Bem Vindos a Bagé !!! Porta de entrada para o pampa gaúcho,seus campos preservam o bioma natural da região e seu povo não se cansa de mencionar a sua rica arquitetura urbana e rural.Como o gaúcho de fronteira jamais viveu sem um cavalo,só poderia ser por aqui que se encontra o que há de melhor na produção eqüina nacional,principalmente dos puros-sangues ingleses e dos crioulos.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Futuro com preservação
por: Glauber Pereira
A própria formação do conselho foi determinada pela Justiça depois que duas obras destruíram parte de prédios históricos da cidade
O município viu começar, ontem à tarde, a solução para um dos principais problemas advindos do surto de crescimento imobiliário experimentado pela Rainha da Fronteira nos últimos cinco anos. Depois de ser constituído em boa parte por pressão do Ministério Público, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de Bagé (Compreb), elegeu sua presidente. Num misto de cautela e de esperança, os conselheiros escolheram o nome da arquiteta Vera Ramos para conduzir os destinos de um grupo que já vislumbra um volume de demanda que o transforma em um núcleo estratégico para a cultura local.
Tendo por diretriz a preservação, o Compreb deverá intermediar um verdadeiro conflito que se estabeleceu no ambiente da construção civil de Bagé, tendo como principais contendores os construtores e as entidades ligadas ao patrimônio histórico e atividades artísticas. O maior exemplo da importância do conselho pode ser exemplificada pela urgência. A própria formação do conselho foi determinada pela Justiça depois que duas obras destruíram parte de prédios históricos da cidade, gerando mobilizações populares e ações liminares.
Assim, a escolha de Vera Ramos aponta para uma opção sábia. Os conselheiros aprovaram a presidência de uma profissional da arquitetura com vasta experiência de mercado que, portanto, deve conhecer pretensões e anseios de uma cidade que vislumbra a necessidade de crescimento. Por outro lado, também uma acadêmica acostumada a orientar e formar profissionais engajados com a necessidade de construir de maneira sustentável e de forma a respeitar os ícones de uma cultura material importante e bicentenária. Isso sem falar na experiência da professora na participação de um conselho semelhante que já atuou no município.
É com o foco numa mediação justa que a diretora do Centro de Ciências Exatas e Ambientais da Urcamp pretende firmar um discurso unificado e convicto, capaz de dar ao conselho uma personalidade forte, mesmo com a liberdade individual da manifestação de seus integrantes. Aliás, o conselho deverá instalar nos próximos dias um endereço eletrônico para receber opiniões e sugestões diretas da comunidade. O trabalho já começou.
Fonte JM
A própria formação do conselho foi determinada pela Justiça depois que duas obras destruíram parte de prédios históricos da cidade
O município viu começar, ontem à tarde, a solução para um dos principais problemas advindos do surto de crescimento imobiliário experimentado pela Rainha da Fronteira nos últimos cinco anos. Depois de ser constituído em boa parte por pressão do Ministério Público, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de Bagé (Compreb), elegeu sua presidente. Num misto de cautela e de esperança, os conselheiros escolheram o nome da arquiteta Vera Ramos para conduzir os destinos de um grupo que já vislumbra um volume de demanda que o transforma em um núcleo estratégico para a cultura local.
Tendo por diretriz a preservação, o Compreb deverá intermediar um verdadeiro conflito que se estabeleceu no ambiente da construção civil de Bagé, tendo como principais contendores os construtores e as entidades ligadas ao patrimônio histórico e atividades artísticas. O maior exemplo da importância do conselho pode ser exemplificada pela urgência. A própria formação do conselho foi determinada pela Justiça depois que duas obras destruíram parte de prédios históricos da cidade, gerando mobilizações populares e ações liminares.
Assim, a escolha de Vera Ramos aponta para uma opção sábia. Os conselheiros aprovaram a presidência de uma profissional da arquitetura com vasta experiência de mercado que, portanto, deve conhecer pretensões e anseios de uma cidade que vislumbra a necessidade de crescimento. Por outro lado, também uma acadêmica acostumada a orientar e formar profissionais engajados com a necessidade de construir de maneira sustentável e de forma a respeitar os ícones de uma cultura material importante e bicentenária. Isso sem falar na experiência da professora na participação de um conselho semelhante que já atuou no município.
É com o foco numa mediação justa que a diretora do Centro de Ciências Exatas e Ambientais da Urcamp pretende firmar um discurso unificado e convicto, capaz de dar ao conselho uma personalidade forte, mesmo com a liberdade individual da manifestação de seus integrantes. Aliás, o conselho deverá instalar nos próximos dias um endereço eletrônico para receber opiniões e sugestões diretas da comunidade. O trabalho já começou.
Fonte JM
Conselho do Patrimônio Histórico elege presidente
por: Calvin Furtado
O primeiro encontro após a posse do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de Bagé (Compreb) elegeu a diretora do Centro de Ciências Exatas e Ambientais da Urcamp, Vera Ramos,..
