A culinária do Rio Grande do Sul tem como tradição a carne de charque, o churrasco, o arroz "carreteiro" e as influências sofridas pela Imigração italiana no Brasil e alemã ocorrida durante o século XIX. Da mistura entre a comida indígena, portuguesa e espanhola e do homem do campo surge a chamada cozinha da Campanha e, com características mais urbana, a cozinha da região missioneira. O arroz e o feijão preto representam a constante brasileira na vida pastoril e urbana do Rio Grande do Sul. A cuca (pão doce) também é típica da culinária gaúcha.
Para o estudo da cozinha gaúcha, devem-se considerar as particularidades regionais: a Praiana (à base de produtos do mar); a cozinha da Campanha e Missões (predominando as carnes vacum e ovina); a da região dos Campos de Cima da Serra (onde o pinhão tem presença e o café com graspa sobrepõem-se ao chimarrão).
Herança indígena: utilização da mandioca e de seus produtos (farinha, tapioca, beju, pirão, mingau); uso do milho assado, cozido e seus derivados (canjica, pamonha, pipoca, farinha). Aproveitamento de plantas nativas (abóbora, amendoin, cara, batata-doce, banana). Cozimento dos alimentos na tucuruva (trempe de pedras), no moquém (grelha de varas) para assar carne ou peixe. Preparo do peixe assado envolvido em folhas; moqueca e também paçoca de peixe ou de carne (feita no pilão). Uso de bebidas estimulantes: mate e guaraná.
Herança portuguesa - aproveitou as especiarias da Índia (cravo, canela, noz-moscada). Criou novos pratos, adaptou outros e conservou algumas receitas tradicionais (bacalhoada, caldo verde, acorda, pasteis, empadas, feijoada, cozido, fatias douradas, coscorões, pão-de-ló, papo-de-anjo, sonhos, pães, compotas, marmeladas, frutas cristalizadas e licores).
A culinária luso-brasileira- distribuída pelas regiões gaúchas: Litoral (com influência açoriana) – peixe assado, grelhados, fervido, desfiado, moqueca de peixe, siri na casca, marisco ensopado, arroz com camarão, camarão com pirão. Pirão de água fria, pirão cozido, farofa, beju, angu de milho, mingau de milho verde, paçoca de carne desfiada, lingüiça frita, feijão mexido, fervido de legumes, açorda, canja, galinhada, fervido de suquete (osso buco), mocotó, bolo de aipim, pães caseiros, “massas doces” (pão doce sovado) “farte” (pão com recheio de melado), melado com farinha de mandioca, roscas de polvilho, roscas de trigo (fritas), rosquetes, “negro deitado” (bolo de panela), bolo frito, sonhos, omelete de bananas, banana frita, pão-de-ló, sequilhos, rapaduras (com diferentes misturas), pé-de-moleque, “puxa-puxa”, balas diversas, pasteis doces e salgados, doce de panela (de frutas), doce de leite, amobrosia, fatias douradas, bolos, pudins, empadas.Bebidas – Concertada (vinho com água e açúcar), Queimadinha (queimar cachaça com açúcar), Licores diversos (de vinho, de ovos, de butiá, de abacaxi etc), Café, mate-doce.
Cozinha Depressão Central (influência açoriana e outras) – Canja de galinha, sopas diversas, feijoada, feijão branco, fervido (com legumes e carne), feijão mexido, quibebe, paçoca de favas, arroz de forno, carne de panela ou assada no forno, bife enrolado ou à milanesa, guizado de carne, bolo de arroz, pão recheado, empadas, pastéis, “rosinhas” de massa, ovos mexidos e escaldados, “roupa velha” (sobras), peixe recheado, escabeche e frito, bacalhoada, bolinho de bacalhau. Conservas de pepino e cebola. Galinha assada ou recheada, arroz com galinha. Pães de forno, pão de panela, “mãe-benta”, biscoitos, “calça-virada”, coscorões, fatias-do-céu, merengues, broas, pudim de laranja, ambrosia de laranja, “manjar celeste”, pudim de pão, “ovos moles”, “fios-de-ovo”, arroz-de-leite, “bom-bocado”, mandolate, balas de leite, de mel, tortas (doces), pé-de-moleque, “farinha de cachorro” (farinha de mandioca com açúcar).Bebidas: gemada com vinho, licor de vinho, licores com furtas, vinho de laranja.
