quarta-feira, 6 de outubro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Bagé cresceu com a beleza das suas ruas em paralelepípedos,asfaltar - é cortar um pedaço de sua história,é tirar uma parte do amor do povo bageense"

Manoel Ianzer
Acredito que asfaltar as ruas de Bagéé um crime contra seu patrimônio histórico,seria como por exemplo - asfaltar as ruas de Ouro Preto.

José Francisco Botelho


obs: concordo plenamente...acho um absurdo sem tamanho
A notoriedade de Bagé,está na história de seu povo,na preservação de suas ruas, prédios e fazendas,tornando maior a sua importância.

Manoel Ianzer

Cidade é militar desde a fundação

por: Niela Bittencourt
Há quase 200 anos, as condições geográficas favoráveis de uma região fronteiriça motivaram as tropas pacificadoras de Dom Diogo de Souza, que marchavam rumo a Montevidéu,...
a montarem um acampamento no local para descanso e reorganização do contingente. Ao partir, a coluna deixou no acampamento um grupo de militares, e agregados à tropa, feridos e doentes. Esse montante passou a adaptar o local às suas necessidades básicas sob o comando do tenente Pedro Fagundes de Oliveira. Com isso, de maneira progressiva, surgiu um pequeno povoado, hoje o município de Bagé.Conforme explicou o mestre em História pela Universidade de Passo Fundo, Cláudio Lemiezeck, o potencial da localidade para servir aos militares como ponto roteador de travessia equidistante entre cidades como Pelotas e Santana do Livramento, e, também, como ponto de partida principal no caminho a Montevidéu, impulsionou o desenvolvimento. Uma vez que a circulação de militares e comerciantes prosseguiu nos anos seguintes.Na história, Bagé figura como cenário de inúmeras revoluções, que envolveram líderes militares. Em 1827, por exemplo, a Guerra da Cisplatina marcou as disputas entre Brasil e Uruguai. Já na Revolução Farroupilha, republicanos e imperialistas passaram pela cidade e, outros, estabeleceram-se na região durante o período do conflito. O Duque de Caxias iniciou aqui, em 1844, as conversações em busca da paz, que envolveram, ainda, o general Antônio de Souza Netto e Vicente de Fontoura. Já em 1893, acontece a Revolução Federalista, quando Carlos Telles, Joca Tavares e Gaspar Silveira Martins foram figuras de destaque. Cabe lembrar, a resistência dos militares, chefiados por Carlos Telles, ao cerco dos Maragatos, uma das disputas mais sangrentas que a cidade testemunhou.“Bagé foi berço de grandes guerreiros, que sempre estiveram envolvidos com o serviço militar”, enfatizou o historiador. Entre eles, destaca os considerados patronos das armas da cavalaria e da artilharia, General Osório e General Mallet, respectivamente, que residiram e constituíram família na cidade. Segundo ponderou, porém, a importância real da cidade para os militares era estratégica. Fato confirmado desde as disputas entre as coroas portuguesa e espanhola, a partir do Tratado de Tordesilhas.

Retirado do blog http://bagealemfronteira.blogspot.com/

BAGÉ
No extremo sul, na fronteira,
Num trono de realeza,
lhe fez a natureza,
Está Bagé sobranceira,
Qual "Rainha da Fronteira",
Ostentando com nobreza,
A simpatia e a beleza,
De cidade prazenteira.
Terra de Joca Tavares
E de Silveira Martins,
Cuja voz vibra nos ares,
Bagé, pela sua história,
Sem precisar de espolins,
Tece seu manto de glória.
Attila Taborda - 1943

Prefeitura avalia a transferência de Minuano e Aragana



por: Dora Beledo


As esculturas de Minuano e Aragana, que antes davam as boas-vindas a quem chegava à cidade,há três anos foram transferidas para a Praça das Carretas porque naquele local aconteciam os principais festejos gauchescos da cidade. Casualmente, desde a troca de domicílio dos cavalos, as festas campeiras de Bagé passaram a ocorrer no Parque do Gaúcho. Nesta semana, onde se comemora a Semana Farroupilha, as esculturas vivem sua maior fase de solidão.Sensibilizada com a questão envolvendo as esculturas de Aragana e Minuano, a prefeitura estudará uma melhor alternativa para as obras equinas. O secretário municipal de Planejamento, Luis Alberto Silva, revelou que o prefeito está analisando a possibilidade de transferir as esculturas para o Parque do Gaúcho, onde ocorrem os mais importantes festejos gauchescos da cidade. “Mas ainda não temos data definida”, encerrou.Na Praça das Carretas, Aragana e Minuano têm seus dias de intensa alegria quando servem de brinquedo para as crianças que estão a caminho de suas casas ou escolas. Mas nem mesmo aos finais de semana o público naquele local aumenta significativamente para prestigiar o trabalho do artista plástico Oscar Roberto Salis. E, como se não bastasse, vândalos se aproveitam da falta de público e de vigias para riscar e depredar. Na época em que as esculturas foram transferidas para a Praça das Carretas, a antiga gestão justificou o ato informando que havia a necessidade de construir um novo pórtico no qual os cavalos não teriam como ser comportados pelo novo projeto. A escolha do novo lugar teria ocorrido por ser o que mais lembrava o passado gauchesco da cidade, sendo, naquela ocasião, o ponto que mais simbolizava a tradição da cidade, e que, em determinadas épocas do ano, era ocupado por PTGs e CTGs.