VERA RAMOS como presidente e o representante do Grupo Ecoarte, o arquiteto e servidor público, Guilherme Rodrigues Bruno, como secretário. Os dois serão responsáveis pela condução do trabalho. A reunião ocorreu ontem, no Salão Oval da prefeitura, e contou com representação de todas as entidades que integram a entidade.
O prefeito Luís Eduardo Dudu Colombo dos Santos elogiou a disponibilidade da equipe que compõe o Compreb. “É um importante conselho para a cidade, principalmente pelo quórum. Isso demonstra vitalidade e vontade de participar. A força do governo está no conjunto”, disse.
O conselho é responsável pelo tombamento de imóveis, fiscalização da legislação, formação de novas diretrizes, promoção da preservação, e por determinar ao Executivo a aplicação de penalidades cabíveis a pessoas físicas e jurídicas que não executem a preservação. No encontro, os conselheiros discutiram a danificação recente de uma das torres do castelinho do bairro Jardim do Castelo.
Nesse sentido, uma das suplentes do conselho, Norma Vasconcellos, destacou a importância da entidade. “A necessidade urge, a cidade está sendo desmanchada”, disse. O secretário eleito do Compreb destacou a necessidade de diálogo. “Um dos problemas atuais é a fragilidade conceitual, todo mundo veio com boas intenções, mas ainda não temos uma linguagem comum”, disse. Já a presidente reconhece que o Conselho assume funções com demandas bastante urgentes frente ao contexto de crescimento que a cidade experimenta, contudo, é preciso ampliar o conhecimento sobre os principais desafios. “Uma das certezas é que a participação do grupo será permanente e frequente e, nisso, será possível respeitar a identidade cultural sem que a cidade fique congelada no tempo”, conclui Vera Ramos.
A partir de agora, os conselheiros se atem na discussão do regimento interno do Compreb, que definirá as atribuições e periodicidade das reuniões. A próxima reunião já está marcada para a próxima quarta-feira, às 18h, na Secretaria de Cultura.
Fonte JM
O primeiro encontro após a posse do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de Bagé (Compreb) elegeu a diretora do Centro de Ciências Exatas e Ambientais da Urcamp, Vera Ramos,..
VERA RAMOS como presidente e o representante do Grupo Ecoarte, o arquiteto e servidor público, Guilherme Rodrigues Bruno, como secretário. Os dois serão responsáveis pela condução do trabalho. A reunião ocorreu ontem, no Salão Oval da prefeitura, e contou com representação de todas as entidades que integram a entidade.
O prefeito Luís Eduardo Dudu Colombo dos Santos elogiou a disponibilidade da equipe que compõe o Compreb. “É um importante conselho para a cidade, principalmente pelo quórum. Isso demonstra vitalidade e vontade de participar. A força do governo está no conjunto”, disse.
O conselho é responsável pelo tombamento de imóveis, fiscalização da legislação, formação de novas diretrizes, promoção da preservação, e por determinar ao Executivo a aplicação de penalidades cabíveis a pessoas físicas e jurídicas que não executem a preservação. No encontro, os conselheiros discutiram a danificação recente de uma das torres do castelinho do bairro Jardim do Castelo.
Nesse sentido, uma das suplentes do conselho, Norma Vasconcellos, destacou a importância da entidade. “A necessidade urge, a cidade está sendo desmanchada”, disse. O secretário eleito do Compreb destacou a necessidade de diálogo. “Um dos problemas atuais é a fragilidade conceitual, todo mundo veio com boas intenções, mas ainda não temos uma linguagem comum”, disse. Já a presidente reconhece que o Conselho assume funções com demandas bastante urgentes frente ao contexto de crescimento que a cidade experimenta, contudo, é preciso ampliar o conhecimento sobre os principais desafios. “Uma das certezas é que a participação do grupo será permanente e frequente e, nisso, será possível respeitar a identidade cultural sem que a cidade fique congelada no tempo”, conclui Vera Ramos.
A partir de agora, os conselheiros se atem na discussão do regimento interno do Compreb, que definirá as atribuições e periodicidade das reuniões. A próxima reunião já está marcada para a próxima quarta-feira, às 18h, na Secretaria de Cultura.
Fonte JM
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Quando iniciaram as comemorações
por: Cláudio Falcão
[23h:31min] 13/09/2011 - TRADIÇÃO
Hoje é declarado formalmente o início das comemorações da Semana Farroupilha.