Cozinha da Campanha – Carnes grelhada, no espeto, no forno. Arroz “carreteiro”, espinhaço de ovelha ensopado, pasteis, empadão, feijão, “cabo-de-relho” (sobras). Pães caseiros (ao forno), pão “catreiro” ou “de pedra” (aquecidos sobre pedra ou chapa quente), roscas de milho, “farinha de cachorro”, ambrosia de pão, doces de “panela” (marmelada, e em calda).Bebidas: chimarrão.
Cozinha “Serrana” – Carne assada, frita, mocotó, feijoada (de feijão preto e branco), charque com mandioca, paçoca de pinhão com carne assada, couve refogada, couve com farinha, galinha assada, arroz com galinha e quirela de milho, batata-doce, moranga, milho cozido, cuscuz, farinha de biju com leite. Doce de gila, “jaraquatia”, sagu com vinho, arigones, arroz doce, doce de frutas (pêssego, figo, pêra), ambrosia, doce de leite, “chico balanceado” (doce de aipim), doce de batata doce.Bebidas: “Camargo” (café com apojo), quentão de vinho, café com graspa.
Cozinha da região Missioneira - Carnes (vacum, ovino) assada no forno, no espeto, grelhada, frita na panela, sopa de lentilhas, sopa de cevadinha, feijoada, “puchero”, “gringa” (moranga) caramelada, pirão de farinha de milho, canja, couve com farofa, matambre com leite, fervido de espinhaço de ovelha com aipim. Canjica, guizado de milho, pasteis, empadão, revirado de galinha, revirado de sobras, lingüiça frita, paçoca de charque, galinha assada. Pão de forno, pão de borralho, bolo frito, biscoitos, pão-de-ló, geléia de mocotó, doce de jaraquatia, pêssego com arroz, arigones, tachadas (marmelo, pêssego, pêra), doce de laranja azeda cristalizada, doce de leite, rapadura de leite, gemada com leite, bolos.Bebidas: chimarrão, mate doce, mate com leite.
Colônia alemã – Carne de porco (assada e frita), wurst (lingüiça), chucrut (conserva de repolho), nudeln (massa), kles (bolinhos de farinha de trigo com batata cozida), conserva de rabanete, galinha assada, sopa com legumes e ovos, kas-schimier (ricota), kuchen (cuca), leb-kuchen (cuca de mel), mehldoss (doces de farinha de trigo), schimier (pasta de frutas), syrup (frutos cozidos com melado), weihmachts (bolachinhas), bolinhos de batata ralada, pão de milho, de centeio, de trigo, tortas doces. Café colonial (salgadinhos, salames, queijos, bolos).Bebidas: Das bier - cerveja, chop. Spritzbier (gengibirra). Assimilaram o chimarrão.
Colônia Italiana – Brodo (caldo de carne), carne Lessa (carne cozida n´agua), capeleti (massa com recheio de carne picada) o mesmo que Agnolini, menestra ou aminestra (sopa, canja), galeto a menarôsto ( frango no espeto), ravióli (massa com recheio), tortei (pastel cozido recheado com moranga ou abóbora), macarôn (massa), spagueti (massa cortada), fidelini (massa fina), polenta (angu de farinha de milho), risoto (arroz com galinha e queijo ralado), pizza (massa de pão com molho e queijo), pera cruz (bolo fervido em calda de frutas), pães de trigo e milho, panetone (pão com frutas cristalizadas), salames, queijos.Bebidas: vinho, graspa.
Bem Vindos a Bagé !!! Porta de entrada para o pampa gaúcho,seus campos preservam o bioma natural da região e seu povo não se cansa de mencionar a sua rica arquitetura urbana e rural.Como o gaúcho de fronteira jamais viveu sem um cavalo,só poderia ser por aqui que se encontra o que há de melhor na produção eqüina nacional,principalmente dos puros-sangues ingleses e dos crioulos.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
O Chimarrão
Sempre presente no dia-a-dia, o chimarrão constituiu-se na bebida típica do Rio Grande do Sul. Também conhecido como mate amargo, significa símbolo da hospitalidade e da amizade do gaúcho. É o mate cevado sem açúcar, preparado em uma cuia e servido através de uma bomba. É a bebida proveniente da infusão da erva-mate, planta nativa das matas sul-americanas, inclusive no Rio Grande do Sul. Atribuem-se ao chimarrão, propriedades desintoxicantes, particularmente eficazes numa alimentação rica em carnes, pois é diurético e digestivo.
Destaca-se principalmente que o mate é estimulante da atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos eliminando a fadiga.
