupo teatral Falos e Stercus, de Porto Alegre, com o espetáculo Mitologias do Clã.
O filme Anahy de las Missiones também entra na programação da abertura oficial. O longa será exibido gratuitamente no Cine Sete, a partir das 22h. Aurora conta que o filme foi escolhido por ser um marco na representação do cinema gaúcho após a retomada do cinema nacional. “É um clássico, tendo sido o primeiro a dar visibilidade para a produção do Estado após o governo Collor, época em que a produção do país inteiro decaiu muito” disse ela.
No domingo, a partir das 14h, acontece a Mostra Yaya Vernieri na Vila Vicentina, José e Auta Gomes, com a exibição de vários curtas-metragens, entre eles O Sabiá, do bajeense Zeca Brito. No mesmo horário, no Centro Histórico Vila de Santa Thereza, será exibido o longa Antes que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo, seguido da mostra binacional. A partir das 16h, a Mostra Yaya Vernieri segue no Centro do Idoso. Às 18h, o longa gaúcho Netto perde sua alma estará em cartaz no Cine Sete. A Praça da Catedral também entrará no roteiro. A partir das 21h30min, o filme El Baño del Papa será exibido gratuitamente no local. A programação do final de semana será encerrada com festa no Espaço MadreMaria, com a exibição do documentário O Anjo Preto, de Gui Castor.
Toda a programação pode ser conferida no site www.festivaldafronteira.com.br.
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