DESFILES: em Bagé, começaram em 1900
O fato é marcado pela chegada da chama, vinda de Taquara, ao Parque do Gaúcho. Entretanto, pouco se divulga a respeito do início das comemorações como fato instituído e com participação popular. De acordo com as informações fornecidas pelo historiador e diretor do Arquivo Público Municipal, Cláudio Lemieszek, o marco histórico dessas comemorações alusivas à história do Rio Grande do Sul remonta ao início do século 20. Já conforme Manoelito Savaris, da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, a identidade gauchesca começou a ser estudada, compreendida e difundida, mesmo que de forma romântica, com o surgimento do Partenon Literário em Porto Alegre (1858). "Foi naquela confraria que surgiram os primeiros escritores e poetas valorizando o gaúcho e sua cultura. Mais tarde surge a figura de João Cezimbra Jacques que capitaneou a fundação do Grêmio Gaúcho (1898). Foi essa a primeira iniciativa de organização social, como um clube, para resgatar e preservar aspectos importantes da cultura gauchesca. Em seguida foi a vez de João Simões Lopes Neto fundar a União Gaúcha de Pelotas (1899), seguindo-se uma série de clubes gauchescos pelo Estado". Nesse momento é que, em Bagé, foi criado o Clube Gaúcho, em 15 de setembro de 1900. Seus estatutos, conforme Lemieszek dispunham sobre o desenvolvimento do gosto pelas festas campestres e promover o culto aos heróis do passado. O clube foi fundado por 135 tradicionalistas e seu primeiro presidente foi Francisco de Paula Sá e seu vice Leonardo Collares Sobrinho. Já no dia 20 de setembro, cinco dias após a fundação, ocorreu o primeiro desfile na avenida Sete.
Foi no ano de 1947 que toda a experiência acumulada desde o Partenon Literário, resultou na primeira Ronda Gaúcha no Colégio Júlio de Castilhos. O episódio de 5 de setembro com "O Grupo dos 8" e, depois, já no ano de 1948 o surgimento do 35 CTG que deu o modelo seguido por inúmeros outros Centros de Tradições no Estado e fora dele. Em 9 de setembro de 1952, foi fundado o CTG 93, o mais antigo de Bagé e entre os cinco mais antigos do estado. Seu primeiro patrão foi Jayme Azevedo da Silva Tavares. A nomenclatura "patrão" não era usual na época. Denominava-se presidente e o CTG 93 teve como presidentes de honra na data da fundação os nomes de João Batista Fico (prefeito), Eurico Salis, Descartes Cunha, Artur Oscar Loureiro de Souza e Paulo Babot.
[23h:31min] 13/09/2011 - TRADIÇÃO
Hoje é declarado formalmente o início das comemorações da Semana Farroupilha.
DESFILES: em Bagé, começaram em 1900
O fato é marcado pela chegada da chama, vinda de Taquara, ao Parque do Gaúcho. Entretanto, pouco se divulga a respeito do início das comemorações como fato instituído e com participação popular. De acordo com as informações fornecidas pelo historiador e diretor do Arquivo Público Municipal, Cláudio Lemieszek, o marco histórico dessas comemorações alusivas à história do Rio Grande do Sul remonta ao início do século 20. Já conforme Manoelito Savaris, da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, a identidade gauchesca começou a ser estudada, compreendida e difundida, mesmo que de forma romântica, com o surgimento do Partenon Literário em Porto Alegre (1858). "Foi naquela confraria que surgiram os primeiros escritores e poetas valorizando o gaúcho e sua cultura. Mais tarde surge a figura de João Cezimbra Jacques que capitaneou a fundação do Grêmio Gaúcho (1898). Foi essa a primeira iniciativa de organização social, como um clube, para resgatar e preservar aspectos importantes da cultura gauchesca. Em seguida foi a vez de João Simões Lopes Neto fundar a União Gaúcha de Pelotas (1899), seguindo-se uma série de clubes gauchescos pelo Estado". Nesse momento é que, em Bagé, foi criado o Clube Gaúcho, em 15 de setembro de 1900. Seus estatutos, conforme Lemieszek dispunham sobre o desenvolvimento do gosto pelas festas campestres e promover o culto aos heróis do passado. O clube foi fundado por 135 tradicionalistas e seu primeiro presidente foi Francisco de Paula Sá e seu vice Leonardo Collares Sobrinho. Já no dia 20 de setembro, cinco dias após a fundação, ocorreu o primeiro desfile na avenida Sete.
Foi no ano de 1947 que toda a experiência acumulada desde o Partenon Literário, resultou na primeira Ronda Gaúcha no Colégio Júlio de Castilhos. O episódio de 5 de setembro com "O Grupo dos 8" e, depois, já no ano de 1948 o surgimento do 35 CTG que deu o modelo seguido por inúmeros outros Centros de Tradições no Estado e fora dele. Em 9 de setembro de 1952, foi fundado o CTG 93, o mais antigo de Bagé e entre os cinco mais antigos do estado. Seu primeiro patrão foi Jayme Azevedo da Silva Tavares. A nomenclatura "patrão" não era usual na época. Denominava-se presidente e o CTG 93 teve como presidentes de honra na data da fundação os nomes de João Batista Fico (prefeito), Eurico Salis, Descartes Cunha, Artur Oscar Loureiro de Souza e Paulo Babot.
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