Os Dez Mandamentos do Chimarrão
1. NÃO PEÇAS AÇÚCAR NO MATE
2. NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO É ANTI-HIGIÊNICO
3. NÃO DIGAS QUE O MATE ESTÁ QUENTE DEMAIS
4. NÃO DEIXES UM MATE PELA METADE
5. NÃO TE ENVERGONHES DO "RONCO" NO FIM DO MATE
6. NÃO MEXAS NA BOMBA
7. NÃO ALTERES A ORDEM EM QUE O MATE É SERVIDO
8. NÃO "DURMAS" COM A CUIA NA MÃO
9. NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O 1º MATE
10. NÃO DIGAS QUE CHIMARRÃO DÁ CÂNCER NA GARGANTA
A CUIA NOVA
Quando a cuia é nova, é necessário curti-la antes de começar a matear. Para tal, é necessário enchê-la de erva-mate pura ou ainda misturada com cinza vegetal e água quente, que deve permanecer de dois a três dias, mantendo a umidade, para que fique bem curtida, impregnando o gosto da erva em suas paredes. O uso da cinza é para dar maior resistência ao porongo. Após o tempo determinado, retira-se a erva da cuia e, com uma colher, raspa-se bem o porongo, para retirar alguns baraços que tenham ficado.
Destaca-se principalmente que o mate é estimulante da atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos eliminando a fadiga.
Como preparar
1. Coloque a erva mate verde em 2/3 da cuia.
2. Tape com a mão ou com papel firme a boca da cuia, inclinando-a para ajeitar a erva, que deve ficar assentada de um lado só, deixando um espaço vazio.
3. Bata suavemente, com a ponta dos dedos, na superfície externa da cuia, no lado em que a erva mate está assentada, para que o pó mais fino se desloque para o fundo do porongo.
4. Coloque novamente a cuia na posição vertical, com suavidade, para que a erva mate não caia para o lado.
5. Despeje um pouco de água morna ou fria para umedecer e inchar a erva, e aguarde alguns instantes.
6. Coloque a água quente, tendo o cuidado de não deixá-la ferver. O melhor é respeitar o aviso da chaleira, que começa a chiar aos 80º.
7. Introduza a bomba no fundo da cuia, apoiada na erva, mantendo o bocal fechado com o dedo polegar, até assentá-la bem.
8. Quando a infusão acabar, deve-se acrescentar mais água. A operação pode ser repetida até que o chimarrão deixe de espumar, sinal de que a erva já enfraqueceu.
Os Dez Mandamentos do Chimarrão
Fonte: Pércio de Moraes Branco- Almanaque Tchê
1. NÃO PEÇAS AÇÚCAR NO MATE
O gaúcho aprende desde piazito que e por que o chimarrão se chama também mate amargo ou, mais intimamente, amargo apenas. Mas, se tu és dos que vêm de outros pagos, mesmo sabendo poderás achar que é amargo demais e cometer o maior sacrilégio que alguém pode imaginar neste pedaço do Brasil: pedir açúcar.
2. NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO É ANTI-HIGIÊNICO
Tu podes achar que é anti-higiênico pôr a boca onde todo mundo põe. Claro que é. Só que tu não tens o direito de proferir tamanha blasfêmia em se tratando do chimarrão.
3. NÃO DIGAS QUE O MATE ESTÁ QUENTE DEMAIS
Se todos estão chimarreando sem reclamar da temperatura da água, é porque ela é perfeitamente suportável por pessoas normais.
4. NÃO DEIXES UM MATE PELA METADE
Tu deves tomar toda a água servida, até ouvir o ronco de cuia vazia..
5. NÃO TE ENVERGONHES DO "RONCO" NO FIM DO MATE
Se, ao acabar o mate, sem querer fizeres a bomba "roncar", não te envergonhes. Está tudo bem, ninguém vai te julgar mal-educado.
6. NÃO MEXAS NA BOMBA
A bomba do chimarrão pode muito bem entupir, seja por culpa dela mesma, da erva ou de quem preparou o mate. Mas, por favor, não mexas na bomba. Fale com quem lhe ofereceu o mate ou com quem lhe passou a cuia.
7. NÃO ALTERES A ORDEM EM QUE O MATE É SERVIDO
Roda de chimarrão funciona como cavalo de leiteiro. A cuia passa de mão em mão, sempre na mesma ordem. Para entrar na roda, qualquer hora serve mas, depois de entrar, espera sempre tua vez e não queiras favorecer ninguém, mesmo que seja a mais prendada prenda do Estado.
8. NÃO "DURMAS" COM A CUIA NA MÃO
Numa roda de chimarrão, tu falas, discutes, ri, xingas, enfim, tu participas de uma comunidade em confraternização. Só que esta tua participaçâo não pode ser levada ao extremo de te fazer esquecer da cuia que está em tua mão.
9. NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O 1º MATE
Se tu julgas o dono da casa um grosso por preparar o chimarrão e tomar ele próprio o primeiro, saibas que grosso é tu. O pior mate é o primeiro e quem o toma está te prestando um favor.
10. NÃO DIGAS QUE CHIMARRÃO DÁ CÂNCER NA GARGANTA
Pode até dar. Mas não vai ser tu, que pela primeira vez pegas na cuia, que irás dizer, com ar de entendido, que chimarrão é cancerígeno. Se aceitaste o mate que te ofereceram, toma e esquece o câncer.
A CUIA NOVA
Quando a cuia é nova, é necessário curti-la antes de começar a matear. Para tal, é necessário enchê-la de erva-mate pura ou ainda misturada com cinza vegetal e água quente, que deve permanecer de dois a três dias, mantendo a umidade, para que fique bem curtida, impregnando o gosto da erva em suas paredes. O uso da cinza é para dar maior resistência ao porongo. Após o tempo determinado, retira-se a erva da cuia e, com uma colher, raspa-se bem o porongo, para retirar alguns baraços que tenham ficado.
Expressões Gaudérias
Afiado como navalha de barbeiro caprichoso.•
Agarrado como carrapato em culhão de touro.•
Apertado como rato em guampa.•
Assanhada como solteirona em festa de casamento.•
Atirado como interesse de viúva.•
Aumentar como barriga de prenha.•
Bater mais que brigadiano na mulher.•
Brilhar como ouro de libra.•
Bueno como namoro no começo.•
Buliçoso que nem mico de viúva.•
Cair bem como chuva em roça de milho.•
Calmo que nem água de poço.•
Cara amarrada como pacote de despacho.•
Causar alvoroço que nem mata-mosquito em convento.•
Chiar como uma locomotiva no cio.•
Cobiçada como anca de viúva nova e bonita.•
Comer mais que remorso.•
Como tosa de porco: muito grito e pouca lã.•
Contente como cusco de cozinheira.•
Contrariado como gato a cabresto.•
Dá mais que pereba em moleque.•
De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.•
Devagar como enterro de a pé.•
Dormir atirado que nem lagarto.•
Dormir que nem sapo morto estirado nos arreios.•
Encardido como peleia de caudilho.•
Encordoado como teta de porca.•
Enfeitado como bidê de china.•
Engraçado como gorda botando as calça.•
Esfarrapado que nem poncho de gaudério.•
Espalhar-se como pó de mangueira em pé de vento.•
Esparramado como dedo de pé que nunca entrou em bota.•
Esperto que nem gringo de venda.•
Extraviado que nem chinelo de bêbado.•
Faceiro como mosca em rolha de xarope.•
Feia como mulher de cego.•
Feliz que nem lambari de sanga.•
Fino e comprido como pio de pinto.•
Firme que nem prego em polenta.•
Frouxo como peido em bombacha.•
Furioso como gato embretado em cano de bota.•
Gordo e lustroso como gato de bolicheiro.•
Gosmento como cuspida de bêbado.•
Grosso como rolha pra poço.•
Grudado como bosta em tamanco.•
Judiado como filhote de passarinho em mão de piá.•
Louco como galinha agarrada pelo rabo.•
Mais à vontade que bugio em mato de boa fruta.•
Mais alto que cavalo de oficial.•
Mais amontoado que uva em cacho.•
Mais angustiado que barata de ponta-cabeça.•
Mais apertado que nó de soga em dia de chuva.•
Mais apressado que cavalo de carteiro.•
Mais arisca do que china que não quer dar.•
Mais assustado que véia em canoa.•
Mais atirado pra trás que pica-pau em tronqueira.•
Mais atirado que alpargata em cancha de bocha.•
Mais atrasado que bola de porco.•
Mais baixo que vôo de marreca choca.•
Mais bonita que laranja de amostra.•
Mais branco que perna de freira.•
Mais caro que argentina nova na zona.•
Mais ciumenta que mulher de tenente.•
Mais complicado que receita de creme Assis Brasil.•
Mais comprido que esperança de pobre.•
Mais comprido que suspiro em velório.•
Mais conhecido que a reza do padre-nosso.•
Mais conhecido que parteira de campanha.•
Mais curto que coice de porco.•
Mais delgado que cachaço emprestado.•
Mais demorado que enterro de rico.•
Mais desconfiado que cego que tem amante.•
Mais difícil que nadar de poncho.•
Mais duro que pau de preso.•
Mais eficiente que japonês na roça.•
Mais encolhido que tripa grossa na brasa.•
Mais enfeitado que burro de cigano em festa.•
Mais enfiado que cueca em bunda de gordo.•
Mais engraxado que telefone de açougueiro.•
Mais enrolado que lingüiça de venda.•
Mais entravado que carteira e
m bolso de sovina.•
Mais escandaloso que relincho de burro chorro.•
Mais faceiro que gordo de camiseta.•
Mais faceiro que guri de bombacha nova•
Mais fácil que fazer falar um rádio.•
Mais fechado que baú de solteirona.•
Mais fedorento que arroto de corvo.•
Mais feio que indigestão de torresmo.•
Mais fino que assobio de papudo.•
Mais firme que catarro em parede.•
Mais forte que peido de burro atolado.•
Mais gostoso que beijo de prima.•
Mais grosso que cintura de sapo.•
Mais importante que o irmão da rapariga do cabo.•
Mais inútil que buzina em avião.•
Mais inútil que mijar em incêndio.•
Mais ligado que rádio de preso.•
Mais ligeiro que tainha de açude.•
Mais linda que camisola de noiva.•
Mais magro que guri com solitária.•
Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro.•
Mais metido que piolho em costura.•
Mais nervoso que anão em comício.•
Mais nojento que mocotó de ontem.•
Mais perdido que surdo em bingo.•
Mais perfumado que mão de barbeiro.•
Mais pesado que pastel de batata.•
Mais prestimosa que mãe de noiva.•
Mais quieto que guri cagado.•
Mais sério que guri mijado.•
Mais triste que último dia de rodeio.•
Mais usado que pronome oblíquo em conversa de professor.•
Mais vaidoso que guri em chineiro.•
Mais velho que mijar em arco.•
Pelado que nem sovaco de perneta.•
Pior que a filha casar com nordestino.•
Que nem carro de funebreiro: só leva.•
Que nem serra elétrica, não pode ver pau de pé.•
Quem revela a fonte é água mineral.•
Sofrer como joelho de freira na Semana Santa.•
Solito como galinha em gaiola de engorde.
Tranqüilo e sereno que nem baile de moreno.
Virar-se mais que minhoca na cinza.
Vivo como cavalo de contrabandista.
Agarrado como carrapato em culhão de touro.•
Apertado como rato em guampa.•
Assanhada como solteirona em festa de casamento.•
Atirado como interesse de viúva.•
Aumentar como barriga de prenha.•
Bater mais que brigadiano na mulher.•
Brilhar como ouro de libra.•
Bueno como namoro no começo.•
Buliçoso que nem mico de viúva.•
Cair bem como chuva em roça de milho.•
Calmo que nem água de poço.•
Cara amarrada como pacote de despacho.•
Causar alvoroço que nem mata-mosquito em convento.•
Chiar como uma locomotiva no cio.•
Cobiçada como anca de viúva nova e bonita.•
Comer mais que remorso.•
Como tosa de porco: muito grito e pouca lã.•
Contente como cusco de cozinheira.•
Contrariado como gato a cabresto.•
Dá mais que pereba em moleque.•
De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.•
Devagar como enterro de a pé.•
Dormir atirado que nem lagarto.•
Dormir que nem sapo morto estirado nos arreios.•
Encardido como peleia de caudilho.•
Encordoado como teta de porca.•
Enfeitado como bidê de china.•
Engraçado como gorda botando as calça.•
Esfarrapado que nem poncho de gaudério.•
Espalhar-se como pó de mangueira em pé de vento.•
Esparramado como dedo de pé que nunca entrou em bota.•
Esperto que nem gringo de venda.•
Extraviado que nem chinelo de bêbado.•
Faceiro como mosca em rolha de xarope.•
Feia como mulher de cego.•
Feliz que nem lambari de sanga.•
Fino e comprido como pio de pinto.•
Firme que nem prego em polenta.•
Frouxo como peido em bombacha.•
Furioso como gato embretado em cano de bota.•
Gordo e lustroso como gato de bolicheiro.•
Gosmento como cuspida de bêbado.•
Grosso como rolha pra poço.•
Grudado como bosta em tamanco.•
Judiado como filhote de passarinho em mão de piá.•
Louco como galinha agarrada pelo rabo.•
Mais à vontade que bugio em mato de boa fruta.•
Mais alto que cavalo de oficial.•
Mais amontoado que uva em cacho.•
Mais angustiado que barata de ponta-cabeça.•
Mais apertado que nó de soga em dia de chuva.•
Mais apressado que cavalo de carteiro.•
Mais arisca do que china que não quer dar.•
Mais assustado que véia em canoa.•
Mais atirado pra trás que pica-pau em tronqueira.•
Mais atirado que alpargata em cancha de bocha.•
Mais atrasado que bola de porco.•
Mais baixo que vôo de marreca choca.•
Mais bonita que laranja de amostra.•
Mais branco que perna de freira.•
Mais caro que argentina nova na zona.•
Mais ciumenta que mulher de tenente.•
Mais complicado que receita de creme Assis Brasil.•
Mais comprido que esperança de pobre.•
Mais comprido que suspiro em velório.•
Mais conhecido que a reza do padre-nosso.•
Mais conhecido que parteira de campanha.•
Mais curto que coice de porco.•
Mais delgado que cachaço emprestado.•
Mais demorado que enterro de rico.•
Mais desconfiado que cego que tem amante.•
Mais difícil que nadar de poncho.•
Mais duro que pau de preso.•
Mais eficiente que japonês na roça.•
Mais encolhido que tripa grossa na brasa.•
Mais enfeitado que burro de cigano em festa.•
Mais enfiado que cueca em bunda de gordo.•
Mais engraxado que telefone de açougueiro.•
Mais enrolado que lingüiça de venda.•
Mais entravado que carteira e
m bolso de sovina.•
Mais escandaloso que relincho de burro chorro.•
Mais faceiro que gordo de camiseta.•
Mais faceiro que guri de bombacha nova•
Mais fácil que fazer falar um rádio.•
Mais fechado que baú de solteirona.•
Mais fedorento que arroto de corvo.•
Mais feio que indigestão de torresmo.•
Mais fino que assobio de papudo.•
Mais firme que catarro em parede.•
Mais forte que peido de burro atolado.•
Mais gostoso que beijo de prima.•
Mais grosso que cintura de sapo.•
Mais importante que o irmão da rapariga do cabo.•
Mais inútil que buzina em avião.•
Mais inútil que mijar em incêndio.•
Mais ligado que rádio de preso.•
Mais ligeiro que tainha de açude.•
Mais linda que camisola de noiva.•
Mais magro que guri com solitária.•
Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro.•
Mais metido que piolho em costura.•
Mais nervoso que anão em comício.•
Mais nojento que mocotó de ontem.•
Mais perdido que surdo em bingo.•
Mais perfumado que mão de barbeiro.•
Mais pesado que pastel de batata.•
Mais prestimosa que mãe de noiva.•
Mais quieto que guri cagado.•
Mais sério que guri mijado.•
Mais triste que último dia de rodeio.•
Mais usado que pronome oblíquo em conversa de professor.•
Mais vaidoso que guri em chineiro.•
Mais velho que mijar em arco.•
Pelado que nem sovaco de perneta.•
Pior que a filha casar com nordestino.•
Que nem carro de funebreiro: só leva.•
Que nem serra elétrica, não pode ver pau de pé.•
Quem revela a fonte é água mineral.•
Sofrer como joelho de freira na Semana Santa.•
Solito como galinha em gaiola de engorde.
Tranqüilo e sereno que nem baile de moreno.
Virar-se mais que minhoca na cinza.
Vivo como cavalo de contrabandista.

No início da noite de sábado um desfile inédito em Semanas Crioulas chamou a atenção do público que passeava pelo parque de exposições. Foi o desfile histórico, organizado pela Rural Jovem. O objetivo era contar a história do Rio Grande do Sul, citando os principais acontecimentos, lutas e batalhas, do estado, através das vestimentas e das armas. Montados em cavalos, homens e mulheres assumiram papéis de personagens importantes e passaram pela avenida principal do Parque. Enquanto o público acompanhava o desfile, Claudio Falcão leu um texto para ambientar quem assistia.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
7ª Galponeira de Bagé
PROGRAMAÇÃO 7ª GALPONEIRA
PARQUE DO GAÚCHO
BAGÉ – RS
PARQUE DO GAÚCHO
BAGÉ – RS
ARTÍSTICA
Dia 16 de abril (Sexta-feira)
20h – Show de abertura: SONIDO DEL ALMA GAUCHA
21h 30min – Apresentação das músicas concorrentes – 1ª Eliminatória
23h – Show de encerramento: LISANDRO AMARAL
Dia 17 de abril (Sábado)
20h – Show de abertura: CASSIANO MENDES
21h 30min – Apresentação das músicas concorrentes – 2ª Eliminatória
23h – Show de encerramento: “GAÚCHOS” - ROBLEDO MARTINS E RUI ÁVILA
Dia 18 de abril (Domingo)
20h – Show de abertura: HERANÇA FRONTEIRA
21h 30min – Apresentação das músicas finalistas
23h – Show de encerramento: GILBERTO MONTEIRO
24h – Premiação
CAMPEIRA
Dia 16 de abril (Sexta-feira)
8h30min – Recepção
12h – Almoço
14h – 1ª Classificatória “Laço Galponeira”
17h – Raspadinha
Dia 17 de abril (Sábado)
08h – Laço Trio raspadinha - Classificatória
10h – 2ª Classificatória “Laço Galponeira”
12h – Almoço
14h – 3ª Classificatória “Laço Galponeira”
17h – Laço Trio raspadinha - Classificatória
19h – Classificatória Gineteada
Dia 18 de abril (Domingo)
08h – 4ª Classificatória “Laço Galponeira”
10h – Laço Trio raspadinha - Classificatória
12h – Almoço
13h30min – Final - Laço Trio raspadinha
15h30min – Final “Laço Galponeira”
19h – Classificatória Gineteada
Logo após – Final Gineteada
Obs:
- No LAÇO, classifica para a final (Dupla/Trio) com aproveitamento de 100% nas classificatórias.
- Se houver tempo, haverá raspadinha diariamente.
CARREIRA
Dia 17 de abril (Sábado)
17h – Grande Prêmio da Galponeira I
Dia 18 de abril (Domingo)
17h – Grande Prêmio da Galponeira II
JOGOS CAMPEIROS
Dia 18 de abril (Domingo)
10h – Torneio de truco
Dia 16 de abril (Sexta-feira)
20h – Show de abertura: SONIDO DEL ALMA GAUCHA
21h 30min – Apresentação das músicas concorrentes – 1ª Eliminatória
23h – Show de encerramento: LISANDRO AMARAL
Dia 17 de abril (Sábado)
20h – Show de abertura: CASSIANO MENDES
21h 30min – Apresentação das músicas concorrentes – 2ª Eliminatória
23h – Show de encerramento: “GAÚCHOS” - ROBLEDO MARTINS E RUI ÁVILA
Dia 18 de abril (Domingo)
20h – Show de abertura: HERANÇA FRONTEIRA
21h 30min – Apresentação das músicas finalistas
23h – Show de encerramento: GILBERTO MONTEIRO
24h – Premiação
CAMPEIRA
Dia 16 de abril (Sexta-feira)
8h30min – Recepção
12h – Almoço
14h – 1ª Classificatória “Laço Galponeira”
17h – Raspadinha
Dia 17 de abril (Sábado)
08h – Laço Trio raspadinha - Classificatória
10h – 2ª Classificatória “Laço Galponeira”
12h – Almoço
14h – 3ª Classificatória “Laço Galponeira”
17h – Laço Trio raspadinha - Classificatória
19h – Classificatória Gineteada
Dia 18 de abril (Domingo)
08h – 4ª Classificatória “Laço Galponeira”
10h – Laço Trio raspadinha - Classificatória
12h – Almoço
13h30min – Final - Laço Trio raspadinha
15h30min – Final “Laço Galponeira”
19h – Classificatória Gineteada
Logo após – Final Gineteada
Obs:
- No LAÇO, classifica para a final (Dupla/Trio) com aproveitamento de 100% nas classificatórias.
- Se houver tempo, haverá raspadinha diariamente.
CARREIRA
Dia 17 de abril (Sábado)
17h – Grande Prêmio da Galponeira I
Dia 18 de abril (Domingo)
17h – Grande Prêmio da Galponeira II
JOGOS CAMPEIROS
Dia 18 de abril (Domingo)
10h – Torneio de truco
PREMIAÇÃO GALPONEIRA
FESTIVAL DE MÚSICA
1º Lugar: R$ 3.000,00 e troféu;
2º Lugar: R$ 2.000,00 e troféu;
3º Lugar: R$ 1.000,00 e troféu;
Música Mais Popular: R$ 500,00 e troféu;
Melhor Intérprete – Melhor Letra – Melhor Instrumentista – Melhor Arranjo – Melhor Melodia: Troféu
LAÇO TRIO
1º Lugar: R$ 400,00 e troféu;
2º Lugar: R$ 200,00 e troféu;
“LAÇO GALPONEIRA” (dupla)
1º Lugar: 1 moto zero km e troféu;
2º Lugar: Troféu;
GINETEADA
1º Lugar: Um Potro e troféu;
2º Lugar: R$ 150,00 e troféu;
3º Lugar: R$ 80,00 e troféu;
INSCRIÇÕES CAMPEIRA
- Laço Trio – R$ 30,00
- Laço Galponeira (dupla)
1ª Classificatória: R$ 60,00
2ª e 3ª Classificatória: R$ 70,00
4ª Classificatória: R$ 80,00
- Gineteada R$ 80,00
Informações:
Liquinho (53) 9972-1276
Leonel Conde (53)9946-6703
ATRAÇÕES:
Entrada Franca
Festival Nativista - Galponeira
Festa Campeira
Carreira de Cancha Reta
Mateada no domingo
Praça de Alimentação coberta, com telão transmitindo o festival.
OBS:
Sairão dois ônibus da frente do Centro Administrativo, durante os três dias do evento, direto para o Parque do Gaúcho, às 19h e 20h, com retorno no final das programações.
Bagé integra Associação das Cidades Históricas do Rio Grande do Sul
O município de Bagé, junto com outras seis cidades, foi responsável pela criação da Associação das Cidades Históricas do Rio Grande do Sul. O ato oficial ocorreu no dia 31 de março, durante o Fórum do Turismo Cultural de Jaguarão. A fundação também teve a participação dos municípios de Caçapava do Sul, Jaguarão, Novo Hamburgo, Pelotas, Piratini e Santa Tereza, todos integrantes do PAC das Cidades Históricas IPHAN/Minc.
A ação contou, ainda, com o apoio das cidades de Antônio Prado, Rio Grande, São Nicolau e São Miguel das Missões. O objetivo da entidade será integrar os municípios que possuem bens tombados ou em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN/Minc, e em momento posterior também os que possuem bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, IPHAE.
A ideia surgiu a partir do modelo da associação de Minas Gerais, criada em 2003. Além dos municípios presentes em Jaguarão, a reunião de formação da associação das cidades históricas do Rio Grande do Sul contou com representantes do IPHAN, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), que externaram apoio a iniciativa. No encontro foi definido que as reuniões da associação serão bimensais, sendo a próxima no dia 28 de maio, em Pelotas, durante a realização da Fenadoce.
A ação contou, ainda, com o apoio das cidades de Antônio Prado, Rio Grande, São Nicolau e São Miguel das Missões. O objetivo da entidade será integrar os municípios que possuem bens tombados ou em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN/Minc, e em momento posterior também os que possuem bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, IPHAE.
A ideia surgiu a partir do modelo da associação de Minas Gerais, criada em 2003. Além dos municípios presentes em Jaguarão, a reunião de formação da associação das cidades históricas do Rio Grande do Sul contou com representantes do IPHAN, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), que externaram apoio a iniciativa. No encontro foi definido que as reuniões da associação serão bimensais, sendo a próxima no dia 28 de maio, em Pelotas, durante a realização da Fenadoce.
Galponeira de Bagé terá Festa Campeira
Entre os dias 16 e 18 de abril, acontece a 7ª Galponeira de Bagé. O evento, que ocorre do Parque do Gaúcho, incentiva e promove a música nativista com enfoque em composições inéditas que retratam com fidelidade os usos e costumes do gaúcho fronteiriço. Para esta edição, haverá grandes novidades. Uma delas será a realização da Festa Campeira. Para tanto, serão promovidas competições como gineteada, laço, carreira de cancha reta e torneio de truco.
A outra será a inauguração do Galpão de Eventos do Parque do Gaúcho para a apresentação das músicas e dos shows. Na parte artística, além das apresentações das músicas classificadas, acontecem shows de grupos e músicos consagrados como Sonido del Alma Gaucha, Herança Fronteira, Cassiano Mendes, Gilberto Monteiro, Robledo Martins e Rui Ávila.
A 7ª Galponeira de Bagé é uma promoção da Prefeitura de Bagé, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e Coordenadoria do Parque do Gaúcho (CPG).
A outra será a inauguração do Galpão de Eventos do Parque do Gaúcho para a apresentação das músicas e dos shows. Na parte artística, além das apresentações das músicas classificadas, acontecem shows de grupos e músicos consagrados como Sonido del Alma Gaucha, Herança Fronteira, Cassiano Mendes, Gilberto Monteiro, Robledo Martins e Rui Ávila.
A 7ª Galponeira de Bagé é uma promoção da Prefeitura de Bagé, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e Coordenadoria do Parque do Gaúcho (CPG).
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